Rafael
O que eu sentia era pura raiva. Não era mais só sobre o que Diego fez, nem o que ele tinha se tornado. Era sobre a traição, a perda de controle. Eu não ia permitir que eles escapassem, não depois de tudo o que fizeram. Eles achavam que poderiam se esconder, mas não havia para onde correr.
A dor no meu peito era constante, uma dor crua que me lembrava do que Simone fizera. Mas isso só alimentava minha fúria. Ela me feriu, e eu não ia deixar barato. Não ia descansar até ver os dois de joelhos, implorando por perdão.
Eu os vi fugindo, os dois. Simone, aquela maldita, com aquele olhar desafiador. Ela me desafiava, mas ela não sabia com quem estava lidando. Eles estavam tentando escapar, mas eu tinha os seus rastros, cada respiração deles me guiava.
A cada passo que eu dava, a raiva aumentava. Mas minha mente estava fria, calculista. Eu sabia que se fosse rápido o suficiente, poderia pegá-los. Eles estavam fugindo, achando que a dor ia me parar. Mas a dor me dava poder. Não me importava se o sangue escorria de mim, se a minha própria vida se esvaía. Eu queria ver a expressão de medo nos olhos deles. Só isso importava agora.
Quando finalmente os encontrei, eu vi o desespero nos olhos de Diego. Ele estava fraco, quase derrotado, mas eu sabia que a sensação de descontrole era o que mais doía nele. Eu estava quase lá. Só mais um passo. Eu gritei, uma ameaça que vinha das profundezas da minha alma.
“Você vai me pagar por tudo, Diego!” Mas o que me irritava não era a dor que ele me causou, era a ideia de perder para ele, de ser derrotado. Isso não iria acontecer.
Simone atirou. Vi o brilho da arma, o som do disparo cortando o ar. Mas ela não me matou. Não. Ela só me enfureceu ainda mais. Eu caí, mas não por muito tempo. Não ia deixar que um simples tiro me impedisse.
A raiva me fez levantar. Eu a vi correr, ouvi o som do motor do carro. Eles estavam fugindo. Eles achavam que conseguiam escapar. Eu estava perto. Muito perto.
Mas antes que eu pudesse fazer mais qualquer coisa, o vidro da janela se estilhaçou. Eu estava ali, com a mão estendida, tentando agarrá-los. Mas a velocidade do carro foi implacável, e eu vi, no último segundo, como o carro disparava para a frente. Meu corpo foi arrastado para trás, e a raiva me consumiu por completo.
“Você vai pagar por isso, Diego! Vou acabar com vocês dois!” Eu gritei. Mas era tarde demais. O carro já estava desaparecendo na escuridão. Eles estavam longe, e eu estava de novo sozinho na rua deserta, a escuridão me engolindo.
A dor me impedia de pensar com clareza. Mas eu sabia. Esse não era o fim. Eles tinham fugido, mas não por muito tempo. Eu os encontraria. E quando o fizesse, o inferno que eles estavam vivendo agora seria apenas um aperitivo.
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Atualizado até capítulo 24
Comments
Simone Freitas
Nossa como Rafael é terrível !
Ele não está engolindo a afronta de Simone e Diego . Mas pq será ? Essa curiosidade mata hihi
2025-03-23
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Arlete Oliveira
as dúvidas só aumentam
2025-03-23
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