No submundo, a atmosfera estava carregada de expectativa e tensão. Malzalun havia convocado uma reunião urgente, e os irmãos começaram a chegar ao salão escuro e imponente, onde as sombras dançavam nas paredes. As vozes sussurrantes e os olhares desconfiados se misturavam em um turbilhão de emoções enquanto cada um tomava seu lugar.
Acima de todos, no seu trono majestoso, Lúcifer observava. Seu olhar era penetrante, mas ele permanecia nas sombras, aguardando o momento certo para se revelar. Ele sabia que a dinâmica entre os irmãos poderia mudar a qualquer instante, dependendo do que Malzalun tinha a dizer.
— Agradeço a presença de todos — começou Malzalun, sua voz forte ecoando pelo salão. — Venho com informações que podem afetar a todos nós.
Os irmãos se acomodaram, a curiosidade crescendo. Malzalun gesticulou para Lamar, que projetou uma imagem de Siz, um humano que havia se destacado nas operações da Hidra.
— Este é o ser que ameaça quase todo o submundo — continuou Malzalun. — Um simples humano, mas com habilidades que desconhecíamos.
Os murmúrios começaram entre os irmãos, muitos deles céticos. Migael, incapaz de conter sua raiva, levantou-se.
— Como um simples humano poderia nos ameaçar? Isso parece bobagem, Malzalun! — exclamou, sua voz cheia de desdém. — Estamos lidando com demônios, e você fala de um mero mortal?
Malzalun respirou fundo, mantendo a calma diante do desdém de Migael. — Este humano possui uma habilidade que, embora fraca, é devastadora. Ele pode "apagar demônios". O fogo cinza que ele manipula, mesmo sendo considerado o mais fraco, possui o poder de queimar um demônio completamente, apagando-o da existência. Nem mesmo Lúcifer poderia impedir isso.
A sala ficou em silêncio, a gravidade das palavras de Malzalun começando a se instalar nas mentes dos presentes. Cochichos começaram a se espalhar, enquanto as expressões variavam entre incredulidade e preocupação. Lúcifer, ainda oculto nas sombras, sentiu uma onda de inconformidade, mas permaneceu em silêncio, observando a reação de seus filhos.
— O que você quer dizer com "apagar"? — questionou Lascívia, a curiosidade em sua voz misturada ao temor. — Isso não pode ser real. Um humano com tal poder?
— É real — respondeu Malzalun, sua voz se tornando mais firme. — Ele já provou ser uma ameaça em suas interações com os demônios. E, se não agirmos rapidamente, poderemos perder o controle sobre o submundo.
— O que você sugere? — perguntou Belzebu, sua voz grave e ponderada. — Precisamos de um plano para lidar com isso.
— Precisamos encontrar este humano e neutralizá-lo antes que ele se torne um problema maior. — Malzalun olhou ao redor, captando as reações de cada irmão. — Se ele pode realmente apagar nossos irmãos, não podemos subestimar essa ameaça.
Os cochichos aumentaram, e Lúcifer, observando tudo, percebeu a necessidade de intervir. Ele se inclinou para frente em seu trono, sua presença dominadora fazendo com que todos se calassem instantaneamente.
— Malzalun, você tem razão em levar isso a sério — disse Lúcifer, sua voz profunda ressoando como um trovão. — No entanto, a forma como vocês abordam essa situação é crucial. Lidar com humanos sempre foi uma questão delicada.
— Concordo, Pai — respondeu Malzalun, sentindo o peso da autoridade de Lúcifer. — Precisamos agir, mas com cautela.
— Então, preparem-se — disse Lúcifer, sua voz firme e autoritária. — Rastreiem esse humano e descubram mais sobre suas habilidades. Se ele for realmente uma ameaça, nós o enfrentaremos. Mas não subestimem a importância de entender seu poder antes de agir.
Enquanto a reunião prosseguia, uma imagem animada surgiu nas paredes do salão, mostrando o fogo cinza de Siz consumindo o demônio lagarto. A cena era impactante; o lagarto não se movia, preso em um estado de tortura, e a intensidade do fogo parecia refletir a força de Siz. O silêncio pairava sobre os presentes, enquanto a gravidade da situação começava a se tornar mais clara.
Os murmúrios voltaram a surgir entre os irmãos, e a tensão aumentou. Alguns começaram a pensar em estratégias, e rapidamente a discussão se transformou em uma proposta de ação.
— Precisamos agir antes que ele se torne um problema maior — sugeriu um dos irmãos, sua voz decidida. — O que acham de uma votação? Künner ou Kïnner poderiam lidar com ele. Eles são mais fracos, mas, com a ajuda dos poderes que temos, não seria um trabalho difícil.
— Concordo — disse Lascívia, olhando para os outros. — Ambos têm as habilidades necessárias para neutralizar um humano. Além disso, a distração que eles podem causar pode abrir espaço para nós.
— É verdade — acrescentou Malzalun, observando a imagem do lagarto em chamas. — Um ataque rápido e coordenado pode ser o suficiente para eliminar essa ameaça. Não podemos permitir que Siz encontre aliados ou se fortaleça.
Os murmúrios começaram a se intensificar, enquanto os irmãos discutiam a melhor abordagem. Künner e Kïnner, embora considerados mais fracos, eram ágeis e furtivos, e suas habilidades poderiam ser utilizadas para matar ou neutralizar Siz de forma rápida e eficaz.
— Künner, com sua aparência de criança, pode se infiltrar e enganar o humano — sugeriu Malzalun. — E Kïnner pode usar sua desconsideração para desviar a atenção. Juntos, eles teriam uma chance real.
A ideia parecia atraente para muitos, e logo a votação começou. Cada irmão levantou a mão para indicar sua escolha, e a maioria parecia favorável à ideia de enviar Künner e Kïnner. A determinação crescia a cada segundo, e a imagem do lagarto queimando servia como um lembrete da urgência em lidar com a nova ameaça.
— Então está decidido — afirmou Malzalun, com um sorriso satisfeito. — Que Künner e Kïnner sejam enviados para lidar com Siz. Não deixaremos que ele se torne um obstáculo em nosso caminho.
......continua......
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Atualizado até capítulo 42
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