Cão e Gato

Não sei onde Eduardo encontrou, mas me colocou um moletom, cobrindo meu rosto. Entramos por um lugar e outro. Me perdi no meio dos corredores. Quando me dei conta, já estava do lado de fora. Fábio e Denise esperavam por nós dois do lado de fora. Com cuidado, Eduardo me colocou no banco traseiro e colocou o sinto de segura antes de fechar.

— E aí? O que vai fazer? Sua avó alugou um lugar. Vamos para lá? — Fábio que estava dirigindo perguntou.

— Não, liguei para André, descubra onde ele está e se sabe o de está o meu jato. Certeza que viemos nele. Sabrina não tem passaporte. — Eduardo explicou.

— Está dizendo que ela está ilegal no país? Sabe que podemos ser presos, né? Pode ser um rombo enorme na sua imagem. — Fabio alertou.

— Aliás, sabia que não tenho passaporte? A única que ainda tem é Patrícia. Então, deveria se preocupar com sua imagem também. Foi na sua cama que acordei hoje pela manhã. — Denise alertou.

— Ela sempre é assim? Ou está de ressaca? — Fábio perguntou fazendo careta.

— Pensei que as pessoas acordavam de bom humor depois de uma noite intensa de amor. — Brinquei.

— Devo ter passado vontade. Por isso estou tão irritada. — Denise fez careta.

— Ei! Vou te processar por difamação. Nunca deixei mulher nenhuma na vontade. Você só não se lembrar, mas tenho certeza que chamou demais meu nome. — Fábio devolveu.

— Achei eles. André e Patrícia já tinham encontrado o jato. Estão indo para lá. E vocês podem deixar essa putaria de vocês para depois. Estou com uma ressaca infernal. — Eduardo disse chutado o banco do motorista.

— Me passa o endereço. E para de me chutar. Você tem quantos anos? — Fábio pediu o celular estendendo as mãos.

— Aliás, como vocês vão fazer para explicar a família de vocês que casaram sobe efeito de drogas? Pelo que entendi, está circulando o casamento dos três. — Perguntei confusa.

— Minha mãe vai me matar. Ela vive afogando o santo Antônio, tortura o pobre horrores, para fazer com que ele me arrume alguém que preste. No final, santo Antônio deve ter sacaneado ela. Quem é que pede um favor afogado alguém. — Denise disse com as mãos na cabeça.

— Está louca? Eu sou um partido sem igual. Sou rico, bonito e tenho credibilidade. — Fábio falou depois de digitar o endereço no GPS e ligar o carro.

— Você não é o carinha que tem uma boate nacional, de procedência duvidosas para ricos fazerem de tudo sem serem pegos? — Denise alfinetou.

— Prefiro o termo balada vip. Só para a nata, ok? Muita gente que frequenta sobre com perseguição da mídia. Vamos admitir que também merecem diversão sem julgamentos. — Fábio defendeu.

— Tá. Vocês fugiram do assunto. O que você vai fazer em relação a sua mãe, Denise? Sabe o quanto ela sonhava com seu casamento. Deve está pura decepção. Sabia que ela me mandava mensagem toda semana me lembrando de colocar meu nome na barra do meu vestido? — Lembrei. A mãe de Denise era um pouco intensa e sonhava com o casamento dela.

— Sua mãe gosta um pouco de superstições, né? — Eduardo brincou.

— Ah! Para. Eu não sei. Talvez eu deixe ela acreditar que estou casada. Vai parar de me arrumar encontros a cega com o filho encalhado do povo. Toda vez que me liga, fala de um solteiro diferente. Consigo ao menos tirar umas férias. — Denise realmente odiava a insistência da sua mãe para que ela arrumasse um marido.

— Quer dizer que tu é tão chata que não aguenta ninguém e sua mãe está te arrumando caras? — Fábio parecia gostar de importunar a Denise. Parecia até criança.

— Acho que o senhor entendeu errado. Eu não estou solteira por não conseguir ninguém. Muito pelo contrário. Estou solteiro por opção minha. Sempre que me concentro em alguém, a pessoa mostra exatamente o motivo de eu querer me manter solteira. Não vou me envolver apenas por carência e acabar com mais uma dor de cabeça para mim. — Denise respondeu.

— Vocês podem lavar a roupa suja em casa. Não sei o que vocês vão fazer, mas espero que sejam separados, vocês são chatos demais juntos. Só abrem a boca para brigar um com o outro. Tão pior que cão e gato. — Eduardo disse. Fiquei chocada. Nunca pensei que alguém fosse dizer algo assim.

— Deve ser tensão sexual reprimida. — Brinquei.

— Cala boca! — Os dois gritaram. Pela primeira vez vi eles concordando em algo. Ainda acho que esse briga toda vai render algo interessante.

Logo chegamos em um pequeno aeroporto de credibilidade duvidosa. Como pessoa drogadas conseguiram um avião, além disso, um motorista e até mesmo o aeroporto, claramente clandestino. Patrícia assim que nos viu correu sorrindo, mas ao ver a cara fechada de Denise, diminuiu o passo e tirou o sorriso.

— O que rolou? — Patrícia perguntou confusa.

— Eu odeio ele. — Denise respondeu apontando para Fábio, Patrícia ficou confusa na mesma hora. No geral, Denise era a mais madura de nós duas.

— A droga fez você regredir para quinta série? — Patrícia perguntou debochada.

— O que descobriram? — Questionei mudando de assunto. Se Denise já está em pé de guerra com Fábio, não será difícil começar uma briga nova, dessa vez com Patrícia.

— O jato é de Eduardo. Foi ele que conseguiu. André é o responsável pelo piloto. E Fábio pelo aeroporto clandestino. Acredito que vocês duas mesmo drogadas devem ter dito que não tinham passaporte. Verificámos também as certidões de casamento, na esperança de serem falsas, mas infelizmente, são todas reais. Teremos que cancelar o casamento quando voltar para casa. Sobre as drogas, não tinha como ter sido nada boate. Só resta a casa de Eduardo, aparentemente, tinham ainda dois funcionários na mansão. — Patrícia era ótima em relatar situações, afinal, ela era jornalista. Ser objetiva é com ela mesmo.

— Quem diabos droga outra pessoa por nada? — Denise perguntou.

— Acho que só saberemos isso quando descobrir quem são os funcionários que estavam na mansão. Depois é só interrogar. — Disse pensativa. Haviam muitos funcionários, eu tive contato com poucos. Alguns eu só vi de vista.

— Exatamente, mas tenho absoluta certeza, que o alvo não era nenhum de nós, mas sim Eduardo. Pelo que entendi, ele tem o hábito de chegar da balada e atacar a geladeira, o que tiver pela frente. Usaram desse hábito para pegar ele. — Patrícia explicou.

— E quem são os funcionários que estavam na casa? — Perguntei. Eu não tinha olhado os horários antes de sair.

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Comments

Angela Moreira

Angela Moreira

Autoraaaaaaaaa ameiii o quê Eduardo falou com Fábio e Denise😂😂😂 agora a pergunta de Fábio pra Eduardo foi incrível😂😂😂😂😂

2024-11-18

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Gislaine Oliveira

Gislaine Oliveira

Silvia Rocher ,acho que amanhã ao terminar meu plantão vão me passar direto pra psicólogo, já chorei de rir ,e tentando ferrenhamente não gargalhar, rsrsrs ,então seremos duas malucas rsrsrs

2024-09-06

0

Silvia Rocher

Silvia Rocher

🤣🤣🤣🤣 n tem como não rir.. acham que sou louca kkk

2024-08-09

2

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