Que comecem os jogos

Não podia acreditar no que eu estava ouvindo, ele vai mesmo seguir com esse plano absurdo? Mais importante, eu farei isso? Tem milhares de formas de isso da muito errado. Eu posso ser presa por casar de verdade sendo de mentira? Não tenho nem dinheiro para pagar advogado. Parando para pensar, eu não tenho dinheiro nem para voltar para casa. Tenho realmente escolha?

— Você ainda está pensando? Poderá refazer sua vida. Ter tudo aquilo que abriu mão. Vai ajudar alguém que sofreu um golpe de pessoas cruéis, talvez consiga até uma terrinha no céu depois dessa. E ainda terá uma forma de criar seu filho com estrutura e sem preocupação. Algo me diz que nem plano de saúde você deve ter para fazer o pré-natal. — Eduardo estava completamente certo. O que ainda estou fazendo indecisa.

— Eu não tinha pensado nisso tudo. Tem tudo isso? Ainda comida. Coisas de bebê que eu nem sei. Escola. Aí meu deus! Eu não posso ter um filho. Eu não tenho uma casa. Nunca cuidei de criança. O que merda estou fazendo da minha vida. Não posso fazer isso. — O nó na garganta se transformou em lágrimas. Me dominava. Em pouco tempo, eu já estava soluçando. Era assustador. Ter filho não é só amor, precisa de dinheiro, estrutura . Eu não tenho nada disso.

— Hey! Sabrina. — Eduardo ajoelhou na minha frente segurando minhas mãos. — Eu realmente preciso de você para conseguir o que desejo. Em troca, desse apoio, eu serei também o seu. No tempo em que estivermos juntos, irei te ajudar no que precisar com esse bebê. Eu sei que você deve está com medo. Precisa de apoio.

— Você vai fazer isso porque? Podia conseguir outra pessoa. Alguém que não fosse tão problemática. Metade das mulheres do mundo diriam sim na primeira vez que sugeriu. — Perguntei tentando acalmar meu choro.

— Exatamente por isso preciso que seja você. Não aceitou na hora. Significa que tem dignidade. Que não se leva apenas por dinheiro. Além disso, você compreende a dor do que passei. Será bom ter ao meu lado alguém bom e compreensivo com tudo que irei lidar. E você me viu no meu momento mais fraco e estendeu a mão. — Eduardo parecia realmente convicto que eu era a pessoa ideal. Será que a loucura é de família?

— Não respondeu porque iria me ajudar com meu filho. Não é algo que seja necessário para que consigo o que quer. Você não precisava assumir essa responsabilidade. — Eu pelo menos não ia assumir uma responsabilidade de um filho que não era meu. Estou nem conseguindo assumir um que é meu.

— Porque eu preciso de você. Se para conseguir sua ajuda, precise fazer isso, eu não me importo. Eu quero muito a empresa da minha família. Quero mais ainda me vingar do meu primo. Quero isso. E posso fazer isso sozinho. E acho que você também não pode cuidar dessa criança sozinha. Vamos dizer que apenas é uma mão lavando a outra. Darei o que precisa, em troca de você fazer o mesmo por mim. Temos objetivos diferentes, mas nenhum dos dois consegue seguir a vida, nesse momento, sem ajuda. Certo? — Eduardo parece tem analisado tudo. E mais importante, eu realmente tenho algum motivo para dizer não?

— Certo, faremos isso. Acho que não tenho muita escolha também, mas tenho um favor para pedir hoje já. Meio que estou sem minhas roupas. Estão no apartamento do meu ex-noivo. Eu não quero ir buscar sozinha ou lidar com ele. Só vou me irritar. Pode ir comigo? Ele vai ficar tão chocado que não deve reagir. Sempre disse que eu nunca ia encontrar ninguém. — Ok. Tenho que admitir, será uma forma de vingança. O homem na minha frente era uma delícia. O corpo todo definido. Um sorriso de matar. O cabelo arrumado perfeitamente. Dá de capote no magrelo sem graça do Levi. Não é errado, certo? Acho que fizeram bem pior comigo.

— Quer que eu vá com você na casa do seu noivo buscar suas coisas? Isso me cheira a vingança. Gosto. Vou pegar a chance do carro. — Eduardo me deu um sorriso de quem estava se divertindo com a história. Não consigo acompanhar o pensamento dele.

Logo Eduardo voltou, estava com uma jaqueta de couro, a chave do carro e me chamou. Levantei e notei que estava com a roupa da cozinha. Fiquei sem graça na hora.

— O que foi? — Eduardo perguntou notando minha vergonha.

— Minha roupa. Não vai se sentir envergonhado? Alguém pode te ver comigo e vai acabar com sua imagem. — Eu disse desanimada. Lembrei de todas às vezes que ouvi isso de Levi.

— Eu não me importo com o que os outros dizem. Determinadas pessoa, preciso fingir algo, para que consiga o que quero, não vou mentir. Realmente não me importo com o que você veste ou o que faz. Se usar essa roupa te incomoda, podemos passar em um lugar e comprar uma nova. A escolha é sua. — Eduardo falou. Algo que Levi já havia me dito quando começamos. Talvez ele seja identifico ao Levi, a diferença é que teremos um contrato impedido que ele exija algo. É uma relação diferente daquela

— Então irei com essa roupa mesmo. — Não vou trocar pensando no que os outros vão dizer ou pensar. Essa sou eu. Não preciso me envergonhar de nada. Se Eduardo não gostar, vou enfiar garganta abaixo a pessoa que eu sou.

— Então vamos. — Eduardo disse saindo. Enquanto seguia ele pela porta. As outras funcionárias olhavam e comentavam entre si. Tinha esquecido que ele era meu chefe. Bom, temos que definir isso depois.

O carro dele só tinha dois bancos. Era lindo. Parecia umas miniaturas que via quando era criança. O banco do carro parecia que me abraçava. Ser rico e seus luxos.

— Me diz o endereço para eu colocar no GPS. — Eduardo pediu dando ré.

— Ah. Certo. — Estava tão deslumbrada com o carro, que esqueci totalmente desse detalhe.

Passei o endereço, não demorou muito para já está na frente ao apartamento. Não vou dizer que não bateu uma angústia enorme. Parecia que tinha um peso no meu peito. Um nó na garganta. Eu fiz tantos sonhos nesse lugar. Quanta ilusão. Meus olhos se encheram de lágrimas lembrando de tudo que imaginei no meu futuro e havia se desfeito.

— Posso ir sozinho se preferir. — Eduardo disse me olhando sério.

— Não, eu quero ir. Preciso fazer isso. Eu quero ter as rédeas da minha vida. Para isso, eu tenho que lidar com meus problemas. Claro, vou precisar de ajuda em algumas coisas, mas nunca mais deixarei minha vida nas mãos de ninguém. — Expliquei para Eduardo.

— Me parece uma escolha acertada. Você não deve deixar que ninguém tenha a chave da sua felicidade. Não se deve dar esse poder a ninguém. Espero que consiga pegar as rédeas da sua vida. Então, vamos lá? Vai ser gostoso fazer raiva ao traidor. — Eduardo disse saindo do carro. Minha surpresa, ele não abriu a minha porta. Estava acostumada ao Levi fazer isso. Também tinha o hábito de colocar o cinto de segurança.

Esquecendo como o Eduardo era totalmente diferente do Levi, sem todos os seus mimos comigo, subimos até o apartamento. Era uma cobertura. Nem sequer bati na porta. Abri. Para minha surpresa, Levi estava com Vanessa no sofá ou não.

— Sabrina! Você voltou? — Levi sorriu animado, mas Eduardo se aproximou de mim, passando a mão na minha cintura, vi o brilho de Levi sumindo, não consegui nem esconder o riso. — Quem é ele?

— Desculpa, não me apresentei, me chamo Eduardo Veloso, sou o noivo de Sabrina. Quem é você? — Eduardo disse. Tenho certeza que ele sabia exatamente quem era Levi, mas fez apenas para brincar com a cara dele.

— Noivo? — Vanessa e Levi gritaram na mesma hora.

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Comments

Graça Barbosa

Graça Barbosa

creio que você mesma deve querer andar bem vestida e apresentável independente de qualquer pessoa levantar essa autoestima urgente e vida que segue ❤️

2025-03-08

1

Graça Barbosa

Graça Barbosa

linda esse homem é totalmente diferente do idiota do Levi esse cretino vai se arrepender amargamente do que ele fez com você

2025-03-08

1

Angela Moreira

Angela Moreira

Levi caiu do cavalo após Eduardo se apresantar, tomar distraído 😂😂😂😂

2024-11-17

0

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