Enquanto o final da noite de Rafael se transforma em um terrível caos, Eluar chegou no seu apartamento, estava tudo bastante silêncio, o que deixava claro que sua colega de quarto havia tomado outro rumo. Como havia planejado no quarto, foi direto para o banheiro, passou na cozinha, preparou um macarrão instantâneo, começou ali mesmo, na sentada na mesa enquanto comia a revisar o conteúdo.
— Você está estudando essa hora? Fala sério, Eluar. Não sei como seu cérebro não quebra. — Lisandra entrou na cozinha com seus saldos em uma das mãos e um cheiro de álcool perceptível.
— Já eu, não consigo acreditar que você consegue beber tanto e ainda conseguir dar plantão amanhã sem matar ninguém — Eluar respondeu juntando os mateiras. Já estava na hora de dormir.
— A vida de um estudante de medicina é um total inferno. Quando é que vira aquele negócio de pegar todo mundo do hospital? A arte parece bem melhor que a realidade. — Lisandra falou enquanto colocava um copo com água para ela.
— Está falando da ideia de pegar geral, no mesmo universo que geral também morre? Eu dispenso. Já tenho meu drama vivo. — Eluar falou entregando algo para Lisandra — Beba isso. Melhor não parecer está de ressaca amanhã. Os professores podem te marcar e te colocar para os piores trabalhos.
— Obrigada, Eluar, você é a melhor. — Lisandra gritou antes de tomar o remédio, mas Eluar já estava entrando do quarto.
Eluar deitou a cabeça no colchão, sentindo falta daquele que era seu melhor travesseiro. Cada noite parecia ser ainda mais difícil a espera que a memória de Rafael voltasse. Pensando no seu amado, acabou caindo inteiramente no sono.
Acordou cedo, fez o seu café da manhã e o de Lisandra. Antes de sair de casa acordou a amiga que havia adormecido no sofá mesmo. Correu para o metrô. Queria chegar antes. Queria tirar algumas dúvidas com os professores. Para sua surpresa, Isabela estava esperando na porta do hospital. Decidida em evitar problemas, Eluar passou direto, mas foi o suficiente para irritar Isabela.
— Sabe que posso te demitir a qualquer momento. Deveria ter respeito por seus chefes. — Isabela gritou, fazendo Eluar olhar rindo.
— Se esse lugar me demitir por sua causa ou você se tornar chefe, tenho certeza que serei demitida feliz. Onde pessoas como vocês estão, não é o meu lugar. Agora, se me der licença, em vez de trabalhar dando golpe em pessoas, eu vou salvar vidas. — Eluar disse antes de se virar.
— Você vai se arrepender. — Isabela gritou.
— Eu não tenho arrependimentos. — Eluar falou antes de entrar no elevador.
Dentro dele haviam quatro pessoas, duas mulheres, que em seus crachás deixava claro que era enfermeiras e um jovem, que estava como residente.
— Bom dia. Acho que você é a famosa Eluar. Só falam de você nos corredores. Parece ser a grande aposta da doutora Katarina esse ano. — O jovem disse com um belo sorriso.
— As pessoas estão sendo generosa, não sou tudo isso. Apenas tive um pouquinho de sorte com a orientadora. — Eluar estava envergonhada com os elogios.
— Você não sabe? Doutora Katarina poucas vezes fica responsável por alunos. Exceto, quando ela tem interesse. Ou acha que não é estranho, ela ter apenas você e o filho dela como alunos? Enquanto os outros professores tem no mínimo quatro e no máximo oito. — O residente explicou.
— Sério... Eu não fazia ideia! Tenho que me dedicar e me esforçar mais ainda. Muito obrigada! Sua informação foi muito importante. — Eluar agradeceu com um enorme sorriso.
— O suficiente para valer um almoço? Tenho outras informações extraordinárias para repassar. E vai que andando com você, consigo fazer bons orientadores repararem em mim? Aliás, me chamo Paulo. — Paulo disse estendendo a mão para Eluar.
— Prazer, Paulo. Desculpa não cumprimentar, dentro dos hospitais, tento ao máximo toques desnecessários, ainda mais, quanto estou sem luva, espero que entenda. — Eluar falou saindo do elevador que havia parado no andar do auditório, onde eles assistem aula.
— Tudo bem. Está mais que certa. E o almoço? — Paulo perguntou acompanhando Eluar.
— Terei que recusar. Não sei como estará minha agenda direito. Então, no máximo, devo comer um sanduíche que trouxe na bolsa, para não atrasar. Fica para próxima. — Eluar falou sentando em uma cadeira na primeira fila.
— Vou cobrar. — Paulo disse subindo um pouco, para sentar mais ao fundo da sala.
Aos poucos os alunos chegavam um a um. Assim que o professor deu as caras, Eluar tirou sua dúvida com o professor, que explicou bastante animado o conteúdo e tirou todas as dúvidas de Eluar, antes de começar a aula definitivamente.
A aula se passou bem rápido, era sobre os procedimentos básico adotado pelo hospital, todos devem seguir, independente se for urgência ou não. Era um padrão adotado pela empresa. Quando estava finalizando a aula, Rafael entra na sala sorrindo para o professor, estava todo amassado e de cabelo bagunçado. O que fez toda sala rir da situação.
— Vejo que mais uma vez o senhor está atrasado. E que estado é esse? — O professor perguntou — Vá se arrumar. Um dos nossos médicos não pode ser visto nesse estado. Ainda mais, alguém como você. Me desculpe, Rafael, mas terei que reportar isso para sua orientadora. Agora, se retire e espero que não aconteça novamente.
— Eu também não tava querendo assistir aula. _ Rafael disse antes de sair da sala, levando boa parte da sala a risada, mas Eluar ficou irritada com a postura dele.
Com o fim das aulas, Eluar foi se trocar para iniciar o plantão. Hoje eles acompanhariam a rotina de Katarina, mãe de Rafael. Quando já estava terminando de amarrar o cabelo em um alto rabo de cavalo, Rafael entrou, já estava arrumado decentemente.
— Já estou pronta, vejo que você também. Vamos então? Doutora Katarina já deve está nos esperando. — Eluar disse passando por ele.
— Não vamos mesmo falar sobre ontem? — Rafael perguntou surpreso ao sentir a indiferença de Eluar.
— Não tenho nada mais para falar. Já contei toda verdade. Agora tudo depende de você. — Eluar estava falando a verdade, mas por um lado, chegou a conclusão que ele se apaixonou por ela daquela forma, mudar não iria facilitar a memória dele, no máximo, confundir. O melhor para se fazer, na sua cabeça, era refazer situações antigas, em um momento ou outro, vai encontrar um gatilho ou fazer com que se apaixonasse novamente. Para Eluar, se uma vez ele se apaixonou por ela, porque não poderia acontecer novamente. Mesmo que fosse duro, ela tinha quer ser a nerd focada que ele um dia se apaixonou.
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Atualizado até capítulo 91
Comments
Fatima Vieira
o cara não toma jeito mesmo kkkkkk
2025-01-14
0
Leda Fernandes
Ele mesmo sem memoria não toma juiso
2024-12-16
1
Edna anjos
,Pensa Eluar você é muito inteligente vai conseguir um jeito de fazer Rafael lembrar .pensa pensa
2022-12-17
10