Eu acordei cinco horas da manhã, estava realmente ansiosa para começar, mas me dei conta que não tinha roupa para isso. Teria que pedir algo emprestado para Denise ou Patrícia. Aproveitei que acordei mais cedo, preparei o café da manhã. É o mínimo depois do que as suas fizeram por mim.
— Acordei pelo cheiro. Você é perfeita na cozinha. Eu não consigo fritar um ovo. Ah toma. Uma roupa para você vestir. — Denise disse entregando a roupa para mim e sentando na mesa.
— Já disse que você é a melhor? Obrigada. Irei tomar meu banho. — Falei animada.
Corri para o banheiro, tomei um belo banho. Coloquei uma calça jeans cintura alta e uma branca bem soltinha, ela tinha mangas caídas. Fiz um belo rabo de cavalo. Meu cabelo estava batendo na minha cintura. Me olhei no espelho, aquela loira de cabelos longos não era eu, mas vou resolver isso assim que tiver tempo.
— Senta para comer. Patrícia vai comer tudo. — Denise brincou. Eu nem tinha reparado antes, mas ela já estava pronta.
— Que isso! Eu nem como tanto. — Patrícia fez careta — mas o sabor da sua comida é de outro nível. Perfeito.
— Vocês são fofas. — Respondi me sentando na mesa. Patrícia ainda estava de baby doll. Ela trabalhava como jornalista em bastante famoso.
Acho que passamos quase uma hora comendo, na verdade, estávamos conversando. Denise estava falando sobre o meu novo patrão. Aparentemente, ele é um gato. Não só isso. É inteligente e bastante rico. Um deslumbre em forma de homem. Denise tem o hábito de ser um pouco exagerada, mas me deixou curiosa para saber quem será ele.
— Vamos? A senhorita não pode atrasar no primeiro dia de trabalho. E Patrícia, não vá se atrasar. Vai acabar desempregada. Tia joga você da ponte, se perder outro emprego por conta de ressaca. — Denise alertou a nós enquanto levantava. Ela sempre foi a responsável do grupo. Foi também aquela que mais me alertou sobre os problemas de concordar com todos os pedidos e sugestão de Levi.
— Estou pronta! — Eu realmente estava. Pronta para me refazer totalmente.
— Gostei da empolgação. Vamos. — Denise disse sorrindo. Acho que estava preocupada de como eu acordaria hoje depois de tudo. Mal sabe ela que acordei com mais ódio daqueles dois do que ia estava.
O lugar era longe da casa das meninas, eu não sei nem como chegar no lugar. Denise tinha colocado o endereço do GPS. Pegamos um pouco de engarrafamento no caminho, mas finalmente chegamos. Quase quarenta minutos depois. O lugar era enorme. Acho que já vi lugares assim em filmes apenas. Entramos um pouco depois que Denise se identificou na portaria. Quanto mais nós aproximamos da mansão, menor eu me sentia.
Toda minha animação virou nervosismo, enquanto me aproximava daquela porta enorme. A parte boa dela ser tão grande é a certeza que meu chifre vai passar sem dificuldade. Não tem nem risco de acabar batendo. Eu sei. Deveria ser cedo para brincar com isso, mas estou tentando ficar bem com tudo.
Denise me apresentou para chefe das empregadas, era uma senhorinha, com seus cabelos brancos, não deveria medir nem 1.60 cm. Era bem pequena, mas tinha um sorriso enorme. Parecia conhecer bastante Denise. Conversaram um pouco antes de se despedirem.
— Então, deixo ela em suas mãos, Ednalva. Cuide dela com carinho. — Denise disse antes de me abraçar. — Tenha um bom reinicio. Tenho certeza, que sua vida vai mudar. E você vai voltar a ser quem era. Não se preocupe. Um passo de cada vez.
Denise não esperou resposta minha, saiu rapidamente. Deveria está atrasada já. Não sei como, mas ela sabia exatamente o que passava na minha cabeça.
— Denise me disse que você já tem experiência com limpeza e é uma cozinheira maravilhosa. Estamos com as duas vagas em aberto. Então, quero que você limpe determinados lugares da casa e faça o jantar. Tudo bem por você? — Ednalva explicou. Parecia bom. Eu nunca trabalhei profissionalmente de cozinheira, seria bom.
— Darei o meu melhor. — Respondi sorrindo.
Ednalva explicou mais ou menos o funcionamento e rotina da casa. Basicamente, nesse lugar enorme, só morava um tal do Eduardo, o dono do lugar. Vez ou outra, sua avó passava uns dias no lugar. Ela não morava no país, quando vinha de visita, ficava na casa do neto. O Eduardo não gostava de barulho e nem que as coisas fossem mudadas de lugar. Era altamente perfeccionista. Então, para teste, Ednalva me indicou lugares bem diferentes para a limpeza. Vesti uma uniforme que Ednalva me deu e assim começou meu dia.
O dia passou bem rápido, o lugar era realmente enorme. Cada cômodo me levava um bom tempo. Encontrei com algumas outras empregadas do lugar, mas não pareciam nada amigáveis. Na hora do almoço, todas me ignoraram. Parece que não fui muito bem-vinda. Na parte da tarde, perto do horário do jantar. Pro sorte, eu havia conseguido terminar todo meu trabalho. Para conseguir me dedicar bem ao jantar.
— Você é a Sabrina, né? Ednalva pediu que depois que fizesse o jantar, fosse limpar o porão. Você não liga de fazer hora extra, certo? Normalmente, as novas funcionários precisam fazer. — uma loira, com perfume irritante me informou.
— Tudo bem. Obrigada por me informar. Irei adiantar o jantar e começo a organizar o porão depois. — Eu concordei. A loira acenou e saiu para junto de outras que esperavam no final do corredor, pude ouvir uma risada, mas achei que não tinha relação comigo, ignorei.
Preparei o jantar com um cuidado e dedicação enorme, não me importava em ser empregada doméstica, mas eu amava cozinhar. Se eu tivesse a chance de trabalhar com isso. Seria perfeito para mim. Um verdadeiro recomeço. Terminei o jantar. Conversei um pouco com as funcionárias que estavam encarregada de servir. Expliquei cada prato e desci para o porão.
Eu estava cansada. Sabia que o porão não deveria ser lá bem fácil de limpar, mas eu tinha opção? Não. Eu precisava desse emprego. Entrei no lugar, me surpreendi com a luz acessa. Andei mais um pouco. Gritei ao perceber que havia um homem sentado em uma cadeira, no meio do porão com uma arma na cabeça.
— Barulhenta. Quem diabos é você? — O homem perguntou sem tirar a arma na cabeça. Ele deveria está bêbado. Havia uma garrafa de whisky quase vazia do lado dele. E sua voz estava bastante embaralhada.
— Senhor, tem uma arma apontada para sua cabeça. Você pode acabar se machucando — Eu estava em choque.
— Notei. Fico feliz. A intenção é basicamente essa mesmo. — O homem respondeu rindo.
— Quê? Porquê você faria isso? — Ao julgar pelas roupas, sapatos e o relógio. Aquele deveria ser o Eduardo. Conhecia as marcas. Levi sempre usava elas, eu tinha noção do quanto que eram caras. Tentei comprar uma vez, uma camisa, mas nem se eu colocasse todo limite do meu cartão conseguiria comprar.
— Eu querer não é o suficiente? A vida é minha, eu faço dela o que quiser. — O homem gritou.
— Idiota! Que motivo tão absurdo fez com sua sua vida não valesse mais nada para você? Me diz. O que aconteceu com você, que é mais importante que sua vida. — Eu gritei de volta. Se ele vai se matar, gritar com ele ou não, não vai mudar meu status de desempregada.
— Eu... Ah! Não importa. Você não vai entender a minha dor. Vá embora. Me deixa. Sei nem que é você. — Eduardo falou. Parecia incrivelmente triste.
— Cada qual tem sua dor e luta. Até o dia de ontem, eu era noiva, de um cara maravilhoso e estava cheia de planos na minha vida. Em menos de 24h, meu noivado acabou pelo simples fato do idiota do meu noivo ter dormido com a vadia da minha amiga. Eu fiquei sem noivo, casa ou renda. Me diga se você conseguiu algo mais complicado que isso. Que vale realmente a sua vida. — Perguntei. Ele riu.
— Eu pensei que eu estava mal, mas você consegue está ainda pior. Posso te emprestar a arma, para você ir também. — Eduardo sorria triste.
— Contei a minha história. Agora fala a sua. Estou curiosa para saber o que abalaria tanto um homem que nem você. — Eu estava realmente curiosa. Será que era falência da empresa?
— Ontem a noite, minha noiva me chamou para jantar fora, reservou mesa para dois em restaurante chique que ela amava, eu sinceramente, odiava a comida de lá, mas como ela gostava, eu sempre ia. Fiquei surpreso, normalmente, insistia que eu fizesse o pedido, mas nesse dia, o fez.
Um vinho chileno que era seu preferido, na entrada um ceviche, que aliás, eu odeio. Mesmo assim, eu não me importei. Ela estava toda cheirosa, usando um batom vermelho que eu amava nela e vestido colado que me deixava louco para arrancar dela. Eu estava feliz. A noite foi maravilhosa, uma das melhores que passamos. Ela passou a noite sorrindo, até mesmo chegou a dizer que eu estava. A noite tinha tudo para ser inesquecível. Só não sabia o que um bilhete escrito acabou estaria escrito no meu espelho. Com a marca do seu batom. Quando tentei ligar para ela, queria entender o que tinha acontecido, me separar com várias chamadas não atendidas desde a noite anterior. Houve um roubo enorme na minha empresa. Alguém transferir milhares de dólares para uma conta fora do país. Precisei rolar só um pouco minha mensagens para descobrir, que minha querida noiva tinha casado com meu primo naquela mesma manhã. Então, perdi muito dinheiro, fui claramente traído. Agora me diz, eu estou errado em querer acabar com isso? — Eduardo tinha os olhos cheios de lágrimas. Estava doendo a história.
— Sabe, se você pensar bem a história, não acho que era uma despedida. Na verdade, talvez, ela quisesse te manter ocupado. Não é estranho que depois de um grande roubo na empresa, sua noiva se case com seu primo? Até onde sei, a sua empresa é da família, certo? Se eu estiver certa, você está muito errado. Deveria na verdade se vingar deles. Fazer com que paguem pelo que fizeram a você. — A história foi tão longa que acabei sentando no chão para ouvir.
— Se for verdade, se realmente aconteceu, o problema é ainda maior. Meu avô deixou a empresa para aquele neto que primeiro realizasse todas as condições que ele colocou no seu testamento. Uma delas é casar. Acho que você pode está certa. Outra é ter a confiança dos acionistas. Perder todo esse dinheiro não me deixará nada bem aos olhos de ninguém. — Eduardo explicou abaixando a arma.
— Então é simples. Busque vingança. Desmascares aqueles dois. Arrume uma esposa, nem que seja de mentira. Faça algo para mostrar a empresa que você é digno da confiança deles. Derrote seu primo no jogo dele. Você se matando agora, só vai dar o que ele quer. Não é justo. — A traição parece vir de onde menos esperamos, até mesmo da nossa família. Isso é terrível.
— Você está certa. Eu só preciso mostrar que quem causou o desvio do dinheiro foi meu primo. E completar todas as condições antes deles. Aliás, você que deu toda a ideia. Que tal ser uma esposa de mentirinha? — Eduardo parecia animado, agora era eu que estava desesperada.
— Como é? — Certeza que aquele homem tinha enlouquecido.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 47
Comments
Graça Barbosa
kkkkkkkk agora casa com ele e o ajuda em sua vingança kkkkkkkk olha que ele é um homem lindo e maravilhoso
2025-03-08
1
Maria Maura
Que doideira pq não pode ser feio e charmoso, honesto de caráter, Pq sempre a beleza externa define que será bom.Esses conceitos deveriam mudar, as protagonistas e os protagonistas tem que ser lindos.Preconceito com a alma cheia de sabedoria.
2025-03-13
0
Família Soares
kkkkkkkkkkkk ri alto
muito bom!!😜
2025-02-10
1