Tragédia, angústia e desespero.

Kïnner e Künner haviam recebido a missão de neutralizar Siz, e agora se viam no mundo dos humanos, observando um campo escuro à distância. O cenário era sombrio, mas a presença de Siz, que se movia com confiança enquanto destruía demônios fracos, trouxe uma nova tensão ao ambiente. Os irmãos se esconderam entre as sombras, mas logo perceberam que algo estava errado.

Siz, com um olhar penetrante, parecia estar ciente da presença deles. Seus olhos, frios e descontentes, se destacavam na silhueta, como se pudessem ver além das sombras.

— Ele nos viu! — sussurrou Kïnner, sua voz tremendo de medo.

Künner, com seu rabo de coelho balançando nervosamente, olhou para seu irmão. — Precisamos atacar!

Com um movimento rápido, ambos avançaram em direção a Siz. Kïnner liberou seu fogo vermelho, enquanto Künner conjurou cristais rosas, preparando-se para um ataque combinado. Mas a habilidade de Siz era impressionante. Ele desviou com facilidade, movendo-se rapidamente e desferindo um combo de socos e pancadas que surpreendeu os dois demônios.

O impacto de seus golpes foi devastador. Kïnner e Künner foram lançados contra árvores próximas, quebrando-as como se fossem palitos de fósforo. Eles estavam apavorados, nunca tendo enfrentado um oponente tão forte antes.

Enquanto isso, os irmãos pecados assistiam à transmissão feita por Lamar, que usava suas habilidades para projetar a batalha. O salão estava em silêncio, todos observando com expressões de surpresa e preocupação. Lúcifer, sentado em seu trono, já sabia que a situação estava prestes a se complicar.

Siz, determinado a acabar com a luta, estava prestes a preparar uma bola de fogo cinza. A energia pulsava em suas mãos, e ele se sentia fortalecido pela luta. Mas, antes que pudesse lançar seu ataque final, algo inesperado ocorreu.

Lamar e Belzebu, percebendo a gravidade da situação, rapidamente apontaram suas flechas — uma de sonhos e a outra de mel. As flechas eram armas poderosas, cada uma com um efeito único. Com precisão, dispararam em direção a Kïnner e Künner, capturando-os em um instante.

As flechas atingiram os demônios, e antes que pudessem reagir, ambos foram puxados de volta para o submundo, desaparecendo em um brilho ofuscante.

Mas o efeito das flechas não parou por aí. A flecha dos sonhos atingiu o olho direito de Siz, enquanto a de mel atingiu sua mão esquerda. A sensação de um sono profundo começou a tomar conta dele, como se uma onda de calma o envolvesse. Ele caiu ao chão, a energia que o sustentava se dissipando.

Agora, Siz se encontrava em um estado vulnerável, quase inconsciente. A missão que deveria ser uma simples limpeza de área para a Hidra tornou-se um pesadelo. Ele estava sozinho, ferido e cercado por sombras, enquanto a batalha contra os demônios e as forças obscuras continuava a se desenrolar ao seu redor, deixando um rastro de incerteza e perigo.

Siz estava deitado no chão, a chuva caindo ao seu redor, cada gota parecendo um lembrete cruel da sua fragilidade. O frio da água misturava-se à dor que pulsava em seu corpo, e ele sentia como se estivesse quase morrendo. A escuridão ameaçava engoli-lo, e ele não sabia o que aconteceria a seguir. Com um esforço, fechou o único olho que restava, tentando se concentrar nas memórias de seus amigos e na vida que havia deixado para trás.

A escolha de se unir à Hidra o afastara deles, e a dor dessa separação o consumia. Ele se lembrava das risadas, das batalhas lado a lado, do apoio incondicional que sempre encontrara em Siz, Zangi e Gaal. A última palavra que conseguiu murmurar, antes que a escuridão o envolvesse completamente, foi um suave e melancólico “Sayonara...”.

A inconsciência tomou conta dele, e enquanto seu corpo se entregava à escuridão, uma força estranha começou a se manifestar. Insernos, em pedaços e fragmentado, observou o corpo de Siz. A emoção que antes parecia distante agora se tornava uma realidade palpável.

— Finalmente, meu hospedeiro... — murmurou Insernos, a voz cheia de expectativa. Ele tocou as flechas que haviam atingido Siz, absorvendo suas energias. Em um instante, a escuridão que o cercava começou a se unir, e com um movimento fluido, ele entrou pelo olho ferido de Siz, buscando um novo lar.

Horas depois, Siz acordou em uma sala de hospital, o ambiente limpo e iluminado, mas ele sentia uma confusão crescente. A dor de cabeça latejante e a tontura o deixavam desorientado. Ele se esforçou para se levantar, mas a sensação de fraqueza o fez deitar novamente na cama. A última coisa que lembrava eram as flechas e o frio da chuva.

Nesse momento, Yasn entrou, visivelmente nervoso, sua expressão preocupada. Ao ver Siz acordado, ele correu até a cama, a ansiedade evidente em seus olhos.

— Siz! Graças ao inferno, você está acordado! — exclamou Yasn, um misto de alívio e medo na voz. — Nós te encontramos rastejando, coberto de sangue. O que aconteceu?

Siz olhou para Yasn, confuso e tentando juntar as peças. Ele balançou a cabeça, tentando afastar a neblina.

— Eu... não sei. Eu desmaiei... apenas desmaiei no chão — respondeu ele, sua voz arrastada. — Não lembro de nada depois das flechas.

Yasn franziu a testa, a preocupação crescendo. — Você estava em um estado crítico. Pensei que não ia conseguir te trazer de volta. O que aconteceu antes disso?

Siz hesitou, tentando reconstruir os eventos em sua mente, mas tudo o que conseguiu recordar era a dor e a escuridão que o envolviam.

— Eu só... não consegui controlar a situação — disse ele, sua voz fraca. — Eu não lembro...

Yasn observou Siz, notando a luta interna em seu olhar. Ele sabia que algo havia mudado, mas não conseguia identificar o que. O silêncio na sala era pesado, e a tensão pairava no ar.

— Você precisa descansar — disse Yasn, tentando acalmá-lo. — Vamos descobrir o que aconteceu. A Insurgência está aqui, e eles têm planos. Você não está sozinho.

Enquanto Yasn falava, Siz sentiu uma estranha sensação se formando dentro dele. Era como se algo estivesse despertando, algo que ele não compreendia completamente. Ele fechou os olhos por um momento, tentando se conectar com a nova realidade que o cercava, sem saber que a presença de Insernos agora habitava seu corpo, pronta para se manifestar.

......continua......

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