Capitulo 9

...Jordan...

Da cozinha para jogos de tabuleiro a hora não passou, ela voou sem que notasse na sala grande clara em tons pastéis amarelo e pedras na parede com grandes cortinas alvas nas janelas de correr em vidro puro dando o ar grandiosidade como os móveis em tons escuros e vasos decorativos, a sacada tinha um jardim lindo com vista para o mar, mas eu olhava apenas para pai e filho quebrando a cabeça para entender as regras com dados imãs e um personagem que tinha que chegar em casa atravessando um labirinto sem cair como objetivo.

Demorou muito para entender o objetivo, Henry provocando o pai com suas derrotas me divertiu demais.

Ao ver o sol pousando levantei rápido percebendo que já  estava escurecendo e eu tinha perdido a noção do horário. Qualquer mulher no Brasil saber que não é seguro andar a noite. Andar a noite sozinha segundo muitos imbecis por aí era pedir para ser roubada ou  abusada.

Literalmente dar chance para o azar.

Odiava ouvir por aí a maldita frase Porque ela estava andando sozinha aquela hora ?

A vítima sempre seria a culpada pelos males que lhe ocorriam

"Tenho que ir" avisei.

"Fica para o jantar" pediu.

"Está tarde" disse e o delegado olhou o horário, ja estava decidida a ir por mais que dissesse que me levaria onde era o nosso ponto de encontro estaria muito tarde até que subisse o Beraru até em casa.

"Dorme aqui" pediu Henry ansioso levantando agarrando minhas mãos "Assim você janta com a gente Jordan!"

Já iria interromper o menino quando seu pai sorriu dizendo que tinha razão bagunçando o cabelo dele já lavados no banho depois da bagunça na cozinha:

"Está tarde Jordan por mais que saia agora seria perugoso para você por favor durma em casa hoje eu te empresto algumas roupas, pode ficar no quarto que já separamos para você"

Caramba ele tinha pensado rápido e fiquei sem resposta.

"Por favorzinho, Jordan" implorou Henry.

Tinha que respirar fundo com os dois "Certo" falei desistindo, sem achar razões para não o fazer.

Os olhos do garoto brilharam e seu pai sorriu de canto levantando dizendo que pegaria as roupas.

"Aqui seu quarto lá ao lado do meu" disse ele apontando orgulhoso com o fato me guiando pela mão. E era um quarto grande e com sacada todo mobilhado com uma porta que dava acesso a um banheiro com banheira. A decoração seguia as cores pastéis do restante da casa mesmo numa varredura rápida poderia dizer.

"Seremos vizinhos de quartos" brinquei, ele riu dizendo que sim.

A campainha tocou e fomos atender mas o delegado já estava pagando as pizzas que seriam o nosso jantar.

Já descalça andei para cozinha. Ajudando Henry a subir na cadeira e sentar na ilha.

Peguei os pratos e talheres caso eles quisessem usar e guardanapos me sentindo mais íntima na cozinha do delegado.

Depois de abrir as pizzas de mussarela e calabreza o delegado pegou os refrigerantes da geladeira.

E se sentou escolhi a lateral da ilha ficando do lado de Henry que escolheu a pizza de calabresa, fiz o mesmo. Pegando minha pizza com a mão como pai filho fizeram também.

E as pizzas de borda rececheada estavam super bem caprichadas no recheio e quentes, o sabor era delicioso e me levou as alturas.

Peguei-me sendo observada por um minuto, bem acreditei ao menos, Pedro desviou o olhar e sorriu para o filho. Eu fiz algo estranho ou só estava paranóica?

Henry se pôs a falar dos coleguinhas do prédio e da escola. E podia dizer que era realmente animado em contar os detalhes... em algum momento o pequeno acabou dormindo no sofá enquanto lavava as louças a TV ainda ligada na última coisa que assistia no canal infantil.

O delegado me ajudou secando e guardando as louças.

"Eu vou levar Henry e deixo as roupas no quarto" disse ele olhei por cima do ombro a tempo de o ver pegar seu filho e o levar corredor a dentro. Sequei as mãos no pano de prato e segui o caminho para o quarto.

Olhando o relógio rodando já faziam minutos que o delegado tinha levado Henry decidi tomar um banho, por necessidade. Estava hidratando os cabelos quando ouvi batidas.

Abri a porta e olhos do meu delegado se abriram em surpresa e desceram. Me lembrei que estava apenas de toalha morrendo mil vezes, senti meu rosto esquentar.

Burra! Burra! Burra Jordana!

O delegado limpou a garganta olhando nos meus olhos quando entregou as roupas "As roupas" foi o que disse em tom grave quase sumindo no corredor.

A minha mente funcionou apenas para pedir por um momento "Pedro" chamei e ele se virou e os olhos dele caíram de novo mas voltaram rapidamente como se tentando se concentrar "Posso usar a lavanderia?"

Ele concordou acenando dobrando o corredor sumiu no que achava ser seu quarto, fechei a porta querendo morrer pela gafe cometida.

Terminei de me secar e vesti a camisa e calça do delegado que ficaram largas.. era porém o que tinha por hora.

Na meia luz da casa fora fácil ainda achar a lavanderia.

Enquanto as minhas roupas batiam na máquina de lavar vaguei pela sala de estar para matar o tédio, eu vi o bar de bebidas mais no canto a parede de livros perto do sofá atrás das cortinas.

Peguei um livro da estante e sentei no sofá, achando um romance do Casada com o CEO.

E dificilmente pensaria em algo mais aleatório, mas pensei logo, achar um romance de mafioso na casa do delegado parecia mais aleatório até pensei em procurar tal gênero em favor de ler até que as roupas pudessem ser estendidas.

Bocejei na metade do livro tendo que o devolver em favor de estender as roupas no varal de cordas na sacada.

Tão longe do mar eu não sentia o cheiro do mar nem conseguia o escutar as ondaa apenas o ver parcialmente pela luz do luar.

Retornei ao quarto quase tropeçando numa mesinha de canto com retratos, em cima da mesa tinham vários deles a propósito.

A família que trabalhava para Cabrinni estava ali no que pareciam ser anos atrás pois Rafael e Bloon pareciam mais jovens e Bia era uma criança do tamanho de Henry perto dos pais, tinham outras pessoas na foto apenas reconheci o delegado que tinha a maior parte dos cabelos castanhos e era uma cópia de Henry praticamente ou Henry era a cópia dele, ou que fosse, a semelhança era adorável.

Tinha uma jovem que segurava a mão do delegado. Ela era bonita e pareceu ter a mesma ideia.

Seria a mãe de Henry? Onde essa mulher estaria?

Essas perguntas me vieram mas voltei a olhar Bia e sua família que permaneciam ali ao lado do delegado, que provavelmente enxergava Bia como a menina que viu crescer.

Para o azar dela.

Eu não entendi a súbita satisfação em perceber isso que pelo jeito o delegado nunca veria a jovem com outro olhar, ele nem deu atenção para o olhar sedutor assim como a voz tentando ser agradável com o chefinho só pela breve convivência de minutos juntos, podia dizer que a coitada não teria chance.

Talvez fosse uma questão territorial ou uma satisfação boa em perceber que a preconceituosa não teria o que queria.

Nenhuma das conclusões eram lá muito positivas.

Quando estava deitada na cama novamente o questionamento do que aconteceu com a mãe do Henry me abateu, eu nem sabia quem era a mulher na foto mas nada me tirava da cabeça que podia ser a mãe do filho do delegado.

"Dorme que amanhã vai ser um longo dia, Jordan" resmunguei revirando na cama começando a contra carneirinhos para que o sono viesse.

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