Ao entrarem na sala de cirurgia, o homem armado trancou a sala, estava com medo que ela fosse invadida ou alguém tentasse sair. Para completar, manteve a arma apontada na direção Eluar o tempo todo, que parecia calma, como se nada tivesse acontecendo, diferente de Rafael, que estava prestes a surtar.
— Eu irei colocar introduzir anestesia em você, logo sentirá um sono e a dor deve diminuir. Rafael me ajudará no momento de tirar a bala, monitorado todos os seus sinais, então não precisa ficar nervoso, você ficará bem, certo? — Eluar explicou calmamente.
— Você não está planejando aplicar algo e deixar meu irmão inconsciente não, né? Moça, você parece ser uma pessoa boa, se eu suspeitar que você está planejando algo que vá ferir meu irmão, eu não me responsabilizo com o que virá. — O homem disse sério.
— Posso fazer nele acordado, se preferir, mas talvez ele acabe desmaiando da dor. A escolha é toda sua. Com ou sem anestesia? — Eluar perguntou parecendo ignorar totalmente a arma apontada para ela. — Eu não fiz medicina para matar pessoas, senhor, mas para salvar quem precisa. Então, me responde antes que eu acabe com a primeira morte no meu currículo por demorar a iniciar o procedimento. Qual você escolhe?
— Tudo bem. Faça o que for melhor para ele. Apenas faça com que ele fique bem, senhora. — O homem armado estava assustado. Não sabia o que fazer.
— Então, vou aplicar anestesia. Rafael, monitore os sinais para mim. — Eluar disse aplicando um soro no braço do garoto, para que sua veia fosse mantida e logo começou a introduzir a anestesia.
O procedimento começou, no meio dele, Rafael até mesmo esqueceu do cenário e se concentrou somente no paciente. Eluar com bastante cuidado tirava a bala que havia atingido o fígado do paciente. Tendo que retirada pedaço da área que havia sido atingindo por precaução. Quando ela já estava fechando, depois de ter retirado a bala, é surpreendida pela polícia batendo na porta.
— Aqui é a polícia, iremos arrombar a porta no dez, caso não abram ela. E vamos entrar prontos para derrubar. Se entregue e tudo ocorrerá calmante. — Um dos policiais do lado de fora gritou, o homem que já havia abaixado a arma, ergue nervoso com os gritos e as ameaças.
— Se tentarem entrar, eu matarei todos que estão aqui dentro sem piscar. — O homem armado gritou destravando a arma e apontando para Rafael, fazendo Eluar fica nervosa pela primeira vez.
— Senhores polícias, estamos todos bem aqui dentro. Estou no meio de um procedimento, a entrada de vocês nesse momento é bastante delicada. O homem armado está com a arma apontada para cabeça de Rafael, filho de Katarina, então, peço que todos mantenham a calma e espere para que possamos terminar esse procedimento. — Eluar disse levantando a mão para cima, mostrando ao homem armado que iria parar o procedimento pela ameaça ao Rafael.
— Iremos fazer o que a senhora disse. Quanto tempo para o fim do procedimento? — A polícia questionou. Com a informação de Eluar, conseguiram compreender o que estava acontecendo lá dentro, alguém estava ameaçando e não era nada mais nem nada menos que o filho da dona do hospital. Eles vão poderiam simplesmente invadir e colocar ele em perigo.
— Eles vão invadir assim que o tempo estipulado por mim acabar. — Eluar sussurrou para o homem. — Você prefere se entregar quando isso acabar ou tem outros planos que terminará com você e seu irmão mortos?
— O que você me sugere. O que faria manter meu irmão seguro? Eu não me importo comigo mesmo, só preciso que meu irmão esteja a salvo. Podem até atirar em mim se quiser, mas preciso que meu irmão esteja seguro. — O homem pediu .
— Faça o seguinte, assim que eu terminar o procedimento você vai me liberar para negociar com os policiais, vamos dialogar sobre suas exigências para soltura dos reféns e para se entregar, com base na proteção do seu irmão, que tal? — Eluar sugeriu.
— Senhora, na falta de resposta teremos que invadir. Vamos repetir a pergunta, quanto tempo para o fim do procedimento? — O policial sairia mais irritado, deixando o homem armado ainda mais agitado do que já estava. O que era péssimo para que estava com a arma apontada para sua cabeça.
— Pode me responder? Ou logo tudo irá se complicar. — Eluar insistiu, não poderia deixar que nada daquilo acontecesse. Precisava manter o homem que ameaçava Rafael calmo e com um plano, assim não acabaria agindo por impulsividade.
— Você pode conduzir as negociações. — O homem respondeu suspirando. Estava prestes a ter um surto.
— Policiais, ao fim do procedimento volto a falar com vocês. O homem decidiu negociar a soltura dos reféns, após o término, espero que compreendam e esperem para que possamos voltar todos para casa em segurança. Peço que mantenham a calma. — Eluar sabia que quanto mais nervosos aquele homem ficava, mais risco Rafael estava naquele momento.
— Concordamos. Estaremos a espera do seu contanto. — A polícia demorou um pouco para concordar. Parecia pelo que Eluar dizia que as coisas do lado de dentro estavam calmas, mas Rafael corria risco, dialogaram entre si sobre a possibilidade de uma negociação e todos concordaram.
Eluar respirou fundo, colocou seus pensamentos no lugar e suas emoções, voltando sua atenção para o jovem que ela cuidava.
— A pressão dele está caindo, Eluar. — Rafael alertou.
— Calma. O corpo dele está sentindo falta de algo. A pressão dele ainda está estável. A queda não foi brusca. Continue monitorando. — Eluar sabia que a demora para fechar o paciente tinha contribuido lado isso.
— Meu irmão está morrendo? Você disse que ele ficaria bem. — O homem gritou apontando a arma para cabeça de Eluar.
— Eu preciso que mantenha a calma, enquanto conversamos eu demoro ainda mais para fechar ele, piorando o quadro. Eu preciso que você mantenha a calma, para que eu posso ficar completamente nele. — Eluar explicou vendo que o homem estava agora apontando a arma para ele.
Antes mesmo que o homem pudesse responder, Rafael tentou desarmar o homem, ao ver que sua atenção estava voltado para Eluar, encontrou naquela brecha uma chance de se livrar da arma do homem. Ele só não esperava que não teria forças suficientes para derrubar o cara com apenas um soco, deixando ele apenas desorientado por um segundo, que ele decide tomar a arma, mas na disputa por ela, a arma acaba disparando.
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Atualizado até capítulo 91
Comments
galega manhosa
Rafael sendo Rafael fdp mercado babaka
2025-01-20
0
Fatima Vieira
q loucura
2025-01-14
0
Fátima Ribeiro
no meio de um procedimento sob mira de uma arma, e o Rafael ainda complica mais as coisas.
2024-09-16
1