Meu autocontrole foi pro carajo. Essa garota me provocou tanto que qualquer resquício de racionalidade que eu ainda tinha foi para o inferno. Eu a fodi, e foi maravilhoso. Mierda. Intenso, quente, viciante.
Ela não me disse o nome, e era melhor assim. Sem nomes, sem rastros, sem complicações. Afinal, eu era um homem noivo. Em poucos dias, teria que colocar um anel no dedo de uma mulher que me odiava, e essa merda já era o suficiente para me dar dor de cabeça.
Agora, ali, ainda ofegante, tentei recuperar o fôlego. Minhas pupilas estavam dilatadas, o efeito da droga ainda correndo solto no meu organismo, fazendo a realidade parecer distorcida. A porra da visão turva não ajudava.
A garota se moveu ao meu lado, sentando-se devagar, como se estivesse se acostumando novamente com a própria respiração. Notei que seus dedos deslizaram pela pele marcada de arranhões recentes, e um meio sorriso puxou minha boca ao lembrar do quão feroz ela foi comigo.
Ela se levantou, cambaleando um pouco.
— Você está bem? — Minha voz saiu rouca, carregada do resquício do prazer que ainda pulsava no meu corpo.
Ela piscou algumas vezes, talvez tentando se situar.
— Estou. — Sua voz era um sopro baixo, quase um segredo. Então, ergueu o queixo, como se quisesse reafirmar para si mesma. — Sim, estou bem.
Ela começou a se vestir com calma, mas sem hesitação. Sem olhares prolongados. Sem apego. Apenas pegando as peças de roupa e as ajustando ao corpo, como se aquilo fosse o esperado, como se já tivesse planejado sair assim.
Observei cada movimento, gravando a imagem dela em minha mente, mesmo sabendo que as lembranças ficariam borradas quando o efeito da droga começasse a pesar.
Quando ela se virou para mim, já estava completamente vestida.
— Foi uma boa transa. — Sua boca se curvou em um sorriso irônico, os olhos brilhando sob a máscara. — Mas agora é hora de ir.
O tom era resoluto, mas sem frieza. Apenas uma despedida objetiva.
Antes que eu pudesse responder, ela se afastou, caminhando com graça até a porta.
— Adeus. — Foram suas últimas palavras antes de desaparecer pelo corredor.
Mierda.
Fiquei alguns segundos ali, ainda deitado, encarando o teto, sentindo o eco daquela porra de noite reverberar dentro de mim. Mas o efeito estava começando a bater de outra forma. As lembranças estavam ficando embaçadas, as sensações se dissipando como fumaça.
Suspirei e me levantei. Alcancei minhas roupas e comecei a me vestir, até que algo no chão chamou minha atenção.
Uma pulseira.
De ouro, delicada, mas claramente valiosa.
Provavelmente dela.
Eu deveria deixar ali. Ignorar. Fingir que nunca vi.
Mas, por algum motivo, minha mão se fechou ao redor do objeto, e antes que pudesse raciocinar sobre isso, já tinha enfiado a merda no bolso.
Talvez pelo efeito da droga.
Talvez porque, no fundo, algo nela ficou preso dentro de mim.
Não importava.
Me olhei no espelho rapidamente, ajeitei o colarinho da camisa e saí do quarto.
Assim que cheguei ao salão, Simón apareceu com um sorriso ladino, segurando uma taça de whisky.
— Ramón, onde diabos você se meteu?
Passei a mão pelo rosto, tentando dissipar um pouco o torpor.
— Estava ocupado.
Ele riu, balançando a cabeça.
— Ah, já entendi… — Seu olhar carregava malícia. — E então? Aproveitou a festa?
Desviei o olhar para o salão, buscando inconscientemente por ela. Nada. Nenhum sinal.
— Já aproveitei o suficiente. Vou nessa.
Simón arqueou uma sobrancelha.
— Indo tão cedo? Isso não parece você.
— É. — Respirei fundo, rolando os ombros. — Acho que já estou satisfeito por hoje.
Ele apenas assentiu, sem questionar mais.
Saí dali e segui para o estacionamento, deslizando para dentro do Porsche. Liguei o motor, mas antes de arrancar, minha mente me traiu.
Os olhos dela.
A pele quente.
A forma como seu corpo respondeu à mim como se tivesse nascido para isso.
— Maldição… — Murmurei, passando a mão pelos cabelos.
Girei o volante e acelerei, afastando aquele pensamento irritante.
Voltei para meu apartamento, joguei as chaves e a pistola sobre a mesa e, antes de seguir para o banho, tirei a pulseira do bolso, encarando-a por alguns segundos.
Por que diabos eu ainda estava segurando essa merda?
Bufei e a joguei sobre a mesa.
Arranquei as roupas, entrei no chuveiro e deixei a água quente escorrer sobre meu corpo.
Conforme o tempo passava, as lembranças daquela noite foram se tornando distantes, nebulosas.
E, quando finalmente me deitei na cama e fechei os olhos, o cansaço tomou conta, me puxando para um sono pesado.
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Atualizado até capítulo 37
Comments
Renata
magoar ódio amor todos os sentimentos juntos. sabe gostaria que ela descobrisse primeiro que ele e o homem do baile .que foi ele o seu primeiro ... queria ver a reação dela
2025-03-22
9
Maria De Fátima Souza Corrêa
só não gostei porque ela é uma viciada! além de ter tanto ódio no coração! que vai fazer ela sofrer muito
2025-03-22
3
Francisca Gomes
parabéns foi maravilhoso os dois te ficado juntos mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais maís mais mais mais mais mais por favor atualizar
2025-03-22
2