...Jordan...
Existiam garotas que se sentiam atraídas pelo perigo.
Eu não era uma delas, nunca fui, a frase de localização da minha vida sempre foi" fica longe das confusões que tu é pobre pra cadeia, hospital e funeral você não tem dinheiro e nem ninguém"
Existiam pessoas que achavam que todas as mulheres eram assim apaixonadas pelo perigo ou movidas pelo interesse, nos colocando nessas duas caixinhas de classificação.
Dona Carmem era esse tipo de pessoa e eu estava na caixinha das interesseiras pelo jeito que me olhava.
E antes que pensem errado, não eu não estava tentando endemonizar dona Carmem especificamente mas a senhora estava fazendo o papel em aporrinhar minha vida depois da morte de Selma.. talvez nem fosse de forma que percebesse o mal que me causava mas apenas o jeito de ser intrigueira.
E fazer intriga ferrava o coleguinha ao contrário do que falavam ser uma coisinha inocente podia chegar a ter resultados catastróficos ao alvo.
Acenei de longe evitando o contato pessoal visual direto com Pardal e sorri descendo a rua sem escolha.
"Olá dona Carmem" disse a olhando primeiro nos olhos, o sorriso amarelo em irritação.
Pardal sorriu olhando para minha bunda descaradamente e coçou a barba que deixava crescer. Sua língua passou por seus lábios desviei o olhar incomodada "Oi Pardal" disse sem mais sorrir.
"Que isso morena me cumprimenta direito" disse me puxando para seus braços e tropecei nos pés pela força e rapidez. Mal registrei o beijo estalado no rosto quando se afastou segurando minha cintura. Fiz uma carranca no rosto, irritada meus dedos coçaram para dar um tapa na cara dele pelo desrespeito quase esquecendo que estava visivelmente armado.
Muito bem armado.
Empurrei seu peito irritada. Arrumando o cabelo para conter a raiva "Eu disse oi, é o suficiente não te dei liberdade para isso" disse sem esconder a raiva na voz porém não estava gritando como queria.
Se desse muita confiança ele era do tipo que me trataria como sua vagabunda, o mesmo fez bico fingindo não entender, nos seus olhos porém, tava ali a malícia e sacanagem tão luminosa quanto o dia a raiar "Que isso Jordan! Já te disse eu como direitinho na sua mão minha musa" disse justificando o injustificável.
Eu hein! Que culpa tinha da sua obsessão?
Bufei olhando Carmem que sorria dizendo toda orgulhosa como se o tivesse o criado:
"para com isso menino, conta pra gente como subiu lá na hierarquia da facção ?"
Acrescentei a palavra interesseira, a lista de qualidades ao lado de intrigueira.
Ele sorriu safado "É segredo mas saiba que sei que Jordan é mina de respeito entendi dona" disse ele. Revirei os olhos, desde quando Pardal respeitava alguém que não fosse criminoso?
"Tenho que ir " disse eu, descendo sem esperar resposta cansada do teatrinho ali.
Enquanto descia mais as ruas escutei uma moto atrás olhando vi Pardal parar "Te acompanho princesa" disse ele, arrastando a moto no braço. Era inútil negar pois seria ignorada.
Eu não cai no papo de bom samaritano não. Não caia mesmo!
Chegamos a porta de casa em silêncio ele ainda olhava ao redor antes de apontar para o lugar onde ficava meu barraco antigo vazio apenas com pedaços de tapume no chão tudo fora retirado até os tapumes seriam levados para fazer outras casas, a alguns dias estava pensava em fazer uma mini horta no lugar ou um jardinzinho simples para ocupar o espaço. Ele caminhou até lá e chutou as tábuas de tapume como se verificando a resistência "O material ainda da pra usar" disse ele, pensei internamente que poderiam usar para o que quisessem desde que não construissem ali.
"Vai ser meu jardim" disse procurando a chave de casa, o vi voltar de canto de olho. Tentei parecer mais calma e devolvi a chave para o bolso e cruzei os braços, calma pelo fato de terem pessoas na rua ainda.
Pardal parou frente a minha casa atual dizendo:
"Sabe que te quero morena"
Ele acabou colocando o indicador me fazendo olhar para ele diretamente impedindo que virasse o rosto para longe. Recuei para fugir dele e acabei encurralada contra a porta quando colocou um braço em cada lado da minha cabeça me deixando sem saída.
"Não tô afim vaza" disse eu, passando por baixo do braço estendido.
Contive o grito quando puxou segurando o meu cabelo pela raiz e me bateu contra porta de volta fiquei tonta mas foi impossível não ouvir quando rosnou. Apontando para mim irritado com o dedo na minha cara "tô achando que tá envolvida com outro macho " acusou p.u.t.o da vida.
"Não tô só não quero você !" Rebati O sentindo puxar mais forte.
Ele negou a cabeça irritado rindo perigosamente "Nem vem com esse caô não morena tá interessada em outro macho diz aí quem é o otário?"
"Não tem ninguém não ferra!" Disse já gritando pela dor.
Ele apertou meu rosto com uma mão com força e segurei o choro pelo olhar mortal que lançava "Quando eu subir no comando você vai ser minha dama, então larga esse otário porque quando eu subir gata se tiver com rolo com ele ainda ele morre e te faço assistir" disse soltando meu rosto e beijando minha cabeça.
"Já disse, não tem ninguém e eu nunca vou ser sua" disse irritada, pra caramba.
Pardal puxou meu cabelo de novo me fazendo olhar para ele e doia tanto que gritei mas ele me beijou a força colocando a língua na minha garganta me sufocando e impedindo minha voz.
Tentei o empurrar mas Pardal era mais forte e prendeu minhas mãos acima da cabeça.
Mordi sua língua na parte do pirceng até sair sangue o fazendo urrar de dor e arranjei seu pescoço o marcando sendo solta de imediato, limpei minha boca o olhando irritada caminhei para longe evitando apanhar mais "bastardo!"
Pardal riu cuspindo o sangue dizendo: " Faz isso de novo gata que você vai ficar apenas amarrada na cama , você não tem escolha quanto a ficar comigo, aceita aí o tempo restante porque já aviso logo logo serei o dono do morro" depois montou na moto acelerando após isso, esperei que saísse antes de entrar em casa e desabei no sofá nervosa.
Nenhuma alma boa tinha se aproximado por ele estar armado se conseguisse o que queria...
Não!
Pardal não podia se tornar o dono do morro de jeito nenhum.
Se isso acontecesse, qual seria meu destino?
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Maria Betania
ela tem que sair daí logo
2023-01-26
3
rafamendes
são fora dai Jordan,vai para a casa do delegado, depois de arruma outro jeito.
2022-11-22
3