Conversamos um pouco mais sobre a nossa história, depois que finalmente finalizamos. Eduardo decidiu fazer fondue, alegando que combinaria mais com o vinho, achei um grande deboche com meus sanduíches, da próxima vez deixo tudinho morrendo de fome e faço só para mim.
— Tenho um suco de uva bem gostoso, vai combinar também. Assim você pode nos acompanhar. Vou pegar. — Eduardo disse se levantando. Achei fofo me incluir, deixarei a vingança pelos meus sanduíches para outro dia.
Demorou um pouco, Eduardo veio com uma bandeja com a panela do fondue, queijos, chocolate, algumas frutas e carnes. Colocou na mesa de centro e me entregou o suco. Experimentei e era o gosto de vinho real, até fui confirmo no rótulo se realmente não tinha álcool.
— Gostou? — Eduardo perguntou.
— Sim, bastante saborosa. Confundiria facilmente com vinho. Obrigada! —Agradeci.
— De nada, querida. — Eduardo brincou
— Sou sua querida só amanhã. Por hoje eu sou solteira. Me deixe aproveitar meus últimos momentos — Brinquei.
— Depois sou eu a dramática, né? A mulher está literalmente dizendo que a vida vai acabar depois que casar — Patrícia fez careta.
— Depende da interpretação, senhora jornalista. Ela está se referindo aos últimos momentos de solteira. — Denise opinou.
Não sei como, em que momento, mas depois de algumas garrafas de vinho, todos começaram a se dar bem. A risada tomou conta da sala. Pareciam amigos de longa data. Álcool realmente faz mágicas. Até Denise que tinha dificuldade de se interagir com outras pessoas estava se dando bem.
— Que tal brincar de eu nunca? — Patrícia sugeriu.
— Como funciona? — André perguntou.
— Cada um fez uma pergunta a todo grupo, se você fez o que a pessoa que falou disse, você bebe. Por exemplo, quem já transou? — Patrícia disse virando a taça de vinho — Quem não é virgem, bebe.
— Parece o tipo de brincadeira que causa estrago. — André fez careta ao pensar nas possibilidades.
— Eu gosto do estrago. Está com medo de não aguentar? — Patrícia disse debochada.
— Se você ficar bêbada primeiro, vai ter que fazer qualquer pedido meu. Se garante, loirinha? — André perguntou para Patrícia.
— Gostei da ideia. Espero que não se arrependa. — Patrícia sorria animada.
A brincadeira começou de forma bem tímida, apenas perguntas bestas, mas todas era óbvia que tínhamos feito. Aos poucos foram ficando cada vez mais picantes. As garrafas de vinho iam se acumulando mais e mais.
— Onde eu estou? — Sentia uma dor de cabeça forte. Estava enjoada. Totalmente desnorteada. Olhava ao redor e não reconhecia o lugar. Quando ia me levantar, percebi que o lençol estava preso em algo. — Eduardo?
O que aconteceu? Não faz sentido. Um segundo atrás estava respondendo se já tinha feito sexo no calçada. Como vim parar aqui? Melhor, onde exatamente é aqui? E porque Eduardo está dormindo do meu lado?
— Eduardo? Eduardo! — Chamei tanto. Acabei irritada e chutando ele para fora da cama.
Na verdade, empurrei com um pouco mais força do que pretendia. Eduardo rolou e caiu no chão totalmente pelado. Não é que ele é gostosinho. Que peitoral bonito. E olha o tamanho dessa ferramenta. Que interessante.
— Que diabos... — Eduardo abriu o olho, parecia analisar o lugar — Onde eu estou?
— Também queria saber. — Respondi sem tirar os olhos dele. Que notou meu olhar sobre seu corpo, fazendo ele perceber que estava pelado.
— Porque eu estou pelado? — Eduardo gritou.
— Não grita! Eu estou com dor de cabeça. E não sou surda. — Reclamei. Parecia até que eu estava de ressaca.
Eduardo fez uma careta, levantou do chão, puxando o lençol para se cobrir. Eu tive uma crise de riso enorme com seu desespero para se cobrir.
— Você também não é de se jogar fora. — Eduardo brincou. Eu adorei de rir confusa e ele apontou para mim — Você também está nua.
— ME DEVOLVE ESSE LENÇOL! — Gritei puxando de uma ponta e ele outra.
Estávamos gritando um com outro, fazendo do lençol cabo de guerra. Quando ouço um grito vindo da porta ao lado. E eu conhecia muito bem. Era Denise gritando. Peguei o lençol que estava cobrindo a cama me enrolei e sai porta a fora.
— Você enlouqueceu? Vai sair pelada sem nem mesmo saber onde está? — Eduardo gritou vindo atrás de mim.
Os gritos vinham de onde eu pensava, era um quarto ao lado. Por sorte a porta não estava trancada. Para minha surpresa, ao entrar, encontro Denise enrolada com um lençol jogando tudo que tinha ao redor em Fábio. Que também estava pelado. Eduardo me puxou e colou meu rosto nele. Me impedido de ver seu amigo.
— Alguém pode me dizer o que diabos está acontecendo? Onde estamos? — Eduardo perguntou irritado. Acho que ele não acorda de bom humor.
— Acordei e esse tarado estava na cama comigo. Totalmente pelado. Vou processar você. Seu tarado safado. E onde estamos? — Denise gritou.
— Primeiro, eu não faço ideia de como vim para aqui. Nem mesmo o motivo de está na cama com você. Eu passei a noite paquerando Patrícia, porque diabos ia fazer algo com você? Se liga. — Fabio reclamou.
— Patrícia estava indisponível. Estava comigo. Desculpa, cara. — André disse entrando no quarto de regata e bermuda, tomando uma xícara de café.
— Todos estão aqui? Acordaram cedo. — Patrícia veio logo atrás dele. Estava com shorts e biquíni. Tomando um achocolatado de caixinha.
— Alguém pode me dizer o que diabos está acontecendo aqui? Alguém sabe onde estamos? Como vinhemos para aqui? A última coisa que lembro foi o tal do jogo do "Eu nunca". — Eduardo perguntou prestes a explodir, mas ainda me abraçando me impedindo de ver o lado de dentro do quarto.
— Não faço ideia também, mas estamos em Las Vegas. E pelos vídeos que vimos no instagram e as notícias que estão circulando no jornal. Acho que estamos com alguns problemas. — André disse com uma calma enorme.
— O que está circulando? Patrícia não ia mandar para o jornal hoje de manhã a verdadeira história? — Eduardo questionou assustado.
— Bem... Ela mandou, mas também mandou outra história. Com direito a fotos e vídeos. — André fez careta.
— Podem deixar de enrolar e explicar o que está acontecendo? — Denise perguntou enquanto procurava sua roupa no quarto.
— De forma resumida, bebemos demais, não sei como, mas viemos parar em Las Vegas e meio que fizemos um casamento triplo. O que não faz sentido, mas foi o que aconteceu. Eu mandei a matéria com a história de vocês uma da manhã, as três e meia enviei um vídeo de nós três nós casando para toda minha lista de transmissão. O que vale quase todos os jornais do Brasil. — Patrícia explicou.
— Casamento? Que mer.. — Fabio gritou. Ouvi uma pancada no chão.
Me soltei de Eduardo para ver o que era, Denise havia desmaiado. Corremos todos para socorrer ela. Enquando Patrícia ligava chamando a emergência, os que estavam pelados foram procurar alguma roupa para vestir. Em pouco tempo já estávamos na recepção, esperando informações sobre Denise. Os caras estavam tentando descobrir exatamente o que aconteceu e como viemos bater aqui.
— Familiares de Denise Corrêa? — Um médico chamou.
— Vai, Fábio! Tu é marido dela. Precisamos de respostas. Se não tiver ninguém da família, podem não querer nos dar. — Patrícia disse empurrando Fábio que fez careta.
— Aqui. Sou Fábio, marido de Denise. — Fabio acenou para o médico que se aproximou de nós.
— E quem são vocês? — O médico questionou olhando preocupado para nós.
— São nossos amigos. Estamos todos aqui de férias. Tem notícias de Denise? — Fabio explicou para o médico.
— Sim, fizemos exames de sangue nela, foi detectado o uso de alucinógenos. O corpo dela entrou em colapso, estava a ponto de causar uma overdose. Eu sei que vocês estão se divertindo, mas tenham cuidado. Ela vai ficar bem depois de um descanso e soro. — O médico nos alertou, mas eu não entendi. Alucinógenos? Denise não tomava nem dipirona com medo.
— Acho que o senhor está confundindo. Não usamos nada disso. — Fabio informou ao médico que teve uma crise de riso.
— A pupila dilatada de vocês e os lábios ressecados, dizem o contrário, de qualquer forma, não é da minha conta, mas saibam que drogas não são brincadeira. Pode ter acontecido algo sério. — O médico alertou. Na mesma hora corri para um espelho que estava próxima. Era verdade. Minhas pupilas e lábios estavam estranhos.
— Doutor, eu estou com problemas. Não lembro nem de ter bebida e muito menos usado qualquer droga. Eu estou grávida! O que faço? Fez mal ao bebê? — Perguntei chorando segurando as mãos do médico.
— Vocês foram drogados? Bem, primeiro venha comigo, preciso te avaliar e vê se o bebê está bem. O pai quer acompanhar? — O médico questionou olhando para todo o grupo. Eu já estava para dizer que o pai não estava ali, quando Eduardo pegou na minha mão.
— Eu vou com ela. Patrícia, André, vocês podem descobrir o que realmente aconteceu com a gente? Não sei o que aconteceu, mas tenho certeza que não foi o vinho. Vou ficar com Sabrina por enquanto. — Eduardo pediu.
— Fábio, pode ir ver como Denise está? E ficar com ela um pouco? Assim que eu terminar os exames vou para lá. — Eu não queria deixar Denise sozinha agora. Ela pode surtar a qualquer momento.
— Farei isso. Me avisem se algo acontecer. — Fabio disse indo em frente no corredor.
— Vamos procurar algo. Só pode ter acontecido na boate ou na mansão. Não tinha outra forma. De qualquer forma, vou investigar não se preocupe. E Sabrina, já já voltou. Eduardo, cuide dela por enquanto. — Patrícia pediu antes de sair.
Segui o médico, estava com o pensamento longe, quem podia ter nos drogado? Não encontramos com ninguém. O tempo todo éramos apenas nos. Será que alguém fez isso por brincadeira? Não, não faz sentido. Sabiam que eu estava grávida e era perigoso, mas tem como ter sido alguém de fora?
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Atualizado até capítulo 47
Comments
Eliana Gomes
mas a noiva bebeu tbm?
2025-03-15
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Angela Moreira
Autoraaaaaaaaa ameiii à briga pelo lençol foi incrível😂😂😂😂😂 agora quê confusão foi essa q teve casamento triplo, afinal quem levou eles pra lá?😍🤔
2024-11-17
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🌸 Alessandra 🌸
Seráos sanduíches?!
2024-10-30
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