AVISO ⚠️
Este livro é sobre máfia, é a continuação do primeiro livro, "Senhores do Submundo: O Rei".
Contém cenas explícitas de violência, sexo, linguagem imprópria e temas sensíveis. É uma história intensa, crua e sem censuras, onde o perigo e a paixão caminham lado a lado.
Se você gosta de um romance intenso, repleto de tensão, desejo e caos… então, seja bem-vindo.
Leia por sua conta e risco.
Boa leitura!
O calor de San Sebastián estava infernal naquela tarde enquanto eu dirigia meu Porsche como um demônio pela estrada. O motor roncava, feroz, enquanto eu me encaminhava para a Riviera Auto Group, antigamente dos Sánchez, agora dos Martinéz.
Eu era o novo dono daquela merda. Mas é claro, só no papel.
A empresa era apenas uma fachada bem arrumada para algo muito maior. O verdadeiro dinheiro vinha daquilo que corria nos becos escuros da cidade, que saía dos portos escondidos, dos jatos particulares que cruzavam fronteiras sem levantar suspeitas. Droga. Poder. Controle.
Eu e Gabriel, meu irmão do meio, estávamos no comando dessa parte dos negócios desde que acabamos com aqueles traidores. Mas, no topo da cadeia, estava ele. Cristian Martinéz. O Dom. O chefe. O homem para quem devíamos lealdade inquestionável. Nosso irmão mais velho.
Estacionei na frente da empresa e joguei as chaves para o manobrista sem sequer olhar para ele. Meu celular vibrou no bolso do paletó e, pelo toque, eu já sabia que era meu irmão.
Droga.
Peguei o aparelho e atendi, bufando antes mesmo de falar.
— Hermano, como estão os preparativos? — A voz de Cristian soou firme do outro lado da linha.
— Os preparativos? — Soltei uma risada seca. — Essa merda de casamento, é isso?
— Óbvio, carajo (porra). O casamento não se organiza sozinho.
— Deixei nosso padre (pai) cuidando disso, cabrón (desgraçado). Não tenho paciência pra essa merda. Eu sou um criminoso, não um cerimonialista.
Cristian soltou um suspiro longo, daqueles que significavam que ele estava ponderando se me mandava à merda ou se mantinha a paciência.
— E sua noiva? Já foi vê-la?
Revirei os olhos.
— Cristian, já falamos sobre isso. Eu não vou atrás dessa garota. Só quero vê-la no dia do casamento. Não me pressiona, carajo.
— Mierda, Ramón! — Ele rosnou. — Tem dois anos que você não vê essa garota. Como vai reconhecê-la, joder (droga)?
— Eu não preciso reconhecer. Ela será a única usando um vestido branco no altar, não? — Ironizei.
Silêncio do outro lado da linha.
— Escucha (escuta), Ramón... Você me prometeu que faria isso direito. Que não desgraçaria tudo.
Respirei fundo, segurando a vontade de mandar ele se foder. Cristian era meu irmão, eu o venerava, mas essa merda de casamento? Isso era outra história.
— Cristian, não ferra. Você me enfiou nessa furada, agora me deixa lidar com isso do meu jeito.
Ele soltou outro suspiro e mudou de assunto.
— E o carregamento para a França?
— Gabriel está cuidando disso. A operação está rodando perfeitamente.
— Ótimo. Não quero problemas com os franceses.
— Nem eu.
Encerramos a ligação, e eu me joguei na cadeira de couro do meu escritório, soltando um suspiro pesado.
Em dez dias, eu seria um homem casado.
Eu. Casado.
O maior absurdo que já ouvi na vida.
Eu gostava de liberdade, de foder quantas mulheres quisesse, de viver sem amarras. E agora? Agora eu estaria preso a uma garota esquisita e traumatizada que nem queria esse casamento tanto quanto eu.
A última vez que vi Luna Sánchez, ela tinha dezesseis anos. Pequena, frágil, irrelevante. Desprovida de beleza.
Cristian, aquele filho da puta, não teve um pingo de pena de mim.
Uma batida na porta me tirou dos pensamentos.
Camila, minha assistente pessoal, entrou.
Meu olhar deslizou por seu corpo. Saia justa, blusa colada, olhos que gritavam desejo. Eu já havia metido nela antes, e ela queria de novo.
— Ramón. — Ela murmurou, se aproximando, mordendo o lábio.
Ah, eu sabia onde isso ia dar.
Eu já estava prestes a puxá-la para cima de mim quando a maldita porta se abriu novamente.
Simón, meu grande amigo, parou na entrada. Seu olhar foi direto para a bunda de Camila quando ela saiu apressada do escritório, frustrada.
Ergui uma sobrancelha.
— Péssimo momento pra entrar, cabrón.
Ele riu, fechando a porta atrás de si.
— Meu timing sempre foi uma merda. Mas vim por um bom motivo.
Cruzei os braços, esperando.
— Baile de máscaras. Amanhã à noite. Minha família está organizando. Quero que você vá.
— Uma festa, huh? — Inclinei a cabeça, considerando. — Eu tenho uma vida corrida agora, responsabilidades, uma empresa fodida para administrar. Não tenho tanto tempo como antes.
Mas a ideia de uma noite de diversão antes de me enforcarem nesse casamento forçado…
— Não me venha com essa, Ramón. Você precisa de uma despedida de solteiro.
Revirei os olhos.
— Despedida de solteiro? — Soltei uma risada amarga. — Esse casamento será apenas um acordo, joder. Continuarei sendo um homem livre… você me entende.
Simón arqueou uma sobrancelha.
— Você pode pensar assim. Mas e ela?
Soltei um riso sarcástico.
— Tá falando da minha noiva? Que se dane, ela é irrelevante.
Ele apenas sorriu.
— Então venha ao baile. Será uma ótima oportunidade para sua última noite de diversão.
Me inclinei para frente.
— Se você garantir umas mulheres gostosas, então pode ter certeza que eu estarei lá.
Simón gargalhou.
— Considera feito.
Ele saiu do escritório, e eu soltei um suspiro, passando as mãos pelo rosto.
O que quer que estivesse por vir…
Que venha.
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Atualizado até capítulo 37
Comments
Selma
Ramon vai se impressionar quando encontrar Luna, com certeza está um mulherão que vai deixar ele louco em todos os sentidos.
2025-03-21
13
Selma
Humor sarcástico de Ramon, com ódio por Christian ter obrigado ele a casar.
2025-03-21
6
Ana Faneco
Vai esperando tu vai cair de quatro por ela kkkk
2025-03-21
2