Carlos e Alberto havia chegado ao restaurante que Alberto já havia reservado, antes de saírem Alberto confirmou que o homem do serviço de quarto de mais cedo não era do hotel, Paulo havia interrogado o sujeito que disse que não sabia quem era o chefe que o havia contratado, ele só estava seguindo ordens e era um simples subordinado.
Paulo e mais dois seguranças de Alberto os acompanharam ao restaurante, Alberto era do tipo que não confiava facilmente em alguém, e não conhecia os seguranças enviados por seus sócios, só podia confiar em Paulo e nos outros dois que ele mesmo trouxe.
Paulo e os outros dois estavam a paisana, usavam roupas casuais como clientes comuns, Alberto sabia que estavam sendo seguidos e queria parecer que não estava com nenhum segurança, para esperar se iriam agir.
Alberto e Carlos se sentaram pedindo a comida, Carlos estava totalmente alheio sobre o que estava acontecendo, sorria e conversa tranquilamente com Alberto sem nem mesmo perceber alguns olhares de Alberto ao redor e para Paulo.
Ele já havia visto Paulo de forma casuais antes e não achou nada estranho, e quanto aos outros, achou que Alberto teria dado uma folga já que estava tudo bem e era o último dia ali. Os dois comeram tranquilamente sem nenhum problema aparente, Carlos informou que ia ao banheiro e se levantou saindo.
Carlos não percebeu que quando passou indo em direção ao banheiro, alguém o tinha avistado quando entrou na porta do restaurante. Alberto e os outros três permanecia atentos, tanto que quando uma mulher esbarrou no garçom fazendo esse derrubar alguns copos, eles quase sacaram as armas.
Eles olharam e perceberam que não era nada, só um simples acidente, só que essa distração foi suficiente para alguém passar para o banheiro sem ser visto. Carlos lavava as mãos quando viu pelo espelho alguém entrar – boa tarde, lembra-se de mim? – Carlos secou as mãos no papel toalha sorriu fingindo estar calmo, afinal isso era o que mais fazia ultimamente, fingir calma quando seu coração já estava a ponto de um infarto.
– claro que sim, você é o sócio do seu Alberto, te vi no aeroporto – Carlos se virou para ele falando, não podia falar de Alberto com certa intimidade ou isso levantaria suspeita.
– e você é o médico particular, certo? – Diego falou se aproximando mais de Carlos. – isso mesmo, se me der licença seu Alberto está me aguardando. Carlos quis ir em direção a porta mais Diego colocou o braço na pia o impedindo de passar e se aproximou ainda mais.
Carlos tentou sair pelo outro lado mas ele fez a mesma coisa com o outro braço o imprensando na pia. – o que você pensa que está fazendo? – Carlos se sentiu irritado pelo assédio que estava sofrendo de Diego.
– relaxa, tem um homem meu na porta, ninguém vai entrar aqui, podemos nos divertir um pouco.
– e quem disse que eu quero me divertir com você? Me deixe sair seu Alberto está me esperando – Carlos tentou o empurrar mas Diego segurou seu seus pulsos com força, levantou os pulsos de Carlos de uma vez os segurando contra o espelho.
Esse movimento fez Diego ficar totalmente encostado em seu corpo, Carlos tentou se soltar, mas Diego era mais forte que ele. Carlos tentou usar suas pernas, mas Diego foi mais rápido abrindo suas pernas com os pés impossibilitando que Carlos lhe chutasse.
Carlos pedia mentalmente que Alberto ou Paulo entrasse ali, queria que fosse Paulo, porquê não sabia o que Alberto faria naquela situação, e nem se acreditaria que ele não queria aquilo.
Diego segurou seus pulsos só com uma mão e outra levou a sua cintura apertando e tentou beijar Carlos, ele conseguiu virar seu rosto evitando o beijo. Diego se afastou um pouco sorrindo – qual o problema? Você não curte homens? Posso garantir que vai gostar do que posso fazer com você –
– a questão é que não gosto de você, se não quiser arrumar problema é melhor me soltar – Diego lhe deu um sorriso de lado. – e quem é você para me arrumar algum tipo de problema? – Diego tirou sua mão da cintura de Carlos e agora segurou seu rosto, querendo chegar mais perto.
Nesse momento Diego ouviu um barulho vindo de fora e em seguida a porta abriu de uma vez. Diego afrouxou seu aperto no rosto de Carlos e ele olhou em direção a porta, Alberto estava parado na porta olhando de uma forma bem assustadora em sua direção.
– até onde sei, você está a trabalho doutor, não deveria estar se divertindo em um banheiro de restaurante – Carlos não acreditou no que ouviu, será que ele estava realmente acreditando que tudo aquilo foi por que ele quis? Diego afrouxou seu aperto soltando Carlos.
– nesse caso eu assumo a culpa Alberto, não resisti aos encantos do seu médico e quis aproveitar um pouco da sua companhia, mas ele é bem arisco – Carlos passava a mão por seu pulso e olhava pra baixo enquanto Diego falava, e Alberto não tirava os olhos dele.
Ao terminar de falar Diego ainda tentou segurar seu queixo, Carlos puxou a cabeça – vou esperar o senhor lá fora – Carlos passou por Alberto sem olhar em sua direção.
Do lado de fora Carlos passou por um homem descordado na porta, que provavelmente foi Alberto que havia o deixado assim, e foi em direção as mesas novamente.
No banheiro Alberto agora encarava Diego. – o que foi? Porquê está me olhando assim? Não vai me dizer que está irritado porquê tentei pegar seu médico? – Alberto estava se segurando para não sacar a arma e atirar na sua cabeça ali mesmo, mas antes cortaria sua mão por ter encostado ne Carlos daquele jeito.
– ele é meu funcionário e está a trabalho e não de férias, e ele não parecia estar se divertindo tanto assim. – Diego se aproximou de Alberto segurando sua gravata como se querendo afrouxa-la – então porque nós dois não fazemos isso? Podemos relembrar os velhos tempos –
Alberto segurou sua mão tirando de sua gravata – acho que fui claro quando disse que minha visita era estritamente profissional, então não será dessa vez – Diego se afastou um pouco olhou Alberto de cima a baixo e falou – não vai me dizer que o médico é mais uma de suas fodas casuais? Por isso está todo estressado assim? Nós costumávamos dividir –
Agora foi a vez de Alberto chegar perto de Diego – ele não é uma foda casual, o fato de ter te fodido algumas vezes e me divertido nas suas festinhas, não significa que queira continuar te fodendo. Da última vez que estive aqui deixei claro que não estava mais levando aquela vida, mas pelo visto você ainda não entendeu, então fique longe do médico, mesmo que ele fosse uma foda casual não deixaria você por as mãos nele. –
Alberto se virou para sair e ao chegar na porta se virou e acrescentou – não pense que me conhece bem porque trepamos algumas vezes, se você me provocar mando a sociedade para o espaço e arrebento seus miolos, até mais tarde. –
Diego ficou ali irritado com a forma que Alberto falou com ele – seu médico uma ova – Diego se virou para o espelho se encarando tentando controlar sua raiva.
Assim que Carlos saiu do banheiro foi em direção a mesa que estavam, e antes de chegar um homem parou de lado passou o braço em volta de seu pescoço e encostou algo na sua barriga. O homem olhava sorrindo para Carlos – me acompanhe sem fazer gracinhas e vai ficar tudo bem –
Carlos percebeu que era uma arma que ele estava sentindo na barriga, ele andou na direção que o homem o estava conduzindo. O homem entrou na cozinha passando por ela indo para os fundos, havia uma porta que dava para um beco nos fundos do restaurante.
O homem mandou Carlos abrir a porta e assim que fez e passou pela porta ouviu um barulho de uma arma sendo engatilhada. O homem parou e foi aí que ele percebeu que Paulo estava com uma arma apontada para a cabeça do homem que o segurava.
Paulo ficou na sua frente puxando seu braço para que ficasse atrás dele. Só quando ficou atrás de Paulo que percebeu que o outro segurança também estava com uma arma na cabeça do homem, ele veio por trás e ninguém nem percebeu, pelo menos ele não.
Paulo tomou a arma do homem e o outro segurança o revistou, encontrou mais uma faca que estava na sua cintura. o homem foi imobilizado pelo segurança que colocou um enforca gato em seu pulso, o telefone de Paulo tocou e ele avisou o que tinha acontecido, provavelmente Alberto havia saído do banheiro e não os viu e ligou preocupado.
Segundos depois Alberto apareceu no beco onde estavam, Diego vinha atrás com a cara de pau de sempre. Carlos olhou em sua direção e ele ainda lhe deu um sorriso sínico, Carlos desviou o olhar para Alberto que estava olhando para Paulo.
– você sabe para onde deve levar ele, me aguarde lá. – Alberto deu a ordem para seu segurança, se voltou para Paulo – leve ele para o hotel e deixe tudo preparado para partirmos, assim que voltar da reunião vamos embora. – Paulo concordou e só aí Alberto olhou para Carlos.
– vá com ele e me espere no quarto, não saia de lá até eu voltar – Alberto parecia frio ao falar com ele, agora ele não sabia se aquilo fazia parte do teatro, ou se realmente Alberto estava com raiva dele. Se estivesse ele estava sendo um babaca por estar com raiva dele por uma coisa que ele nem fez.
Depois de dizer isso Alberto se virou e saiu acompanhado de Diego. Carlos estava se sentindo apreensivo com o que Alberto iria fazer com aquele homem, não estava acostumado e não sabia se iria se acostumar a saber que as pessoas seriam mortas ou machucadas por Alberto.
– ele vai matar aquele homem? – Carlos perguntou sem olhar na direção de Paulo.
– depende, aconteceu alguma coisa naquele banheiro?
Carlos agora o olhou e confirmou com a cabeça – o Diego tentou me agarrar lá dentro e ele chegou na hora. –
Paulo suspirou — imaginando o quanto ele deve estar puto, e sem poder arrebentar a cara do Diego, ele deve descontar naquele cara, então doutor, é ele deve morrer.
Carlos não sabia como estava sentindo com aquela informação, só queria ir embora para o hotel, tinha que pensar em tudo isso e se realmente aquilo iria funcionar, se seu namoro com um mafioso poderia mesmo funcionar.
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Atualizado até capítulo 83
Comments
Elliot Davis-----chegay
Tô igual a ele esses dias
2025-03-07
1
Elliot Davis-----chegay
Tadinho do Carlos
2025-03-07
1
Sidney Ribeiro
o mais é inocente tadinho
2025-02-15
1