O jantar foi regado a risadas e boas histórias. Rafael até mesmo entrou no clima e relaxou. Ao fim do jantar, Katarina ofereceu mais uma rodada de vinhos.
— Obrigada por toda recepção de hoje a noite. Foi um jantar maravilhoso, mas tenho que ir, preciso revisar o conteúdo e dormir cedo. — Eluar disse levantando.
— Você poderia dormir aqui hoje, assim pode rever seus conteúdos e acordar cedo. Sua casa deve ser distante. Fique. Temos diversos quartos. Fique querida. Será mais seguro que uma jovem sair essa hora em um carro de um desconhecido. — Katarina sugeriu, já passava da meia-noite.
— Eu não posso aceitar. Acabaria incomodando. Vocês já foram bastante hospitaleiro, não quero exagerar. Muito obrigada. — Eluar realmente não queria abusar da sorte. Tinha dado tudo certo até ali, não queria acabar se tornando incoveniente.
— Eu posso levar você. Aproveito e tiro alguma dúvidas sobre a aula de hoje que eu perdi. — Rafael sugeriu.
— Impossível, você bebeu. Até o motorista de aplicativo é mais seguro. Eu ficarei bem. — Eluar não queria se colocar em risco e muito menos Rafael.
— Eu insisto, Eluar. Ficarei com o coração na mão você essas horas na rua. Por favor, fique. Michel! Arrume um quarto para nossa a nossa convidada. E aliás, se quiser tirar dúvidas sobre a aula, senhor Rafael, será aqui na sala. Hoje eu te tranco no seu quarto. — Katarina bateu o martelo. Eluar riu. Rafael parecia uma criança perto da sua mãe.
— Bem, pedindo com jeitinho assim, será impossível não aceitar. — Eluar brincou. Não adiantaria insistir, era certo que Katarina não deixaria Eluar ir embora.
— Não confia no seu próprio filho, dona Katarina. Se a senhora que me criou não confiar, quem vai? — Rafael nem acreditava em como a mãe estava agindo.
— Danado em que confia em tu, Rafael. Falta juízo nessa sua cabeça, meu filho. Deve ter sido uma queda que te dei quando era pequeno da cama. Será que foi isso, Kleiton? Eu quebrei nosso filho? — Katarina perguntou preocupada. Eluar só conseguia rir. Fazia um bom tempo que não tinha essa sensação boa de está entre família e ela gostava.
— Eu acho que ele já veio quebrado do útero. Ele caia e levantava rindo para o vento. Deveríamos ter analisado ele desse ponto. — Kleiton concordava com a esposa com o fato do filho ter alguns problemas.
— Hey! Eu não fiz nada para ser massacrado aqui, eu quase morri, sabia? Deveria está agradecendo a Deus por minha vida e não se juntando para acabar comigo. — Rafael já estava envergonhado.
— Agradeci na primeira semana que você voltou, depois percebi que junto com você veio meio maior pesadelo. Dói até lembrar. — Katarina fez careta lembrando de Isabela. — Eluar, eu queria ter outro filho, assim você poderia entrar na família sem acabar no prejuízo, esse daqui é só desgosto.
— Desculpa, senhora Katarina, mas devo descordar. Rafael tem diversos defeitos, eu sei bem disso, mas a senhora criou ele bem, se olhar sem a raiva do momento saberá que seu filho é tão confiável como a senhora o ensinou. Não tire o valor de todos os ideias e valores que transmitiu para ele. Rafael é bastante confiável, apenas está um pouco perdido. E a senhora sabe muito bem disso, muito melhor que eu, sabemos que a senhora está apenas chateada com tudo que vem acontecendo. — Eluar não podia deixar Rafael ser massacrado, assim que terminou de falar percebeu o que tinha feito. Acabou de atacar a mulher que ela passou o dia bajulando. Inesperadamente, Katarina teve uma crise de riso, surpreendendo todos da sala.
— Talvez meu arrependimento agora seja não ter conhecido antes. Rafael deveria ter te trazido aqui antes. Você é a filha que eu não pude ter. — Katarina abraçou Eluar chorando, fazendo com que ela ficasse sem reação.
— Vamos, mamãe. Acho melhor você deitar um pouco. Tem cirurgia amanhã e precisa descansar. — Rafael disse segurando sua mãe.
— Você está certo, meu bebê. Boa noite a todos. — Katarina concordou abraçando o filho e subindo as escadas.
— A senhorita deve está confusa. Bem, é uma história antiga, antes mesmo de Rafael nascer. Tivemos uma pequena menina, mas ela foi sequestrada quando tinha cinco anos, a polícia demorou para agir e os monstros acabaram matando nossa filha. Talvez Katarina nunca se recuperou dos sonhos que tinha feito para a menininha. Depois disso, ela ficou um pouquinho mais fechada e rigorosa. Espero que entenda. Talvez seja a única for que um pai não consegue superar, ver seu filho indo antes dele, não parece natural, certo? Irei subir. Dona Katarina quando bebe parece uma criança. — Kleiton explicou com lágrimas nos olhos, ainda doía lembrar daquela bebê que um dia foi seu maior tesouro.
— Boa noite, senhor Kleiton. — Eluar disse envergonhada.
Enquanto Kleiton subia, Rafael descia a escada, conversaram rapidamente na escada, antes de continuarem sua rota.
— Me desculpa pela minha mãe, ela não é boa com bebida. Estava feliz demais hoje a noite, acabou se deixando levar. De qualquer forma, obrigado, não apenas por deixar a minha mãe feliz, mas por me defender também. — Rafael sorria um pouco envergonhado.
— Está tudo bem. Qual era sua dúvida? — Eluar relembrou ao Rafael.
— Você vai me tratar como se não existisse nada entre nós mesmo? Ou é só porque estamos em público, estou confuso. — Rafael perguntou, passou o dia sem saber como agir em relação a Eluar.
— Não temos nada. Dentro de mim tem um sentimento lindo por você, mas dentro de você não existe nada. E eu não vou me colocar na posição de amante. Eu não sou esse tipo de mulher. O que aconteceu foi um deslize. Resolva o que tem para resolver. Então, vamos estudar? — Eluar havia decidido que não iria contra seus ideias por Rafael, mas iria fazer tudo que fosse possível para reviver momentos que tiveram, como um gatilho para reaver suas memórias esquecidas.
— Vamos estudar mesmo? — Rafael questionou sem acreditar. Era a primeira mulher que chamava ele para estudar.
— Claro que vamos. Você tem dificuldade nessa disciplina. Então, podemos sentar no chão? Vou pegar minhas anotações na bolsa. — Eluar respondeu sorrindo.
Rafael não acreditava que estava na madrugada realmente estudando com uma mulher tão linda, mas algo sobre aquela situação o fazia se sentir confortável, ele até gostou pela primeira vez de estudar. Acabaram estudando tanto, que o vinho acabou pegando eles junto com o sono e ambos dormiram sentados no chão, apoiados na mesa, um ao lado do outro.
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Atualizado até capítulo 91
Comments
Fatima Vieira
show
2025-01-14
0
Fátima Ribeiro
que bonitinho!
dormiram estudando ./Chuckle/
2024-09-16
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