CAPÍTULO 12

A cerimônia havia acabado.

   O peso da aliança em meu dedo parecia uma algema invisível, apertando minha pele como se quisesse marcar minha alma. E ao meu lado estava ele, meu marido. Meu inimigo. Ramón segurava sua pistola com um ar despreocupado, observando a celebração dos disparos como se nada pudesse abalá-lo.

Minutos depois

   Respirei fundo quando finalmente me afastei dele. Fui direto para a mesa onde meus amigos estavam, todos me olhando como se eu tivesse acabado de explodir uma bomba naquele casamento.

— Porra, Luna! — Úrsula soltou, os olhos brilhando com pura adrenalina. — Isso sim foi uma entrada triunfal!

Sorri de canto, tomando um gole do meu champagne.

— Você jogou gasolina e acendeu o fósforo! — Ela riu, mas logo sua atenção foi desviada para um grupo de homens próximos. — Falando em incêndio... — Ela arqueou uma sobrancelha. — Quem é aquele ali do lado do seu marido?

Segui seu olhar e vi um cara conversando com Ramón.

— Provavelmente algum amigo dele.

— Bom, seja lá quem for... — Ela suspirou. — Eu não me importaria de cometer alguns pecados hoje à noite.

Revirei os olhos, bebendo mais um gole, mas o momento de tranquilidade foi breve.

    Ramón se aproximou, e antes que eu pudesse reagir, sua mão deslizou para minha cintura, me puxando contra ele.

— Que tal uma dança, hm? — A voz dele era baixa, íntima, perigosa.

O silêncio caiu sobre a mesa. Meus amigos nos observavam com olhares que iam da surpresa à pura tensão.

— Eu não sou boa nisso. — Menti.

Ramón sorriu de canto, os olhos brilhando com um desafio malicioso.

— Não tem problema, cariño. — Ele murmurou contra minha pele. — Eu ensino.

E sem me dar escolha, me puxou para a pista.

Tê-la nos meus braços era um jogo perigoso.

   Ela resistia, mas seu corpo se moldava ao meu, mesmo que relutante. Meus dedos pressionaram sua cintura enquanto a guiava pelo salão, o tango se desenrolando entre nós como um duelo silencioso.

A princípio, ela tentou me desafiar, os passos firmes, marcados, mas não demorou muito para eu perceber que Luna sabia exatamente o que estava fazendo.

— Para alguém que diz não saber dançar... — Sussurrei, a puxando para mais perto. — Você me parece perigosamente habilidosa.

Ela ergueu o queixo, os olhos carregados de desafio.

— Quem disse que mostro todas as minhas habilidades logo de cara?

Soltei um riso baixo, deixando meus lábios roçarem a curva do seu maxilar.

— Espero que isso se aplique a outras áreas também...

Ela endureceu ligeiramente nos meus braços, mas se recuperou rápido.

— Não se preocupe, Ramón... — Sua voz saiu como um sussurro venenoso. — Se depender de mim, você nunca vai saber.

Meu sorriso cresceu.

— Veremos, mi lobita... — Sussurrei, girando-a antes de puxá-la de volta contra mim, nossos corpos colidindo com força. — Tenho mil maneiras de te fazer mudar de ideia.

Ela não respondeu, mas eu vi.

Vi o arrepio que percorreu sua pele. Vi o brilho nos olhos que lutava contra a própria reação.

E isso...

Isso era só o começo.

Mais tarde...

    Me afastei de Luna por um tempo e fui até onde meus irmãos estavam. Peguei um cigarro e acendi, soltando a fumaça lentamente enquanto Gabriel me olhava de canto.

— Parece que esse casamento não está sendo tão ruim quanto você previa.

Cristian sorriu com diversão, tomando um gole de whisky.

— Diria até que está gostando, Ramón.

Ri baixo, sem desviar o olhar de Luna, que conversava com seus amigos.

— Eu nunca disse que não seria... interessante.

Gabriel soltou um riso cínico.

— Só espero que ela saiba exatamente com quem se casou.

Dei um gole no whisky, meu olhar ainda fixo nela.

— Se não souber... — Sussurrei, a voz carregada de algo sombrio. — Vai aprender.

Ficamos ali por um tempo, conversando entre tragadas e goles de whisky, até que a vi caminhando na direção do segurança dela.

— Parece que a noiva quer fugir. — Cristian comentou, divertido.

Joguei fora o cigarro e ajeitei o paletó.

— Bom... está na minha hora.

    Bati minha mão na deles em despedida e segui até Luna. Ela conversava com o segurança, pronta para ir embora.

Me aproximei devagar, parando ao seu lado.

— Aonde pensa que está indo sem mim, esposa?

Ela se virou, me encarando com aqueles olhos que carregavam fogo e gelo ao mesmo tempo.

— Para minha casa.

Inclinei a cabeça, sorrindo de lado.

— Nossa casa, você diz.

Ri baixo, deslizando um braço sobre seus ombros. Ela tensionou o corpo de imediato, como se meu toque queimasse.

— Tsc, tsc, Luna... — Murmurei contra seu ouvido, sentindo-a prender a respiração. — O casamento mal começou, e você já quer me evitar?

Ela tentou se afastar, mas eu apertei sua cintura, segurando-a no lugar.

— Se quer ir comigo, então vamos logo, estou cansada. — Disse, tentando manter a voz firme.

Meu sorriso se alargou.

— Que pena, esposa. — Inclinei-me levemente, deixando minha respiração roçar sua pele. — Porque a noite... está só começando.

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Comments

Yasmin

Yasmin

oxente nega, fui a primeira a comentar 🤔 que legal!

2025-03-25

7

Beatriz Ferraz

Beatriz Ferraz

Gente ,tá tão bom que não tô nem conseguindo parar pra comentar !!!
Qdo ele perceber que ela não é mais virgem ,esse homi vai surtar kkkkkkkkk,sem saber ele que foi ele mesmo quem tirou kkkkkk

2025-03-28

0

Jossileide cardeal

Jossileide cardeal

esses dois são puro fogo 🔥

2025-03-25

5

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