Sem muita escolha, já que Rafael estava puxando ela por todo corredor. Eluar foi levada até o restaurante do hospital, na verdade, estava mais para uma cafeteria ou lanchonete, devido ao tamanho e as opções apresentadas.
— Bom dia! Vou querer um café puro com torrada e outro pingado sem açúcar. — Rafael disse para a atendente, sem prestar atenção no que tinha acabado de fazer, apenas pagou e voltou para mesa, enquanto esperava que ficasse pronto.
— Precisa ir lá pedir? Não tem garçonete ou cardápio? — Eluar perguntou confusa olhando ao redor.
— Mas eu já pedi o seu... — Rafael se deu conta que havia feito o pedido para ela sem ter percebido, ainda mais, sem ter ideia do que ela gostava. — Me desculpe! Eu pedi um café pingado para você sem açúcar. Vou pedir para trocarem, não sei o que passou pela minha cabeça.
— Não precisa pedir para trocar — Eluar respondeu segurando o braço de Thiago que estava saindo, trazendo ele de volta, ela ficou surpresa pelo pedido. — Eu só consigo tomar café pingando e sem açúcar. É minha bebida quente favorita. Obrigada!
— Mas... como eu sabia? Não me lembro de você, mas lembro do que gosta? — Rafael questionou sem ter ideia de como conseguiu adivinhar uma preferência tão aleatória.
— Deve ter sido automático, embora você não lembre, as memórias ainda estão aí. Como se algo diariamente, foi apenas um reflexo. Se eu te perguntar a ordem das letras no teclado do celular você não saberá, mas você consegue digitar sem olhar, já que fez tantas vezes que se tornou automático para sua mente. — Eluar explicou, pelo menos, era teoria dela, já que a forma de tratamento de Rafael para ela continuava um pouco impessoal. Estava claro que ele não lembrava dela.
— Então quer dizer que éramos bastante amigos? Do tipo que sabia tudo um do outro? Festa juntos? Bem, duvido muito. Você tem cara daquelas meninas certinhas. Talvez fossemos apenas colegas de faculdade? — Rafael achava Eluar lindíssima, mas sabia que por sua postura até agora, ela não era do tipo que ele sairia, mas que grudaria na faculdade para conseguir boas notas.
— Quer dizer que a sua teoria é que você se aproveitava do nosso relacionamento para se manter atualizado e te ajudar a estudar? — Eluar riu, lembrou das primeiras conversa que eles havia tudo juntos no início da graduação. Rafael realmente havia se aproximado de Eluar por conta da suas notas, precisava de alguém para dizer a ele o que estudar e o que fazer, só que as coisas não sairiam como ele queria.
— Não! Que? Não mesmo. Eu nunca iria me aproximar de alguém por notas. Não sou esse tipo de pessoa. Quem faria algo assim? Que ser humano terrível. — Rafael sorria com vergonha. Não tinha ideia que seria desmascarado tão cedo. Ele sempre teve amizade com os melhores alunos para auxiliar nas suas notas.
— Que piada. Você é exatamente esse tipo de pessoa Rafael. — Eluar não conseguia parar de rir com o desespero de Rafael.
— Não fala isso. Você entendeu errado. Eu sou legal, eu juro. — Rafael não sabia como provar que não tinha sido assim, mas ele nem ao menos sabia o motivo de ter se aproximado dela. E ela não parecia como as outras pessoas que se ajoelhavam ao seu pé para conseguir atenção.
— Não disse que você não era legal. Apenas que você odeia estudar e gosta de encontrar a saída mais fácil. Essa sempre foi e sempre será se aproximar das pessoas com notas mais altas. Normalmente, você evita que essas sejam mulheres, pois a ideia de iludir alguém ou fazer criar sentimentos sem ter menor intenção se corresponder. Você gosta sim do caminho mais fácil, mas apenas se ele não machucar ninguém. — Eluar no início do namoro havia realmente pensado que Rafael nada mais era aque um rico, mimado que tem tudo nas mãos e não se preocupa com nada.
— Não éramos apenas simples colegas de turma, certo? — Rafael sabia que era péssimo em se abrir para as pessoas. Demonstrar emoção sempre foi passado para ele como uma fraqueza. Então, para ele, se Eluar o conhecia tão bem, certamente era alguém importante, que Rafael confiava.
Antes que Eluar pudesse responder, o garçom interrompeu a conversa colocando os pedidos que haviam sido feitos na mesa. Percebendo o clima, o funcionário logo se desculpou e se afastou, havia percebido rapidamente que tinha se metido em uma conversa importante.
— Pega! — Rafael disse entregando as bordas da torrada para Eluar, que ele havia cortado assim que chegou.
— Obrigada! — Eluad respondeu rindo, podia enxergar que seu namorado estava claramente em algum lugar ali.
— Ehh.. Eu te dava apenas borda sempre? — Rafael perguntou ao perceber que havia agindo novamente no automático sem perceber.
— Sim, eu gosto muito das bordas, já não gosto do meio do pão, você é o contrário, não consegue comer as bordas. Então, sempre compravamos uma torrada e dividimos. Miolo para você, bordas para mim. — Eluar respondeu comendo a borda animada. Já Rafael tinha cada vez mais certeza que havia uma história deles dois.
— Podemos voltar ao assunto? Onde você me diz quem é você? O que somos? E porque eu ajo dessa forma com você? — Rafael perguntou sem paciência. Algo estava começando a ficar desconfortável.
— Posso pelo menos tomar meu café direito? Ontem acabei bebendo mais do que deveria. Estou com a cabeça estourando e enjoada. Meu estômago e fígado precisa de comida. — Eluad respondeu. Por mais que ela quisesse mesmo não falar sobre o assunto tão cedo, não estava mentindo que estava se sentindo mal. A ressaca estava consumindo ela.
— Acho que pedirei um pudim. Deve precisar de glicose, mas quem é que bebe antes do primeiro dia de estágio? — Rafael brincou, estava animado, Eluar não parecia ser a pessoa perfeitinha que ele imaginou, também tinha os dia deles.
— Tu acha que tem moral para dizer alguma coisa? Eu bebi, mas cheguei no horário. Você chegou atrasado e ainda me fez, ser expulsa da sala de aula. Se tivesse um prêmio de péssimo aluno, com toda certeza você ganharia sem concorrência. — Eluar não esperava nada diferente no primeiro dia.
_ Aí! Como você guarda rancor. Fomos expulsos com carinho. Não vai ter problema. Duvido que digam algo ainha mãe. — Rafael Respondeu confiante.
— Talvez não digam para você, mas certamente, meu nome deve rodar na vida da diretora. — Eluar resmungou, não queria seu currículo sujo por isso.
— Eu garanto. Nada vai acontecer com você. — Rafael sorriu. Se sentia confortável na presença de Eluar. Muito mais do que já sentiu em relação a qualquer pessoa.
Eles estavam conversando e não perceberam a aproximação de Isabella, a noiva de Rafael. Quando se deram conta da sua presença, ela já havia virado um copo de suco e derramado toda bebida na cabeça de Eluar, fazendo ela sujar toda a roupa.
— Lugar de vadia não é no hospital, sim no cabaré. Se ponha no seu lugar. — Isabella gritou fazendo com que todos olhassem para eles.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 91
Comments
galega manhosa
se esse babaka defender essa jararaca eu desisto de ler esse romance
2025-01-20
0
Fatima Vieira
mulherzinha vulgar
2025-01-14
0
Fátima Ribeiro
porque o jeito que a "noiva" distrata a garota,deve estar falando dela mesma.
2024-09-16
1