capítulo 6

Capítulo 6: O Jogo de Poderes

A noite se estendeu como uma névoa densa, cobrindo a mansão com uma sombra ainda mais pesada. Simone não conseguia dormir. Ela girava de um lado para o outro na cama, os pensamentos em tumulto, a mente incapaz de encontrar paz. Tudo nela estava em alerta, e o eco das palavras de Diego se repetia em sua cabeça: "Você vai ceder, Simone. Você vai entender que não tem como escapar."

O que ele queria dela? Como ele sabia tanto sobre seu passado? Tudo parecia um jogo – um jogo perigoso, do qual ela não sabia como sair. Cada movimento de Diego, cada palavra, tinha um propósito, e Simone começava a perceber que estava mais enredada do que imaginava.

O silêncio da casa era ensurdecedor, interrompido apenas pelos sons distantes de passos e portas se fechando. Ela não sabia se estava sozinha, mas o sentimento de estar vigiada era inescapável. Seus olhos se ajustaram à penumbra do quarto, e, sem mais resistência, ela se levantou. Se o medo a consumia, talvez fosse melhor confrontá-lo de frente.

Ao atravessar o corredor, o som de seus próprios passos parecia ecoar mais alto do que o normal, como se a casa estivesse absorvendo cada movimento. Simone parou diante da porta do escritório de Diego. Ele havia dito que precisaria de algo dela, algo que ela não queria entregar. Mas o que era? O que ele realmente buscava?

Sem fazer barulho, ela girou a maçaneta e entrou. O escritório estava imerso na penumbra, iluminado apenas pela luz suave que emanava de uma lâmpada de mesa. O cheiro de madeira polida e couro velho permeava o ambiente, criando uma atmosfera de mistério e poder. Diego estava de costas, seus ombros largos e sua postura impecável, como sempre. Ele não parecia surpreso com sua chegada, como se soubesse que ela viria.

"Você está inquieta", ele disse sem virar para ela, a voz tranquila, quase como se estivesse lendo seus pensamentos. "Não se preocupe, Simone. Esse lugar tem esse efeito nas pessoas."

Ela engoliu a raiva que crescia em sua garganta. "Você manipula todo mundo ao seu redor, não é? Todos aqui são peças em seu jogo. E eu sou apenas mais uma?"

Ele se virou lentamente, o olhar fixo nela, profundo e cheio de algo que ela não podia identificar. "Você não é apenas mais uma, Simone", ele respondeu, seu tom de voz mais suave, mas ainda carregado de um poder que a fazia se sentir pequena. "Você é parte do meu jogo, sim. Mas não é só isso. Você é a chave, e quando entender isso, tudo vai fazer sentido."

Aquelas palavras a atingiram como uma lâmina afiada. A chave. O que ele queria dizer com isso? O que ela tinha que ele tanto desejava?

"Eu não sou nada disso", ela disse, tentando manter a calma. "Não sou peça de xadrez para ser movida quando você quiser."

Diego sorriu, mas não era um sorriso de diversão, e sim de alguém que sabia algo que você ainda não sabia. "Você é mais do que imagina, Simone. E tudo o que eu preciso é que você se permita entender. Só então, você vai ver o quão pequena você realmente é neste jogo."

Simone tentou não sucumbir ao pavor que começava a se instalar em seu peito. "Eu não vou ceder a você. Pode me ameaçar, pode tentar me manipular, mas nunca vou ser sua."

"Eu não preciso que você seja minha, Simone", Diego disse, dando um passo em sua direção. "Mas você vai ser minha parceira. E, no fim, vai entender que não há como escapar desse destino. Nem você, nem ninguém."

Simone sentiu um arrepio percorrer sua espinha. O que ele queria dela? E por que ele estava tão convencido de que ela não poderia resistir?

Ela não sabia mais o que pensar. O jogo de Diego estava ficando cada vez mais claro – ele estava no controle, e ela parecia ser uma peça vital nesse jogo sombrio. Mas, mais do que isso, havia algo em sua presença que a fazia questionar suas próprias motivações. Ele a atraía, mesmo que ela tentasse resistir.

"Eu não vou cair na sua armadilha, Diego", ela disse, a voz firme, mas sua dúvida ainda era visível. "Não vou me tornar parte desse jogo."

Diego a observou em silêncio por um momento, como se ponderasse sobre suas palavras. Então, sem pressa, se aproximou ainda mais dela, a tensão entre os dois aumentando a cada segundo.

"Você já caiu, Simone", ele sussurrou, quase como se fosse uma revelação. "A armadilha já foi armada. Agora, só falta você perceber isso."

Simone queria sair, queria correr, mas o magnetismo dele a mantinha no lugar. Ela estava perdida. Perder o controle era algo que ela nunca desejou, mas Diego parecia estar fazendo isso de forma tão suave, tão calculada, que ela não sabia mais onde o controle começava ou terminava.

"Você vai se arrepender disso, Diego", ela murmurou, mais para si mesma do que para ele. "Você não sabe com quem está lidando."

Diego sorriu mais uma vez, o olhar fixo e desafiador. "Eu sei exatamente com quem estou lidando, Simone. E é por isso que você vai me dar exatamente o que eu quero."

A tensão no ar era palpável, como uma linha tênue que, a qualquer momento, poderia romper e trazer a verdade à tona. Simone sentia o peso de tudo o que estava por vir, mas ainda havia uma parte de si que não se entregava totalmente, que não estava disposta a se submeter completamente ao poder de Diego.

Mas, no fundo, ela sabia que a batalha estava longe de terminar. E, talvez, o pior ainda estivesse por vir.

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Comments

Simone Freitas

Simone Freitas

Gente que jogo mais perigoso e que poder neste conflito

2025-03-17

0

Aziza Ccb

Aziza Ccb

eita que tô ansiosa tá sinistro gente do céu

2025-03-17

0

Simone Freitas

Simone Freitas

Suspense de tirar o fôlego

2025-03-17

0

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