...Jordan...
Volte por ele.
E parecia fácil pensar assim... simples, não foi nada fácil decidir voltar aonde fui envergonhada, humilhada, agredida podia ser mil coisas.
Simples? Isso não meu amor, era tudo menos fácil, tudo menos simples. Olhei para o carro, eu amava Henry e foi fácil ama-lo. Foi por isso que continuei salário NENHUM vale a dignidade de alguém em minha opinião "Por ele eu voltaria " disse cruzando os braços na defensiva.
"Por favor volte" pediu novamente fechando os olhos como se buscasse controle para se manter sereno "Henry ele me falou tudo o que passou, acredite Jordan meu filho precisa de você " continuou.
Eu senti os olhos queimarem para chorar de emoção olhei em direção ao carro e Henry tinha baixado a janela acenei e ele acenou de volta, a última coisa que queria era que se sentisse abandonado.
"Amanhã eu volto " disse respirando com dificuldade por querer chorar mas me negando a fazer na frente do delegado.
"Eu preciso voltar ao trabalho hoje e ainda não confio e Rafael totalmente" disse o delegado.
Era uma coisa esperta a se fazer, tinha muitas coisas que não sabia... que fim se deu Bloon e Bia, as crianças na UTI, o que foi dito por Henry, muitas coisas.
Muitas coisas mesmo!
Mas por ordem de prioridade, me obriguei a me virar e perguntei:
"Quando senhor irá trabalhar ?"
"A partir das duas da tarde" disse ele.
Acenei concordando olhei o celular tinha tempo de sobra:
"Certo preciso pegar algumas coisas em casa mas chego a tempo" disse já me virando para sair.
Eu via no seu rosto o arrependimento e desconforto mas não era obrigada a perdoar nem esquecer de repente. Ainda lembrava da frieza que fui tratada, eu podia não ser fria mas estava decidida a trata-lo com impessoalidade.
Estaria por seu filho que não tinha culpa.
Falando nele...
O vi sair do carro gritando "JORDAN" me ajoelhei o abraçando apertado ignorando a dor onde tinha os hematomas.
Baguncei seus cabelos e o peguei no colo "Como vai moleque?"
"Você vai voltar?" Perguntou abrindo um os grandes olhos claros tinham expectativa, como de costume não me respondeu fazendo outra pergunta por cima.
Respirei fundo antes de responder com um "Sim"
Olhei o delegado se surgisse qualquer outro problema eu nunca mais voltaria "em algumas horas " disse Henry balançou a cabeça com um entendi, me despedi dele o descendo no chão e voltei para casa.
Separei na mala o que precisaria para semana e tomei um comprimido para dor de cabeça desci o morro, já um pouco melhor. Voltei para casa levando todos os bombons na bolsa e tranquei a porta dei uma última olhada para casa que pertenceu a Selma e depois dei uma última olhada na qual eu vivia antes.
Eu teria que doar as coisas e pagar alguém para desmontar esse barraquinho para evitar problemas.
Problema para outro dia peguei outra descida que seria mais rápida em teoria mas acabei arrependida de pegar aquele caminho quando vi dona Carmem com sua filha e neta no colo até pensei em desviar do caminho. Mas elas tinham me visto e arranjar uma briga com as duas não era lá uma coisa inteligente.
"Oi Jordan!" Disse Gislaine sorridente seu bebê estava coberto pela mantinha rosa de forma que não a via ma pela posição e julguei que pelo silêncio dormia, notei algo que nunca tinha percebido mãe e filha eram praticamente idênticas fisicamente também se não fosse pelas roupas curtas de Gislaine que nem parecia ter estado gravida a apenas alguns meses. Sua minissaia jeans como seu top tomará que caia preto cobriam pouco do seu corpo o umbigo a mostra com o pirceng.
"Oi Gi, oi dona Carmem!" Cumprimentei descendo as escadas apressadamente.
"Calma aí mulher" chamaram juntas e a bebê continuava dormindo.
Sorri sem vontade e voltei os lances que tinha praticamente saltado " Vai a aonde?"
"Trabalhar" respondi.
Carmem revirou os olhos "Isso não é trabalho" resmungou.
Mordi a língua e Gislaine a cutucou com MÃE que se desculpou, não de forma verdadeira.
Eu ainda vão havia contado sobre o trabalho de babá ainda e nem estava num futuro próximo contar.
"Que bom... ficou sabendo da última?" Disse Carmem cortando o desconforto que causou pelo deboche escancarado.
Neguei temendo que fosse a soltura do Bola antes do desmanche do barraco.
"Ah, advinha quem tá subindo na hierarquia dos cabeças do morrro?" disse Gislaine cortando a mãe.
"Bola?" tentei, ela negou resumindo um quem dera, repondendo:
"Não, o Pardal miga" disse animada cocei a cabeça preocupada .
"Bom para ele" disse tentando fingir alegria novamente com algo que podia ser um problema, caras assim com poder achavam que podiam ter tudo na mão, quem quisessem nas mãos se tivessem no topo.
Tremi pensando no que podia acontecer eu que não viraria vagabunda de traficante só porque ele tinha subido de patamar. Eu pularia fora se fosse forçada a fazer algo que não quisesse com Pardal.
Já disse tava fora de ser mina de bandido, que escolhesse as minas dispostas a isso na moral.
"É bom mesmo você sabe, o Bola tem mais chance assim, eles são tipo melhores amigos de infância quem sabe facilite pro Bola subir junto, seria tipo muito top se pardal jogasse um papo pra chefia que tem contato" Gislaine falava sem parar e me sentia queimada pelo olhar de Carmem que ficava buscando minha reação as minhas bochechas doíam pelo sorriso falso.
"Tenho que ir meninas" disse olhando o celular.
"Ah flor logo voce virá uma damas do morro e não vai precisar ficar vendendo os chocolates e voltando só aos fins de semana" disse Carmem com ironia.
Bem ela sabia que dormia fora.. entendi, ela achava que eu era prostituta e que era papo furado a venda de doces. Olhei para dona Carmem que me julgava pelo olhar, acho que foi a noite que escondeu isso, que se danasse ela, e pensasse o que quisesse não lhe devia explicação nenhuma.
E mesmo que devesse também não daria, prazer Brasil não sou obrigada a nada.
Gislaine esteve alheia a cutucada da mãe pois logo disse:
"Sonho, miga não se esquece de mim" disse Gi animada com a possibilidade de eu me tornar uma dama do morro. Suspirei pondo a mão no coração e ri jogando para brincadeira.
"Vou abrir o jogo fia, não tenho lance nenhum com o Pardal" avisei e Gi fez cara de deboche.
"Não tem porque não quer né fia ele vive te secando como se fosse a última cerveja no deserto! " disse alto gargalhando, a bebê começou a chorar e aceitei a deixa para ir.
"Tchau meninas tô atrasada" disse pulando fora da conversa.
"Tchau gata aparece mais vezes" gritou Gislaine balançando a filha no braços com carinho.
Quando cheguei no apartamento Henry estava empodeirado de cabeça para baixo e seu pai lia algumas folhas na poltrona perto do sofá. Pelo horário estava 30 minutos adiantada agradeci Rafael que abriu para mim. Que acenou em concordância. Os olhos dele pareciam cansados e tristes.
Como nunca antes tinha visto no período que estava ali.
"Jordan" chamou Henry pulando ao me ver, Rafael saiu em seguida do apartamento e eu fui abraçada com força na cintura quase chorei pela dor a área ainda estava dolorida. Mas Henry não sabia apenas estava feliz.
Eu também por isso, o peguei no colo e avisei "Trouxe seus doces " disse. Seu rosto se iluminou.
O delegado nos observava de onde estava como se aliviado por estar lá.
"Você é a melhor babá do mundo" disse Henry abrindo o bombom no chão da sala no tapete felpudo de frente a sacada quando seu pai já tinha saído:
"Você podia ser minha nova mamãe Jordan " disse enfiando o chocolate na boca.
Ri levando na brincadeira "Sou melhor como babá, menino " avisei piscando e levantei para procurar seu dever de casa, uma vez que Henry ficaria em casa por alguns dias por motivos óbvios, tudo foi muito estressante e ele merecia de verdade uma semana em casa pelo menos.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Janete Dos Santos
tomara que a Gislaine não descubra que ela foi x9
2022-12-31
4