O El Templo estava fervendo naquela noite. A música retumbava nas paredes, a fumaça dos charutos se misturava ao cheiro de whisky caro e perfume feminino. Homens importantes bebiam e se divertiam, e mulheres desfilavam entre as mesas como presas fáceis, caçando o mais poderoso para se agarrar.
Eu estava na área VIP, onde só entravam aqueles que realmente importavam. A tequila queimava minha garganta enquanto eu tragava um cigarro, tentando relaxar. A loira atrás de mim massageava minhas costas, as unhas arranhando minha pele por cima do tecido fino da camisa.
Gabriel estava ao meu lado, com uma morena sentada em seu colo, rebolando devagar enquanto ele tragava seu charuto.
— Parece que os filhos da puta dos Valderrama resolveram cavar a própria cova — ele murmurou, bebendo mais um gole de whisky. Seus olhos carregavam aquele brilho calculista, pronto para guerra.
Eu ri, sem humor, batendo a cinza do cigarro no cinzeiro de cristal.
— Eles têm merda na cabeça? Pensam que podem roubar nossos clientes e sair impunes? Esses colombianos tão brincando com fogo. E, hermano, eu tô me coçando pra assistir enquanto eles se fodem.
Gabriel riu, girando o copo na mão.
— E se a gente der um empurrãozinho? Amanhã, visitamos os desgraçados e mostramos como diabos se fazem negócios na Espanha.
Joguei a cabeça para trás e soltei a fumaça devagar, considerando a ideia.
— Nah, nada de visitas amigáveis. Vamos fazer melhor... Mandamos um presente. Algo que deixe claro que não aceitamos desaforos.
Gabriel sorriu de lado, sabendo exatamente do que eu estava falando.
— Cabeças ou dedos?
— Depende do quanto queremos que eles sofram antes de entenderem o recado.
Ele ergueu o copo para mim.
— Perfeito.
Antes que eu pudesse responder, meu telefone tocou.
O número da mansão apareceu na tela.
Joguei o cigarro no cinzeiro e atendi, empurrando a mulher ao meu lado sem paciência.
— Fala! — minha voz saiu afiada.
O segurança do outro lado hesitou antes de responder:
— Patrón... A señorita Luna acabou de sair. Sozinha. Nem sequer levou o guarda-costas.
Minhas sobrancelhas se franziram na hora.
— Como é que é? — minha voz caiu para um tom perigoso.
— Ela estava muito bem arrumada, parece que foi para algum evento.
Minhas mãos cerraram com força.
O que essa garota estava aprontando?
— O que houve, joder? — Gabriel perguntou, ao perceber minha expressão fechada.
Rosnei, apertando o telefone contra a orelha.
— Trate de descobrir onde ela está, porra! Não quero desculpas, quero respostas!
Desliguei o telefone, sentindo o sangue ferver nas veias.
Luna estava começando a me incomodar de um jeito que eu não entendia. Eu não deveria estar tão puto com isso, mas, carajo, eu estava.
A mulher que antes me massageava tentou se aproximar de novo, passando a mão no meu peito.
— SAI, PORRA! — rosnei, e ela se afastou na hora.
Peguei meu celular e, pela primeira vez, liguei para Luna.
Uma.
Duas.
Três vezes.
Nada.
— Me dá essa merda — Gabriel resmungou.
Ele pegou o telefone da minha mão e começou a mexer.
Cruzei os braços, impaciente, observando enquanto ele fazia o que sempre fez de melhor: invadir sistemas e conseguir informações.
Depois de alguns segundos, ele ergueu os olhos para mim, com um sorriso de pura provocação.
— Parece que minha cunhadinha resolveu se divertir... — Ele girou o telefone e me mostrou a tela. — Ela está na mansão La Cerda. O telefone dela tá pingando de lá.
Peguei minhas chaves e minha pistola.
— Parece que tá rolando uma festinha por lá — Gabriel comentou, girando a tela para me mostrar uma foto de redes sociais.
Segui em direção a saída, mas parei e me virei para ele.
— Ah, faz um favor pra mim, cabrón.
— Fala.
Me aproximei, minha voz saindo baixa e afiada como uma lâmina.
— Consiga um rastreador. Algo pequeno o suficiente pra implantar na pele sem que ela perceba. A partir de agora, saberei cada passo dela. Até quantas vezes vai ao banheiro.
O sorriso de Gabriel se alargou.
— Você tá fodido, Cabrón. Daqui a pouco vai estar igual ao Cristian.
— Não fode.
Guardei a pistola no coldre e saí.
Dessa vez, eu não levaria seguranças.
Se Luna queria brincar, então eu jogaria esse jogo do meu jeito.
E ela não ia gostar nada das regras.
A casa La Cerda estava fervendo naquela noite. Luzes vibrantes piscavam pelo salão, corpos suavam na pista, e o cheiro de álcool se misturava ao perfume caro. A batida da música pulsava no meu peito enquanto eu segurava uma taça de coquetel colorido, sentindo a liberdade escorrer pela minha garganta junto com a bebida.
Úrsula apareceu ao meu lado, me puxando pelo braço com um sorriso travesso.
— Finalmente, Luna! Achei que estivesse trancada naquela masmorra.
Soltei um riso debochado, girando a taça entre os dedos.
— Acredite, não foi difícil escapar. Meu marido também gosta de se divertir… — ergui uma sobrancelha e peguei o celular, deslizando a tela até encontrar a foto que queria. Virei o aparelho para ela. Era Ramón, no Clube, com seu irmão e algumas mulheres.
Úrsula arregalou os olhos.
— Que diabos?! Onde você conseguiu isso?
— Digamos que tenho olhos onde ninguém imagina. Eles pensam que sou uma garota ingênua, mas há muitas coisas sobre mim que ainda não descobriram… — levei a taça aos lábios e tomei um gole lento.
Ela me olhou como se estivesse vendo um lado meu que nunca tinha percebido.
— Você me assusta às vezes, Luna.
Sorri, inclinando a cabeça.
— Bom, agora chega de conversa. Passei tempo demais chorando, agora quero apenas me divertir. — Peguei a mão dela e a puxei para a pista.
A música subiu de volume, e logo eu estava imersa na batida. Meus quadris se moviam no ritmo, meu corpo quente da bebida e da adrenalina. Eu ria alto, gargalhando de algo que Úrsula disse, quando uma voz masculina ressoou atrás de mim.
— Luna…
Virei-me e encontrei Diego se aproximando, um sorriso nos lábios e os olhos brilhando.
— Estou surpreso. Sinceramente, achei que você não viria.
Inclinei a cabeça, dando um gole na minha bebida antes de responder:
— Eu não perderia isso por nada.
— Gosto dessa sua versão.
O álcool queimava minha garganta, e eu me deixava levar. Dançávamos, ríamos, bebíamos. Me sentia leve, solta… como há muito tempo não me sentia.
Diego disse algo engraçado, e soltei uma risada, jogando a cabeça para trás.
Então ele parou de repente.
— Espera… — Ele se aproximou, seus olhos focados em minha boca.
Franzi a testa, confusa.
— O que foi?
Ele ergueu a mão, tocando de leve o canto dos meus lábios.
— Está sujo aqui… — murmurou, limpando o local com o polegar.
E foi nesse instante que o inferno começou.
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Atualizado até capítulo 37
Comments
Fernanda Figueiroa
eles vão matar muitos antes de admitir a paixão avassaladora kkkkk
adoroooooooo
2025-03-27
4
Lyllie J.
Autoraaaaaa, mulher faz isso não, minha rítmia não é confiável kkkkk Carajo Ramón vai ficar louco, Luna mulher se segura porque o parque vão pegar fogo.
2025-03-27
1
Carolina Luz
eita que alguém vai levar muita porrada mas Diego tú sabe que ela é casada com um homem perigoso né e quer ficar talaricando
2025-03-27
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