Eu estava em êxtase. Meu sangue queimava, meu corpo queimava, mas minha mente estava anestesiada, exatamente como eu queria. A dor em meu peito desaparecera, e no lugar dela, restava apenas um desejo febril.
Aquele cara estranho… Quando pensei que ele iria me foder, acabou se acovardando. Que piada. Ele parecia tão determinado, e quando me beijou, eu realmente achei que seria ele. Mas no fim, não passou de uma decepção.
Deixei-o lá e segui pelo salão, minha mente focada em um único objetivo. Minha virgindade não seria um presente para aquele desgraçado do Ramón Martinéz. Ele não merecia esse privilégio.
Meus olhos captaram um homem loiro, alto, trajando um terno impecável. Seu rosto estava parcialmente escondido pela máscara, mas seus lábios esboçaram um sorriso ao me notar. Um sorriso confiante.
Perfeito.
Aproximei-me dele, pegando uma taça de champanhe da bandeja de um garçom. Ele ergueu sua própria taça num brinde silencioso antes de falar, sua voz rouca e arrastada pelo álcool:
— Uma mulher como você não deveria estar sozinha.
Inclinei levemente a cabeça, provocante.
— E o que faz você pensar que estou sozinha?
Ele riu baixo, tomando um gole da bebida antes de se inclinar na minha direção.
— Porque eu sou um desgraçado observador... e percebi que você está procurando algo. Algo que eu posso te dar.
Meus lábios se curvaram num sorriso calculado.
— Então me prove.
Ele estendeu a mão. Peguei sem hesitar, sentindo seus dedos firmes envolverem os meus.
Mas antes que pudéssemos sair dali, um movimento na minha visão periférica me fez parar.
Aquele cara estranho. O mesmo que me beijou e depois desistiu como um covarde.
Ele estava sentado no sofá de couro, tragando um charuto, parecia nervoso, e seus olhos… Ele não desviava de mim. Me vigiava.
O que diabos ele queria?
Foda-se.
Não importava.
Eu apertei a mão do loiro e o puxei para um canto mais discreto. Ele sorriu, gostando da minha iniciativa.
— Você não perde tempo, não é? — Sua voz saiu rouca, carregada de desejo.
— Já perdi tempo demais.
Ele me encostou contra a parede, sua respiração quente roçando minha pele enquanto sua mão deslizava pela lateral do meu corpo. Ele inclinou-se para me beijar...
E então ele foi puxado brutalmente para trás antes disso.
— Sai da porra do meu caminho.
A voz grave e carregada de raiva fez meu corpo arrepiar.
O loiro cambaleou para trás, xingando. Mas ao ver quem o arrancara de mim, praguejou baixo e saiu sem questionar.
Meus olhos subiram, encontrando aquele maldito estranho de novo.
Meu peito subiu e desceu, a raiva misturada com algo que eu não queria nomear.
— O que caralho você pensa que está fazendo? — Minha voz saiu afiada, mas ele apenas sorriu, cínico.
Ele se aproximou, invadindo meu espaço, segurando meu queixo entre os dedos fortes.
— Você quer tanto isso, garota? — Sua voz era um sussurro perigoso contra minha pele. — Então eu vou te dar exatamente o que você quer.
Antes que eu pudesse reagir, ele segurou meu braço e me puxou consigo, conduzindo-me pelos corredores e entrando na casa dos anfitriões.
— Me solta!
— Cállate! (calada!). — A ordem veio num rosnado, seus dedos apertando minha pele.
Ele abriu uma porta e me empurrou para dentro. Antes que eu pudesse fugir, moveu um móvel contra a porta, nos trancando lá dentro.
O ar ficou pesado.
Nossos olhares se encontraram no silêncio carregado de tensão. Ele deu um passo à frente. Eu não recuei.
— Se me trouxe aqui para fugir de novo, não perca meu tempo. — Minha voz era puro desafio.
Um canto de sua boca se ergueu, divertido.
— Eu não sou do tipo que recua, cariño.
E então ele me beijou.
Ferozmente.
Seus lábios tomaram os meus sem qualquer hesitação, sua língua invadindo minha boca, exigente. Agarrei seus cabelos, puxando-o para mais perto, enquanto suas mãos deslizavam pela curva do meu quadril, segurando-me com vontade.
Ele me pressionou contra a parede, seu corpo quente colado ao meu.
— Qual é o seu nome? — Sua voz veio rouca contra meus lábios.
Passei os dedos pela gola de sua camisa, desfazendo o primeiro botão.
— Que tal deixarmos as apresentações para depois? Não precisamos nos conhecer… será apenas uma transa, afinal.
Ele riu, um som grave e perigoso.
— Justo.
Seus dedos deslizaram até minha máscara, e quando ele tentou removê-la, segurei seu pulso.
— As máscaras também ficam.
Nossos olhares se prenderam, e por um instante, quase pude ver algo neles.
Mas então ele sorriu.
— Como quiser.
Ele me virou de costas, seus lábios queimando um caminho pelo meu ombro até minha nuca. Mordi o lábio, sentindo o calor se espalhar pelo meu corpo. Suas mãos desabotoaram meu vestido, e o tecido deslizou pela minha pele, caindo ao chão.
Ele me puxou para a cama, me deitando sob seu peso. Seus lábios exploraram cada centímetro de minha pele exposta, suas mãos firmes apertando meus seios, descendo pelo meu ventre até alcançar meu centro.
Minha respiração engasgou quando senti sua boca quente me devorar.
— Dios mío... — Minha cabeça caiu para trás, os dedos se agarrando aos lençóis.
Ele chupava, sugava, torturava. Eu gemia, contorcendo-me sob seu toque, a droga no meu organismo amplificando cada sensação.
Quando o estranho finalmente subiu novamente, seus olhos estavam escuros de desejo.
— Tem preservativo? — Minha voz saiu rouca.
Ele apenas sorriu e tirou um do bolso.
— Esperta, gostei.
Meus olhos desceram por seu corpo quando ele tirou a roupa. Deus… que homem. Músculos definidos, banhados por tatuagens, pele quente, pura tentação.
Mordi o lábio, observando enquanto ele colocava a proteção.
— Saiba que eu não sou o tipo carinhoso... — Sua voz era um rosnado pecaminoso.
— Eu não quero que seja.
Ele segurou minhas coxas, separando minhas pernas antes de se posicionar entre elas.
E então me tomou.
Arqueei as costas ao sentir seu membro me invadir, rompendo minha pureza. Uma dor aguda rasgou minha intimidade, mas a droga em meu sistema tornava tudo uma névoa de prazer e ardência.
Ele ficou imóvel por um segundo, os músculos tensionados.
— Você é tão apertada, joder (porra)… — Ele sussurrou contra minha pele.
Suas mãos me seguraram firme enquanto ele começava a se mover. Cada estocada arrancava um gemido dos meus lábios, o prazer se misturando à ardência inicial até se transformar em pura eletricidade.
Seus lábios famintos tomaram os meus, suas estocadas ficando mais rápidas, mais intensas.
— Você é minha essa noite, diabla… — Sua voz era um rosnado contra minha boca.
Gritei quando um novo pico de prazer me atingiu, minhas unhas cravando-se em suas costas. Ele gemeu, segurando minha cintura com força enquanto nos levava ao limite.
E então eu explodi.
Meu corpo se arqueou sob o dele, o prazer me rasgando por dentro enquanto ele se derramava, ofegante, suado, saciado.
Caímos exaustos sobre a cama, nossas respirações descompassadas.
A droga nublava meus sentidos, e antes que eu pudesse registrar qualquer detalhe, o esquecimento já começava a me consumir.
Mas não importava.
Meu objetivo foi atingido.
E isso era tudo que eu precisava.
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Atualizado até capítulo 37
Comments
Lottie 🌺
Aiiii eita, só quero ver a cara deles no dia do casamento quando eles descobrirem que dormiram juntos, e a cara dela quando descobrir que perdeu a virgindade com o Ramon kkkk Ansiosa já
2025-03-22
15
Selma
Acabou se entregando ao homem que não queria. E, ele ficou com ela.
2025-03-22
2
morena
Pronto, se entregou pro seu próprio futuro marido 😂 quero só ver quando ela descobrir
2025-03-24
4