Hakari continuou refletindo sobre a situação. Se alguém tão poderoso a ponto de comandar uma Indra de nível superior estava tentando eliminá-lo, então isso significava que essa pessoa tinha um plano maior. O mais intrigante era o fato de que essa pessoa sabia que Hakari era forte o suficiente para vencer a Indra com facilidade, mas mesmo assim escolheu enviá-la.
Sentado em sua cama, ele fechou os olhos e relembrou a luta. Durante o confronto, quando leu os pensamentos da Indra, percebeu que ela não estava sozinha. Havia outros monstros, talvez ainda mais poderosos, que poderiam ser enviados em seguida.
— Se essa pessoa realmente quiser me testar, ela continuará mandando adversários fracos para avaliar minhas habilidades… — Hakari murmurou.
Mas havia outra possibilidade: e se tudo fosse uma distração?
Hakari franziu a testa. Talvez o verdadeiro plano não fosse matá-lo diretamente, mas enfraquecê-lo aos poucos, ou até mesmo atacá-lo de uma maneira inesperada.
— Não importa qual seja o objetivo dessa pessoa… — ele pensou. — Se ameaçarem minha família ou as pessoas que eu amo, estarão assinando a própria sentença de morte.
Com esse pensamento firme em sua mente, Hakari finalmente deitou na cama e fechou os olhos. Mas, mesmo enquanto tentava dormir, uma sensação persistente de que algo grande estava por vir não o deixava em paz.
Enquanto encarava o teto do quarto, Hakari começou a se perguntar como seria se um dia ele revelasse sua verdadeira identidade para sua família. Ele era o Deus do Trovão, uma existência divina com poderes além da compreensão humana. Mas, para sua família, ele sempre foi apenas Hakari, o filho mais velho, o irmão de Ayane, alguém normal—ou pelo menos, era assim que ele queria que eles o enxergassem.
Se ele contasse a verdade, eles ainda o tratariam da mesma forma? Ou começariam a vê-lo como algo distante, inalcançável?
Ele não queria que seus pais o olhassem com medo ou respeito exagerado. Ele não queria que Ayane o tratasse como uma entidade divina, e sim como seu irmão mais velho, aquele que sempre esteve ao lado dela.
— Poder não muda quem eu sou… — Hakari pensou.
Mas e se para os outros mudasse?
Seus olhos brilharam por um instante com eletricidade antes de ele fechar os punhos.
— No fim das contas, eu sou Hakari. Não importa se sou um deus ou um humano, minha família é minha família. E se algum dia eu contar, espero que eles continuem me tratando como sempre fizeram.
Com esse pensamento, ele soltou um suspiro e tentou dormir. Mesmo com todo o poder divino em suas mãos, essa dúvida era algo que nem mesmo ele poderia responder sozinho.
Hakari sentiu a presença massiva de poder mágico ainda mais forte do que a Indra de 8 cabeças, e embora o ser fosse incrivelmente poderoso, ele sabia que estava longe de ser uma ameaça para ele. Ele concentrava-se na origem dessa presença, que estava alguns quilômetros de distância, sentindo o poder com mais clareza. Mas o que mais intrigava Hakari era o fato de que, apesar da intensidade da magia, o ser não parecia ser uma ameaça direta, apenas uma força de destruição sem propósito.
Com um suspiro, ele decidiu agir antes que o caos se espalhasse ainda mais pela cidade. "Se existe alguém tentando me testar, então será melhor que eles estejam preparados para enfrentar o próprio Deus do Trovão." Ele pensou, determinado.
Decidiu que era hora de se apresentar de maneira diferente, algo mais imponente e assustador. Ele utilizaria seu poder para não apenas resolver a situação, mas também enviar uma mensagem clara: ninguém, nem mesmo os mais poderosos, poderiam desrespeitar sua cidade ou sua família.
Ele então começou a reunir sua energia elétrica, criando uma roupa preta com tons azuis. Uma máscara negra com detalhes azuis formou-se, e seu cabelo, antes negro, se transformou em um tom profundo de azul, refletindo seu poder divino. Agora, vestido para a batalha, ele estava pronto para enfrentar o que quer que fosse.
Com a agilidade que só alguém com suas habilidades poderia ter, Hakari se teleportou para o local onde a presença mágica estava concentrada. Quando chegou, seus olhos se arregalaram ao ver o cenário: quatro gigantes titãs de lava estavam causando destruição por toda a cidade, suas enormes formas de magma e rocha derretida espalhando caos por onde passavam.
Mas o mais curioso era que Hakari não sentia nenhum tipo de preocupação ou ameaça imediata. "Esses titãs... Não são nada para mim." Ele pensou, então ativou o Raiogan.
O Raiogan brilhou em seus olhos, a visão se expandindo para além do tempo e da realidade. Ele podia ver não apenas o movimento físico dos titãs, mas também suas intenções, seus pontos fracos, até mesmo a energia flutuante ao redor deles. Os titãs estavam incontroláveis, mas não eram muito inteligentes, o que os tornava vulneráveis a estratégias mais refinadas.
Habilidades Ativas:
Aceleração Mental Extrema – Em questão de segundos, Hakari já havia calculado várias maneiras de derrotar os titãs.
Previsão do Futuro – Ele sabia o que os titãs fariam a seguir.
Leitura da Mente – Ele até conseguia perceber as emoções e instintos primitivos dos monstros.
Cópia de Habilidades – Ele poderia copiar qualquer habilidade que visse, mas ele não precisava disso; ele já estava no controle.
Ele invocou então seu Bastão Celestial, que surgiu em sua mão com um flash de raios azuis. A arma, com a aparência de uma elegante e longa lança, estava pronta para a batalha. Com um gesto, Hakari aumentou o tamanho do bastão, fazendo-o crescer até se tornar uma enorme lança, quase do tamanho de um dos titãs, com fios de eletricidade girando em espiral ao redor da lâmina.
"Vou acabar com isso rapidamente." Ele disse para si mesmo.
Com um movimento rápido, Hakari lançou-se em direção ao primeiro titã, que tentou atacar com uma coluna de lava quente. Ele desviou facilmente, sua visão do Raiogan lhe dando todos os detalhes do movimento, e com um único golpe, ele perfurou o coração do titã de lava com sua lança elétrica. O impacto fez o titã desmoronar em uma explosão de pedras e magma, mas Hakari não parou por aí.
Ele rapidamente se virou para os outros três titãs, que começaram a atacar simultaneamente, mas Hakari, com sua aceleração mental e visão precognitiva, esquivava-se e atacava com precisão mortal, destruindo um após o outro. Ele usava a eletricidade que conduzia através de sua arma para aumentar a destruição de cada golpe, derretendo e obliterando a lava com facilidade.
Em questão de minutos, os quatro titãs estavam destruídos, reduzidos a nada mais do que cinzas e fragmentos de rocha. A cidade estava a salvo, mas a mensagem foi clara: ninguém poderia ameaçar a paz sem sofrer as consequências.
Com a missão cumprida, Hakari olhou ao redor, sua mente se acalmando enquanto ele via o estrago que os titãs causaram. Não havia mais caos, mas ele sabia que a batalha contra forças maiores estava apenas começando.
Enquanto se preparava para voltar para casa, Hakari sentiu uma leve pressão em seu peito, um pensamento ecoando em sua mente: "Quem mais estaria mandando essas criaturas? Alguém está testando meus limites. Será que eu deveria me preparar para algo maior?"
Mas por enquanto, ele tinha mais uma coisa a fazer. Antes de retornar, ele fez uma última reflexão: "Vou continuar protegendo aqueles que amo. Nada será mais importante do que isso."
Enquanto Hakari estava se preparando para partir, uma garota que estava escondida nas sombras de um prédio próximo, filmando toda a batalha com os titãs, se aproximou dele com uma expressão de espanto. Ela segurava o celular com as mãos tremendo, ainda processando a cena impressionante que acabara de testemunhar.
Ela se aproximou de Hakari, ainda cautelosa, mas com um olhar curioso e cheio de admiração. Depois de hesitar por um momento, ela finalmente perguntou, sem conseguir conter a pergunta:
— "Você... Quem é você?"
Hakari olhou para ela, sem exibir qualquer emoção, como se sua mente estivesse em outro lugar. Ele sabia que, a essa altura, já havia deixado uma marca na cidade e que, mais cedo ou mais tarde, alguém saberia quem ele era. No entanto, ele não tinha intenções de revelar sua verdadeira identidade — nem de explicar completamente o que estava acontecendo. Então, sem hesitar, ele deu uma resposta que refletia tanto sua natureza divina quanto seu desejo de manter certa privacidade.
— "Eu sou Storm, o Deus do Trovão e super-herói."
A garota, boquiaberta, ficou em silêncio por um instante, processando aquelas palavras. Ela nunca imaginou que encontraria alguém tão poderoso e enigmático, alguém que afirmasse ser um deus. Sem saber exatamente como reagir, ela rapidamente se recuperou e olhou para o celular em suas mãos.
— "Isso é... inacreditável!" Ela disse, enquanto seus dedos começavam a digitar rapidamente, sem pensar, enquanto capturava as últimas imagens da cena com os titãs derrotados.
Com o rosto iluminado por uma mistura de incredulidade e excitação, ela postou o vídeo na internet, com uma legenda simples, mas poderosa:
"STORM, O DEUS DO TROVÃO E SUPER-HERÓI, ACABA DE DERROTAR 4 TITÃS DE LAVA! #StormGod #SuperHero #Trovão #LavaTitans"
O vídeo rapidamente se espalhou pela internet, sendo compartilhado por milhares de pessoas, e logo a identidade de "Storm" foi confirmada como algo que a população não conseguia mais ignorar. O nome do "Deus do Trovão" se espalhou, e as discussões sobre quem ele realmente era e o que ele significava para o futuro do mundo começaram a dominar as redes sociais.
Hakari observou a garota por um momento, mas não se importou com o vídeo ou com a atenção que ele já começava a receber. Ele sabia que sua verdadeira missão estava muito além disso, e a popularidade seria apenas uma consequência das suas ações. Com um olhar impassível, ele deu as costas à garota e começou a se afastar.
Mas antes que pudesse ir embora, ele parou por um momento e, com um tom firme, disse:
— "Lembre-se, a verdade sobre quem sou vai além de um simples nome. O futuro de todos depende disso."
A garota, agora completamente absorvida pela situação, apenas acenou com a cabeça enquanto observava Storm desaparecer na escuridão da noite, deixando para trás uma cidade que começava a se perguntar o que o verdadeiro "Deus do Trovão" faria a seguir.
E enquanto o vídeo se espalhava pelas redes sociais, o mundo começava a se questionar: Quem seria Storm, realmente? E o que ele queria de verdade?
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Atualizado até capítulo 25
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