A semana passou rapidamente, parece que o trabalho tinha multiplicado, os conteúdos do cursinho mais complicados já que agora Carol estava tendo aulas que não era o seu habitual.
O sábado chegou e tudo que ela queria era descansar. Mas o telefone não há fez esquecer de um evento importante. Ela se assustou quando ouviu o despertador toca. O lembrete na tela fez seu coração acelerar e sua preocupação que tinha sido esquecida pela semana voltar.
“JANTAR DOS ADVOGADOS”
No horário antes do combinado Carolina se arrumou e ao finalizar se olhou no espelho mais uma vez, conferindo cada detalhe de sua aparência. Escolheu um vestido azul-marinho de alças finas, com um corte elegante que realçava sua silhueta sem ser exagerado. O tecido acetinado caía suavemente sobre seu corpo, dando-lhe um ar sofisticado.
O penteado era um seme preso com fios soltos na lateral com algumas mechas estrategicamente deixadas para emoldurar seu rosto. A maquiagem era impecável, com um olhar esfumado suave, batom nude e um toque de iluminador, que destacava suas maçãs do rosto. Nos pés, um par de sandálias de salto fino completava o visual.
— Você está deslumbrante, filha — sua mãe comentou com um sorriso orgulhoso ao vê-la entrar no apartamento.
— Seu pai vai precisar espantar pretendentes hoje — brincou a mãe, trocando um olhar divertido com o marido.
— Muito engraçado — Carolina respondeu, pegando sua clutch antes de seguir com eles para o evento.
Seu pai, era um advogado renomado e muito respeitado no meio jurídico. Ele sempre fazia questão de levá-la a eventos como aquele, acreditando que era uma ótima oportunidade de networking para o futuro dela.
Ao chegarem ao salão de eventos, Carolina se impressionou com a sofisticação do lugar. Lustres imponentes iluminavam o ambiente, enquanto garçons circulavam com taças de espumante. O som suave de música instrumental preenchia o espaço, tornando o clima ainda mais elegante.
Assim que entraram, seu pai foi imediatamente cumprimentado por colegas de profissão. Carolina, acostumada com esse tipo de situação, ficou ao lado da mãe, cumprimentando alguns conhecidos.
— Carolina, deixe-me apresentar alguns filhos de amigos meus. Eles também estão seguindo na advocacia — disse seu pai, chamando sua atenção.
Ela se virou e se deparou com um pequeno grupo de jovens advogados, todos bem vestidos e com posturas confiantes.
— Este é Felipe Castro, filho do Dr. Marcelo Castro. Ele acabou de passar na OAB e já está atuando no escritório da família.
Felipe sorriu de maneira simpática, estendendo a mão para cumprimentá-la. Ele era alto, de cabelos castanhos bem arrumados e olhos expressivos.
— Prazer, Carolina. Já ouvi seu nome algumas vezes, seu pai fala muito bem de você.
Ela sorriu educadamente.
— Espero que sejam coisas boas.
— Com certeza. Inclusive, se precisar de algo, posso te ajudar no que for necessário. Aqui está meu número — disse ele, tirando o celular do bolso.
Antes que ela pudesse responder, uma voz familiar soou atrás dela.
— Boa noite, Carolina.
Seu corpo ficou tenso no mesmo instante.
Ela se virou e encontrou Gustavo parado ali, impecável em um terno preto bem ajustado, gravata escura e um olhar intenso sobre ela.
— Senhor Procurador! — seu pai o cumprimentou com entusiasmo. — Que bom vê-lo por aqui.
— O prazer é meu, doutor Álvaro — Gustavo respondeu, cumprimentando-o com um aperto de mão firme antes de voltar seu olhar para Carolina. — Você está... deslumbrante.
O coração dela acelerou com a maneira como ele disse aquilo, mas manteve a compostura.
— Obrigada. Você também está bem formal hoje.
Felipe, que ainda segurava o celular, observou a interação com curiosidade antes de se virar para Carolina novamente.
— Então, posso te passar meu número?
Antes que ela pudesse responder, Gustavo interveio.
— Acho que o evento mal começou, Felipe. Carolina ainda tem a noite toda para decidir com quem quer trocar contatos.
O tom era educado, mas havia algo ali. Algo que fez Felipe arquear uma sobrancelha e soltar um riso baixo.
— Claro, sem pressa.
Gustavo então olhou para Carolina de forma significativa.
— Podemos conversar um instante?
Ela hesitou por um momento, ciente dos olhares sobre eles, mas assentiu.
— Claro.
Enquanto se afastavam um pouco do grupo, Carolina percebeu o olhar divertido da mãe e a expressão analítica do pai.
Gustavo se aproximou o suficiente para que apenas ela ouvisse.
— Então... parece que você como sempre fazendo sucesso com esses mauricinhos.
Carolina cruzou os braços, arqueando uma sobrancelha.
— Está insinuando algo?
Ele sorriu de leve.
— Só achei curioso que você não recusou o número dele de imediato.
Ela sentiu um arrepio percorrer sua pele, mas não se deu por vencida.
— Por que recusaria? Ele foi educado e parece um bom advogado.
Gustavo inclinou a cabeça levemente, seu olhar carregado de algo que ela não conseguia decifrar completamente.
— E é isso que você procura? Um "bom advogado"?
O ar entre eles ficou carregado por um instante. Carolina sentiu que aquele era um daqueles momentos em que uma linha invisível estava prestes a ser cruzada.
Mas antes que pudesse responder, uma nova música começou a tocar no salão, e Gustavo estendeu a mão para ela.
— Dança comigo?
O pedido a pegou desprevenida.
Ela olhou ao redor, percebendo que algumas pessoas já estavam indo para a pista de dança. Seu coração martelava no peito, mas, sem pensar muito, aceitou.
Quando Gustavo a puxou para perto, segurando sua cintura com firmeza, Carolina sentiu o mundo ao redor desaparecer por um instante.
E, naquele momento, percebeu que estava mais envolvida do que jamais imaginou estar.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Suel Helen Moraes
caramba esse Gustavo é demais 😍😍💗😍😍💗
2025-02-25
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Suel Helen Moraes
Bruna vc escreve muito bem, caramba que Deus te abençoe.
2025-02-25
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