Fofoca pouca é bobagem

Como passamos trás da cadeira próximo aonde Denise brigava com o carinha aleatório que nunca vi. Será que é o novo contatinho dela? Acho que ela estava reclamando dele na mesa de bar outro dia. Eu não me lembro direito, a cabeça estava em outro lugar.

— Me poupe. Fica pedindo satisfação. Ah! Que saco, Arthur. A gente tem alguma coisa afinal? — Denise não parecia nenhum pouco feliz com a situação.

— Óbvio que temos. — Arthur, pelo que entendi era o nome do ser, respondeu indignado pela pergunta.

— Sério? Então o que seria? — Denise olhou como se já tivesse preparada para atacar.

— A gente se gosta muito. — Arthur respondeu.

— É? sério? Então o que somos? — Denise estava fazendo Arthur cair em uma armadilha.

— Calma! Devagar. Não temos nada. Não gosto de rotular. — Arthur estava indo claramente na direção da armadilha.

— Então me explica como funciona a magia de ter alguma coisa e mesmo assim não ter nada. Não está se encaixando bem a ideia na minha cabeça. Ou é algo ou não é. — Denise estava furiosa. Queria pipoca para assistir essa queimada de rabo que ela dará nesse mané.

— Claro que faz sentido. Ué. A gente se gosta. Tem um negócio rolando bom entre nós. — Arthur começava a se sentir acuado.

— Então basicamente, você não quer rotular o que temos ou assumir nada, para criar essa falsa sensação de relacionamento, quando na verdade não temos absolutamente nada. Para assim, me deixar presa a você, com a sensação que um dia seremos algo mais do que somos agora, enquanto isso você pega geral e engana algumas outras com o mesmo papinho que está jogando para mim? — Denise era ótima em analisar situações. Isso atrapalhava um bocado aqueles que tentavam brincar com ela. — Todo esse joguinho macabro de me prender a algo que basicamente você sabe que não existirá. Para que eu me prenda a você, não me sinta solteira e não me relacione com outra pessoas. Enquanto você nutre um sentimento em mim, mesmo que não tenha nenhum interesse em mim se verdade. Enquando fico nessa confusão de sentimentos, você conversa e fica com outras várias.

— Não... É quê... — Arthur quebrou ali. Não tinha mais desculpas. Sabia que tinha sido desmascarado.

— Pessoas confusas e indecisas não merecem mulheres fodas como eu. — Denise disse antes de entrar.

Arthur passou um tempo olhando para o apartamento. Acho que estava Pensando se valia a pena ir conversar ou não. Depois de olhar para o nada um pouco, ligou para alguém.

— E aí, está ocupada hoje? Eu estava passando perto da sua casa e bateu uma saudade de você enorme. Que tal um vinho na sua casa? Eu levo o seu favorito. — Arthur era tudo aquila que Denise descreveu bem.

— Homens não prestam. — Eu sussurrei. Tinha esquecido que Eduardo estava do meu lado.

— Acho que humanos não prestam. Eu por exemplo, presto muito, mas fui traído. Então, no final das contas, não está no gênero, mas no caráter. Algumas pessoas, são apenas ruins e pronto. — Eduardo estava certo. Eu não fui traída apena por Levi, mas também por Vanessa. O ser humano não merece confiança. Que raça ruim a nossa.

— Você está certo. Quer subir um pouco? — perguntei. — Te fiz ficar um tempão aqui ouvindo conversa dos outros. O mínimo que posso fazer é oferecer uma xícara de café.

— Eu agradeço, mas irei rejeitar. Fica para outro dia, aliás, não precisa ir lá para casa, eu passo para te pegar aqui. Fica melhor. Até amanhã. — Eduardo se levantou e saiu.

Eu subi, estava pensando como poderia fingir não ter visto toda aquela DR e lavagem de roupa suja na porta do prédio. Certeza que as meninas vão está falando sobre isso. Assim que abri a porta, Patrícia gritou.

— Menina! Vanessa está grávida! Postou no Instagram para todo mundo saber. Disse que era do Levi e ele não quer assumir. E está forçando ela um aborto. A notícia está em todas os noticiários. — Patrícia estava animada.

— Não sei porque, mas acho que tem dedo seu na divulgação em todos os noticiários. — Brinquei entrando com as malas e me jogando no sofá.

— Bem.. ele merecia. Se preocupava tanto com a imagem. Merecia sujar ela para aprender a ter decência. E essas malas? Você foi no apartamento? — Patrícia estava surpresa ao ver as malas.

— Sim, quando cheguei lá, Levi estava com Vanessa. Me implorou para voltar. Vanessa não gostou e gritou que estava grávida. Foi maior caos. Ele realmente disse que não iria assumir a criança e queria que ela abortasse. Não sei o que vai rolar, mas algo me diz que nem precisei organizar vingança, a vida já fez isso por mim. — Expliquei e Patrícia gargalhou.

— Eles mereceram. Espero que sofram bem muito. — Patrícia estava animadíssima com a volta que o mundo deu.

— E você? Decidiu o que vai fazer com o filho dessa canalha? Vai abortar? Conheço umas clínicas muito boas. — Denise disse olhando para o celular.

— Não vou abortar. Decidi aceitar a proposta de Eduardo. Vamos nos casar amanhã pela manhã. — Eu contei a elas. Parecia aqueles desenhos animados. Dava para ver o queixo delas caindo.

— Quê? — ambas falaram na mesma hora, eu tive uma crise de riso.

— Eu contei a Eduardo sobre o bebê, fizemos um acordo. Ele me ajudava a criar a criança e eu o ajudava a conseguir a empresa do seu avô. — expliquei.

— Você é a nova cinderela? Não creio. Que mudança absurdas nos fatos. Ah! Eu quero dar furo dessa notícia. Seu casamento e sua gravidez. Será que Eduardo terá algo contra? — Patrícia estava animada. Parece que tinha encontrado um bom furo de reportagem.

— Sobre isso, ser cinderela. Acho que estou velha demais para ser a Cinderela. Não gosto mais da ideia de ser salva pelo príncipe. A realidade deixou claro que isso tem um custo muito alto, que eu não quero pagar. A ideia toda, parece errada vendo agora. Hoje, eu tenho convicção que quero escrever sozinha minha história. Sem depender de ninguém. — Expliquei para elas.

— Mas no caso de Eduardo não será assim? — Denise perguntou.

— No início, eu também pensei que seria, mas ele me fez perceber que não será bem assim. Será uma troca. Eu irei oferecer o que ele precisa e dará em troca o que necessito. Será uma troca de serviços. Não estarei ganhando nada de mão beijada. Eu vou trabalhar por isso. E me pareceu bem juntos. — Pelo menos, assim penso eu. Com Levi eu não fazia nada. Nem sequer arrumava a casa. Tudo era dado. Eu nem questionava nada. Não me sentia no direito. Agora que percebo isso. Acho que não será ruim o acordo com Eduardo. Será uma ajuda mútua.

— Parece que você pensou bem antes de aceitar. Eduardo também parece ser uma pessoa justa. Nunca soube nenhuma escândalo dele e nem fofoca. As funcionárias nunca tiveram nada para falar dele. — Denise parecia ter aliviado ao perceber que eu tinha aceitado.

— Realmente. Todos os anos trabalhando no jornal, as notícias que saíram sobre ele, normalmente era voltada para negócios. Algo que ela conseguiu ou que anunciava. Nunca sequer vi ele nas páginas de fofocas. — Patrícia disse.

— Sobre você fazer o furo de reportagem, vou pegunta para ele. Vocês duas ficam prontas. Vão comigo amanhã. No fim, sendo falso ou não é meu casamento. — Brinquei.

— E se ele não gostar? — Patrícia perguntou.

— Passou o tempo que eu me preocupada com o que achavam. Já disse a ele que não vou me preocupar com isso. E vocês vão no meu casamento. Pelo menos vocês duas devem está lá. — Na verdade, eu não queria fazer isso sozinha, casar era um pouco assustador.

— Eu ia oferecer champanhe para comemorar, mas não tenho sem álcool. Que tal chá gelado? Tem gás e fica da mesma cor. Podemos pelo menos fingir. Merece uma foto no Instagram desse momento. — Patrícia disse animada correndo para cozinha.

— Você está bem mesmo com tudo isso? — Patrícia me questionou.

— Estou um pouco assustada, não vou mentir. Estou grávida e vou casar com alguém que conheci tem 24 horas. Me parece um pouco louco. Quase digno de um Dorama, mas algo me diz... Que essa é a escolha correta. Que minha vida vai mudar. E eu também. — Era assustador e ao mesmo tempo parecia que era um livro em branco que eu poderia colorir como quiser. Estava ansiosa por essa nova chance de começar.

— Estou aliviada. Passei o dia preocupada de como colocaríamos um bebê nesse apartamento. Teríamos que nos mudar. Não é seguro aqui para crianças e nem ao menos caberia. De qualquer forma, mesmo você tenha aceitado a proposta, saiba que seremos sempre a sua rede de apoio. — Denise falou segurando minha mão.

— Sim, Denise falou bem. Saiba que seremos sempre por você. Estamos com você nessa nova fase assustadora. E caso ele faça algo se errado com você , vou amar escrever sobre ele nas páginas de fofoca. — Patrícia brincou ou não, espero não precisar descobrir..

— Sabe... Hoje deveria ser sua despedida de solteiro. Não deveríamos está em casa tomando chá. Vamos para uma boate! — Denise gritou levantando.

— Lembra que estou grávida, né? — brinquei.

— Tenho ingresso para uma super chique. Ela é vazia, apenas os vips costumam aparecer por lá. Não estará apertado e você pode muito bem tomar uns drinks sem álcool. Vamos, será divertido. Eu sei que é de mentira, mas não fará mal se divertir um pouco com os rituais. — Denise estava certa. Será que eu teria outra chance de passar por tudo isso? Melhor aproveitar o momento.

— Você está certa! Vamos! — Concordei animada. Depois dos últimos acontecimentos. Uma balada será perfeito.

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Comments

Angela Moreira

Angela Moreira

Genteeee como é bom ter amigas em quem podemos confiar essas duas valem ouro, quê amizade sincera à delas❤🤔

2024-11-17

1

🌸 Alessandra 🌸

🌸 Alessandra 🌸

é a apropriação de si mesma!

2024-10-30

0

Ingrid Marliese Tiepner

Ingrid Marliese Tiepner

Ótima estória, só não gosto quando as amigas insistem em ir a boate,pois sempre dá m**d@...aff 🤔🤔🤔

2024-09-12

0

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