— Lugar de vadia não é no hospital, sim no cabaré. Se ponha no seu lugar. — Isabella gritou fazendo com que todos olhassem para eles.
Eluar olhou para cima, a vontade ela era arrancar cada cabelo daquela cabeça, mas estava no seu lugar de trabalho, não podia descer o nível como a outra fez. Respirou fundo, levantou da cadeira sorrindo.
— Insegurança? Eu entendo. É difícil sustentar uma mentira, né? Bem, eu sou o vento que pode a qualquer momento destruir seu noivado falso. Eu na verdade acho certo você ficar de olho. Sabe muito bem quem eu sou, mas não tem ideia do estrago que posso fazer com raiva. Então, para o seu bem, acho melhor não se meter comigo, não queira me ver jogando sujo. — Eluar sussurrou no ouvido de Isabela se afastando da mesa — Sabe qual é seu maior erro? Iniciar um jogo sem saber das regras.
— Isabela! Você enlouqueceu? O que veio fazer aqui? Como ousa tratar Eluar dessa forma rude? — Rafael disse levantando e indo atrás de Eluar, mas Isabela segurou sua mão.
— Eu sou sua noiva, ela não é nada. Estou grávida de você! Vai mesmo me deixar aqui e correr atrás de uma qualquer? — Isabela falou envergonhada ao ver que todos olhavam para ela.
— Deveria ter pensando nisso antes de vir no hospital da minha família e fazer esse tipo de cena. Você disse para Eluar se colocar no lugar dela, sendo que ela é minha parceira de estágio, estávamos apenas tomando café. Já você, diferente dela, não tem a mínima ideia do seu lugar como minha noiva. Você acaba d envergonhar minha família na frente dos nossos familiares. Acha mesmo que minha mãe vai gostar disso? Agora, me largue. Vou tentar resolver o problema que você acabou de criar. — Rafael estava irritado. Sabia que ouviria sua mãe reclamar da cena que sua noiva havia feito.
— Você está só dando uma desculpa para de aproximar dela. Não me faça sentir culpada. Ela que começou. Quem que senta na mesma mesa para comer com um cara que é noivo, que será para em alguns meses. — Isabela estava nervosa. Desde ontem Rafael estava tratando ela um pouco mais frio do que de costume.
— Acho melhor você pensar bem no que fala e na suas atitudes. Sabe muito bem que posso simplesmente assumir esse filho, tirar ele de você e fazer você desaparecer. Não me venha impor regras. Você é minha noiva apenas na teoria, estou tentando respeitar isso, mas não brinque com minha paciência. Sabe muito bem que não sinto absolutamente nada por você. Nem sequer me lembro de você. Agora me solte. Eu preciso voltar para o estágio. Vá resolver o problema de agora com minha mãe. Não quero ouvir uma reclamação dela por sua causa. — Rafael tentava sair, mas Isabela não deixava. Ela estava preocupada que a proximidade com Eluar fizesse com que ele lembrasse do passado.
— Então, mude de parceira. Tenho certeza que deve ter outras milhares de pessoas na turma. Como sua mãe é a dona, tenho certeza que os professores não vão ter coragem de falar um aí para você. Pode até mesmo escolher a melhor da sua, assim você conseguirá ir mais longe. — Isabela sugeriu.
— Você acha mesmo que minha mãe deixaria ser qualquer pessoas minha parceira de estágio? Acha que era por acaso que ela levou a garota para jantar lá em casa? Todo mundo só falava dessa tal de Eluar antes mesmo dela chegar. A menina é destaque em tudo que faz. Se você olha o currículo dela, se choca. Não sei como ela conseguiu fazer tanta coisa em tão pouco tempo. Você ainda não tem ideia com que família de meteu. Minha mãe é controladora, fria e autoritária. Acho melhor compreender logo onde está entrando. — Rafael explicou ao ver que Isabela tinha afrouxado sua mão, se virou eu saiu.
Isabela ficou um tempo parada no meio da lanchonete, tentando assimilar tudo que havia ouvido. Estava certa que não conseguiria mudar a parceira apenas conversando com Rafael ou seus pais. Também tinha absoluta certa que o contato com ela faria com que sua memória voltasse, ela não podia deixar isso acontecer, precisava do Rafael.
— Se não podemos fazer por bem e na base do diálogo, vamos por mal, vamos derrubar ela do altar que colocaram ela. — Isabela disse sorrindo. Já sabia exatamente o que faria para destruir Eluar completamente, sem chance de retorno. Tirando não apenas ela como parceira de Rafael, mas também destruindo a carreira dela na medicina.
Enquanto Isabela começava a planejar cada detalhe de como iria destruir Eluar. Ela estava havia trocado de roupa e estava se organizando para a ronda que logo iniciaria.
— Me desculpe por Isabela. Ela está um pouco insegura por eu não lembrar dela. Tem medo que eu acabe... não sei... deixando ela com o bebê e ignorando totalmente o acontecido. — Rafael disse ao encontrar com Eluar que estava terminando de arrumar o cabelo.
— Não, isso não tem relação com insegurança, mas sim com caráter. Pode ter certeza, eu sei muito bem do que eu estou falando. A insegurança não faz você ser aquilo que não é, no máximo, apenas te dará um empurrão para o que você já é naturalmente, mas tenta segurar. E Rafael, coloque seu jaleco, a ronda vai começar em dez minutos. — Eluar explicou com o tom irritado, odiava ver Rafael defendendo aquela mulher. Quando ela começou a andar em direção da porta, Rafael segurou seu braço.
— Me desculpa. Prometo que não vou deixar mais que isso aconteça com você. Eu vou cuidar disso. — Rafael falou se sentindo estranho ao ver Eluar com raiva.
— Você não deveria pedir desculpa pelo erro de outra pessoa e muito menos, prometer que não aconteça mais, já que vai bem mais além do que suas escolhas. De qualquer forma, vamos adiantar, não quero me atrasar para a ronda, você também não deveria. Sabe que já arrumou problema demais hoje. Sua mãe vai ficar uma fera quando souber o que aconteceu na lanchonete. — Eluar disse com um sorriso.
— Você vai me contar o que realmente era minha? Ou vai me esconder para sempre? — Rafael suspeitava que Eluar sabia muito sobre , até mesmo, parecia compreender o receio que tinha em relação a imagem por conta da sua mãe.
— Quanto tivermos tempo. Quem sabe. Agora com toda certeza não é o momento. Corre e se apronta logo. Se você se atrasar, você vai se arrepender. — Eluar riu empurrando Rafael para o trocador. A conversa sobre quem ela era precisaria de tempo e calma. Não podia dizer tudo em dez minutos. Ela teria que encontrar o momento para isso.
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Atualizado até capítulo 91
Comments
Sonia Beatris
Já tô com raiva dessa vadia
2024-12-25
0
Fatima Vieira
mulher baixa e cobra
2025-01-14
0
Fátima Ribeiro
acho que esse ser rastejante vai dar trabalho.
2024-09-16
0