Capitulo 2

...Jordan...

Estávamos na entrada cogitei dar meia volta e abandonar o menino, mas desisti sendo a adulta e responsável eu não seria melhor que a babá de Henry.

Caminhei até o balcão a delegacia pareceu vazia de início tendo dois andares julguei que a maior parte dos policiais ou tivessem lá em cima ou em missão fora do posto de policia.

No balcão perto de um computador tinha um senhor com bigode cheio fardado também de meia idade os olhos vagaram por mim e por Henry e pareceu curioso "O que deseja?"

"Esse menino diz estar perdido porque foi abandonado pela babá" disse, olhando para os lados desconfortável um homem algemado gritava e esperneava sendo arrastado para a cela, quatro policiais foram necessários para conte-lo.

Henry segurou minha mão se escondendo atrás de mim.

"A senhora alega que esse menino a abordou pedindo ajuda?" O questionamento me fez despertar apenas balancei a cabeça ainda observando a cena que deveria ser rotineira, delegacias não era lugar para crianças.

"Com licença gostaria de denunciar um caso de violência doméstica" disse uma mulher se encostando no balcão. Os olhos dela pareciam em desespero apesar de jovem. Loira e olhos verdes seu rosto tinham marcas de socos já roxas e seu lábio inferior cortado.

Sentem na cadeira ali e aguardem, avisou o policial enquanto falava com a jovem que foi levada a uma sala para depor.

O senhor acenou para que voltassemos, Henry comeu o restante dos cones. Enquanto repetia os acontecimentos ele parou quando o nome do menino chegou a ser abordado.

"Henry Cabrinni?" novamente perguntou. O menino revirou os olhos me olhando com impaciência.

"Ele disse que é o filho do delegado daqui" respondi e ele balançou a cabeça e puxou o celular se levantando rapidamente para fazer a ligação quando retornou sentou coçando a cabeça que tinha uma careca brilhante que parecia a lua.

"O pai dele está a caminho" disse se encostando. Suspirando "Você quase matou seu pai hoje garoto!" brincou e Henry que tinha pegado a caixa de isopor como sua escolheu as trufas por acabar os cones.

"Vai ter dor de barriga" avisei. Ele sorriu lindamente.

"Não vou" disse e não acreditei nem por um momento.

O senhor assobiou "Teve sorte de ter a encontrado" afirmou o menino olhou para ele, como se ouvisse e ofereceu uma das trufas.

"Ela parecia legal" afirmou.

"Henry!" disse alguém atrás, e era de uma patente superior o suficiente para que o escrivão que nos atendia se endireitar da posição confortável.

A voz era forte e grossa, quando me virei percebi e que alguém!

Ele tinha cabelos grisalhos e olhos claros como os de Henry que lembravam um céu límpido o rosto longo com traços de elegância de um nobre empodeirado, o corpo magro forte vestia um terno de alta costura, a barba por fazer lhe dava um certo charme ao ponto que passei a gostar na hora de homens de barba o que nunca gostei antes.

O homem era quente...

Não pro seu bico Jordan, acorda! realidade na janela, fia! a parte funcionante do meu cérebro alertou me chutando para realidade de mundos diferentes. Não tava no cio nem no spar.

"Senhor delegado Pedro Cabrinni" disse dando a volta o cumprimentando. O delegado seguiu pegando o filho e o abraçando e a cena fofa me fez virar o rosto, me senti uma invasora. Voltei ao balcão aguardando a denúncia de um pai que relatava sobre o abuso sexual feito contra a filha dele por parte do irmão.

O diabo agia perto como diria minha tia.

Na comunidade crimes assim pegos eram punidos de forma cruel... A lei era diferente, nunca justa mas nosso código penal não era lá essas coisas.

A menininha tinha o tamanho do Henry e parecia ter medo de tudo, total compreensível.

O pai e a menina foram encaminhados para o andar de cima para uma sala.

"Pois não, Jordan?" disse, parando de mexer no computador, engraçado em minutos o senhor quase apreciamos próximos li o nome no seu crachá Joelton.

"Senhor policial Joelton, posso ir? Tudo já se resolveu mesmo!" disse perguntando e dizendo o que me vinha a cabeça. A tarde já chegava e sinceramente estive no prejuízo pelo pequeno Henry comer a mercadoria, claro que não ia ficar cobrando o pai de Henry, crianças tinham fome e outra nem ferrando ia arranjar encrenca com um agente da lei.

"Acho que sim, posso liberar seu delegado?" disse Joelton coçando a barba com o nariz como o senhor Leôncio.

"Espere, te levo para casa" avisou o pai de Henry, Pedro Cabrinni recordei o nome quando se aproximou notei que até seu cheiro era bom.

Henry me devolveu a caixa vazia, agradeci e ele riu dizendo "Pai paga a Jordan!"

Ah como adorava esse garoto, guardei a caixa sem muita esperança que o seu pai o fizesse. Mas ele me entregou 200 reais e pisquei com a nota nas mãos limpei a garganta.

"O gasto não foi tanto senhor" disse tentando devolver mas ele pegou o filho no colo Henry pareceu sonolento pela quantidade absurda ingerida de açúcar caindo.

"Fica com o troco" disse beijando o rosto do filho me encarando o rosto pareceu leve e Senhor que homem sexy quando ria! " Vem eu te levo para casa"

"Melhor não, moro na comunidade de Beraru" avisei e seu rosto mudou quando concordou e me perguntei se teria preconceito.

Arrumei minha bolsa no ombro percebendo o garoto roncava no ombro do pai.

"Tem certeza que não quer que te leve?" O questionamento veio.

"Sim, logo na subida você sabe.. eles não conhecem seu carro eles te parariam e se descobrissem que você é um tira seria perigoso para todos" avisei, ele balançou a cabeça e suspirou era bonitinho dizer eles em vez de traficantes, até quem andava com os tiras era chamado de traídor, ser pega andando no carro dele seria meu fim.

O povo do comando tinha a fama de dedo-mole.

Com o menino carro era outro fator de risco, eu não queria sangue em minhas mãos. Ele balançou a cabeça como se considerasse.

"Me passa seu telefone" disse ele.

O olhei com desconfiança "A festa do meu filho vai ser essa semana acho que oferecer seus doces como brindes pode ser uma boa opção" respondeu.

E agradeci aos céus por essa oportunidade, nem pensei muito ao anotar numa das folhas que pedi a Joelton e usar a sua caneta emprestada, estava sorrindo de orelha a orelha ao sair da delegacia de polícia.

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Comments

Jossileide cardeal

Jossileide cardeal

ainda bem que ele entendeu e viu que ela não é envolvida e sim do corre pra se sustentar

2024-12-03

1

Daiana

Daiana

a história é boa

2023-01-25

4

Cecilia Filha

Cecilia Filha

Amando essa história

2023-01-07

1

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