CAPÍTULO 11

Já era noite, e Storm sobrevoava a cidade, atento a qualquer sinal de perigo. Seu olhar vigilante percorria os prédios e ruas, garantindo que nenhum monstro mágico estivesse atacando. De repente, ele percebeu uma garota parada na beira do topo de um edifício alto. Antes que pudesse reagir, ela se lançou no ar, despencando em direção ao solo.

Sem hesitar, Storm acelerou em um raio de luz, agarrando-a antes que atingisse o chão. Ele pousou suavemente em um local seguro, segurando-a com firmeza, mas com cuidado. A garota, ainda atordoada, olhava para ele com olhos cheios de tristeza e desespero.

— O que você estava tentando fazer? — Storm perguntou, mantendo sua voz calma, porém firme.

A garota desviou o olhar e murmurou:

— Minha vida sempre foi um inferno... sofro bullying na escola, sou agredida pelo meu próprio pai... e agora estou endividada porque ele fez vários empréstimos altos em meu nome. Não tenho mais motivos para viver.

Storm a observou por um momento, refletindo sobre suas palavras. Então, com um sorriso confiante, disse:

— Se esta for realmente sua última noite, então eu quero torná-la a melhor de todas.

A garota franziu a testa, confusa.

— O que quer dizer com isso?

— Quero te levar a vários lugares incríveis e te mostrar como a vida pode ser bela. Se, no final da noite, você ainda achar que não vale a pena continuar, não vou impedi-la... Mas eu nunca perdi uma aposta, então sei que você não vai querer acabar com sua vida depois disso.

Ela olhou para ele, hesitante, sem saber como responder. Por um instante, uma pequena faísca de curiosidade brilhou em seus olhos.

— E então? Aceita o desafio? — Storm estendeu a mão.

Depois de um longo silêncio, a garota finalmente suspirou e, com um pequeno tremor, segurou a mão dele.

— Certo... Mas não acho que vá adiantar.

Storm sorriu.

— Vamos ver...

Storm levou a garota para um restaurante caro, um dos mais sofisticados da cidade. Assim que entraram, a elegância do ambiente impressionou a jovem, que hesitou por um momento.

"Como você vai pagar por isso tudo?" ela perguntou, ainda desconfiada.

Storm sorriu e, com um gesto da mão, fez aparecer um baú cheio de moedas de ouro diante deles. O garçom, embora surpreso, manteve a compostura e os conduziu até uma mesa reservada para clientes especiais.

"O dinheiro não é um problema para mim. Escolha o que quiser, e não se preocupe com o preço," Storm disse, entregando o cardápio para ela.

A garota folheou as opções, ainda incrédula com a situação. Depois de alguns minutos, decidiu-se por um prato sofisticado que incluía um filé grande e diversos acompanhamentos. Storm, por outro lado, pediu a melhor sopa que o restaurante tinha a oferecer.

Enquanto aguardavam a comida, Storm olhou para a garota e percebeu que ainda não sabia seu nome.

"A propósito, como você se chama?"

A jovem hesitou por um instante, como se ponderasse se deveria contar a ele ou não. Mas algo na presença de Storm a fez se sentir confortável. Finalmente, ela respirou fundo e respondeu:

"Meu nome é Hana Yamada."

“Desculpe, você é o Storm, o famoso herói, certo?” o homem perguntou, com olhos brilhando de excitação.

Storm olhou para ele, sorrindo de forma descontraída. “Sim, sou eu. O que posso fazer por você?”

O homem, claramente nervoso, tirou uma caneta do bolso e uma pequena caderneta. “Eu sou um grande fã! Você pode me dar um autógrafo?”

Storm riu e, com um gesto calmo, assinou a caderneta do homem. "Claro, amigo."

O homem ficou emocionado e, com um olhar de frustração, pegou seu celular. "Eu adoraria uma foto com você, mas meu celular acabou a bateria."

Storm olhou para o homem, ainda sorrindo, e estalou os dedos. Em um instante, o celular do homem brilhou e sua bateria foi carregada por completo, como se por mágica. O homem olhou para o celular e, incrédulo, disse: "Isso... Isso é incrível!"

Storm riu. "Às vezes, você só precisa saber o que fazer."

Eles posaram para a foto juntos, e o homem parecia estar nas nuvens, até que, após a selfie, um alerta apareceu na tela do celular. O pedido de Storm e Hana para o restaurante estava pronto.

“Vamos, Hana. Acho que já está na hora de comer,” Storm comentou, com um sorriso de satisfação enquanto se levantava da mesa.

“Sim, já estava com fome,” Hana respondeu, com um leve sorriso.

Os dois começaram a saborear seus pratos, e Storm, como sempre, estava curioso. “Essa comida é boa, né?”

Hana, sem olhar para ele, respondeu com sinceridade: “Sim, muito boa mesmo.”

Ele olhou para ela, mais sério agora. “Ainda vai querer cometer suicídio?”

Hana não hesitou na resposta, olhando para ele com uma expressão decidida: “A escolha já está decidida. Não há como voltar atrás.”

Storm ficou em silêncio por um momento, analisando as palavras dela. “É... isso é o que veremos.”

Depois de terminar a refeição, eles saíram do restaurante e seguiram para o cinema. Hana havia falado sobre um filme de romance que ela queria ver, mas não tinha condições de pagar. Storm, sem hesitar, comprou os ingressos para os dois.

No cinema, o ambiente estava escuro, com apenas as luzes suaves iluminando o caminho. Eles se acomodaram nas poltronas e, logo, o filme começou. Hana estava totalmente imersa na tela, enquanto Storm, ao seu lado, observava o cenário ao redor.

O filme era exatamente o que ela esperava: uma história de amor, cheia de altos e baixos, onde o casal passava por dificuldades, mas sempre se encontrava no final. Hana parecia realmente feliz, e a cada cena emocionante, uma lágrima teimava em escapar de seus olhos.

Storm olhou para ela de soslaio. Ele podia ver o quanto aquele filme a tocava, como se as histórias de amor a conectassem com algo profundo dentro de si mesma.

Hana, após um tempo, olhou para Storm e sussurrou: “Eu nunca pensei que pudesse ver isso, sabe? Nunca imaginei que teria uma chance.”

Storm olhou para ela, com um brilho em seus olhos. “Talvez seja só o começo.”

E assim, enquanto o filme seguia sua história, os dois estavam imersos em algo maior que o cinema: as possibilidades de suas próprias vidas, caminhos cruzados em um mundo cheio de incertezas.

Após o filme, enquanto as luzes da sala de cinema ainda brilhavam nas telas, Storm levantou-se calmamente, pegando Hana pela mão. "Vamos," disse ele, com um tom firme, mas gentil.

Antes que ela pudesse reagir, ambos desapareceram de imediato. O ambiente ao redor se distorceu, e o som de passos ecoou enquanto eles chegavam a um lugar completamente diferente: um centro psiquiátrico, moderno e acolhedor, projetado para proporcionar um ambiente seguro e de cura. Hana ficou atônita ao perceber onde estavam.

"Você está me levando para um lugar de tratamento?" Hana perguntou, sua voz misturada com desespero e raiva.

Storm a olhou com seriedade, seus olhos penetrantes, mas com uma leveza de compaixão. "Sim, é o melhor lugar para você. O tratamento pode te ajudar."

Ela afastou a mão dele com um gesto impetuoso. "Não, eu não quero ajuda! Eu só quero morrer, de uma vez por todas. Nada vai mudar isso!"

Storm permaneceu calmo e firme, como se já tivesse se preparado para aquele tipo de reação. "Eu já paguei a sua dívida, Hana," disse ele, como se o assunto estivesse fechado.

Ela o olhou com uma mistura de incredulidade e confusão. "Pagar minha dívida? Como assim?"

Storm sorriu ligeiramente. "Isso é um segredo. Mas o que importa é que você não está sozinha, e ninguém mais vai te deixar sozinha nessa."

Ele se aproximou dela, com um tom mais sério agora. "Eu já denunciei seu pai. Os policiais já prenderam ele. E você... você precisa de ajuda. Você merece ter uma chance."

Hana olhou para ele, os olhos se enchendo de lágrimas. A realidade das palavras de Storm parecia tomar forma diante dela. A dor, a solidão, o vazio — tudo parecia estar se desintegrando lentamente com a verdade que ele acabara de revelar.

Ela permaneceu em silêncio por um tempo, mas o peso das palavras começou a atingir seu coração. Ela queria gritar, resistir, fugir daquela situação, mas no fundo sabia que ele estava certo.

Finalmente, com um suspiro, ela olhou para Storm e falou, a voz vacilante: "Eu... eu aceito fazer o tratamento."

Ele assentiu suavemente, um sorriso gentil tocando seus lábios. "Você fez a escolha certa."

Eles entraram na clínica, e ela começou o processo de tratamento. Não seria fácil, e ela sabia disso, mas, pela primeira vez, ela sentia que havia algo, alguém, em quem ela podia confiar.

"Se você sente que não há saída, lembre-se: a dor pode ser temporária, mas sua vida é única e insubstituível. Há pessoas que se importam com você e querem te ver sorrir novamente. Peça ajuda. Você não precisa enfrentar isso sozinho."

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