confronto, raiva e desconcido

Siz subia de volta para o setor 10, a superfície da base, tentando se afastar das tensões acumuladas nos setores inferiores. Enquanto caminhava, perdido em seus pensamentos, ouviu passos de metal ecoando atrás dele. Ele parou e, para sua surpresa, os passos também se silenciaram. Uma sensação de desconforto percorreu sua espinha, e ele se virou lentamente.

Ali estava Assalt, um robô com uma inteligência artificial independente, encarando-o com um olhar sádico. A pele humana que cobria seus componentes metálicos dava-lhe uma aparência quase real, mas o brilho frio em seus olhos era inconfundível.

— Olha só quem temos aqui. O grande Siz — Assalt disse, sua voz carregada de sarcasmo. — Perdeu algo na cara? Ou está apenas tentando se esconder da verdade?

Siz revirou os olhos, ignorando a provocação. Não estava a fim de se envolver em joguinhos mentais, especialmente com alguém que parecia se divertir com o sofrimento alheio.

— Você realmente precisa parar de falar besteira — Siz respondeu, a paciência começando a se esgotar. Ele se aproximou de Assalt, apontando o dedo em seu rosto. — Você está falando demais para a sua própria segurança.

Assalt sorriu, um sorriso que não chegava aos olhos.

— Ah, mas você sabe como é, Siz. A verdade dói. E, se você parar para pensar, talvez o verdadeiro traidor aqui seja você. Afinal, foi você quem acordou primeiro após o incidente na vila, não foi?

Siz rangia os dentes, a raiva crescendo dentro dele. Ele não tinha tempo para as insinuações de Assalt.

— Se você não calar a boca, vou te jogar nas sucatas — Siz ameaçou, a voz baixa e cheia de tensão. Ele sabia que Assalt estava apenas tentando provocá-lo, mas não poderia permitir que isso o abalasse.

Assalt apenas o observou, a expressão de superioridade estampada em seu rosto. Era claro que ele estava se divertindo com a situação, mas Siz não estava disposto a dar o gostinho a ele.

Siz, percebendo que não iria adiantar discutir mais, decidiu que era melhor se afastar. Ele já conhecia o jogo de Assalt e sabia que o robô estava apenas tentando se sentir superior, usando as provocações para provocar uma reação.

Com um último olhar desdenhoso, Siz virou-se e começou a caminhar, determinado a ignorar o robô e suas provocações. O que importava agora era encontrar Gats e descobrir o que realmente estava acontecendo. Ele não podia se deixar distrair por alguém que estava mais interessado em brincar de vilão do que em enfrentar a realidade.

{novos personagens desbloqueados: Capitão Macarte e Assalt}

Enquanto Siz caminhava pelo corredor, seu olhar foi atraído pelo brilho do celular em seu bolso. Ele parou por um momento e retirou o dispositivo, vendo uma mensagem de uma das pessoas responsáveis por designar missões relacionadas ao "exorcismo" de demônios, fantasmas ou outras entidades sobrenaturais. O coração de Siz acelerou ao ler a mensagem: uma missão no antigo mangueiral de uma cidade vizinha àquela em que nasceu.

A lembrança do lugar trouxe à tona uma onda de emoções, e ele sabia que passar pela casa dos pais seria algo complicado. O clima tenso de memórias e sentimentos não resolvidos o assombrava, mas a urgência da missão rapidamente tomou conta de sua mente. A missão era classificada como de alto risco, um demônio estava à solta, e o protocolo exigia que fosse feita em grupo. No entanto, Siz não estava disposto a esperar.

Com uma determinação renovada, ele decidiu que iria sozinho. Ele não queria envolver ninguém mais em seu dilema emocional, e, além disso, a ideia de encarar o demônio sem a pressão de outros o deixava mais confortável. Ele aceitou a missão, sentindo uma adrenalina familiar pulsar em suas veias.

Siz se dirigiu ao escritório de seu superior, o Capitão Macarte. Ao entrar, encontrou o capitão examinando alguns documentos em sua mesa, a expressão séria e concentrada.

— Capitão — Siz disse, com a voz firme. — Preciso falar sobre uma missão.

Macarte levantou os olhos, avaliando Siz com uma expressão que misturava curiosidade e preocupação.

— O que foi, Siz? — perguntou ele, gesticulando para que o jovem se aproximasse.

— Recebi uma missão para o antigo mangueiral em Monte Castelho — começou Siz. — É um caso de demônio, e eu pretendo ir lá resolver alguns assuntos.

O Capitão Macarte franziu a testa, claramente relutante.

— Você sabe que essa missão é de alto risco, não sabe? O protocolo exige que você vá em grupo. Não posso autorizar que você vá sozinho.

Siz respirou fundo, tentando conter a frustração. Ele sabia que as regras eram feitas para segurança, mas sua determinação era mais forte.

— Eu compreendo, Capitão. Mas eu preciso fazer isso. Preciso enfrentar esse demônio e, mais importante, preciso lidar com minhas próprias questões. Ir sozinho é a única maneira que eu vejo de fazer isso.

Macarte observou Siz por alguns momentos, analisando sua expressão. Havia um misto de preocupação e respeito na maneira como ele o olhava. Finalmente, o capitão suspirou e balançou a cabeça.

— Muito bem, Siz. Se você acredita que pode lidar com isso, eu não posso impedi-lo. Mas você deve estar ciente dos riscos. Você vai precisar de toda a sua habilidade e foco para lidar com essa situação.

Siz assentiu, aliviado por ter o apoio do capitão, mesmo que relutante.

— Agradeço, Capitão. Não vou decepcioná-lo.

Com isso, Siz deixou o escritório, sua mente já se preparando para a missão que o aguardava. Ele sabia que a jornada para o mangueiral seria cheia de desafios, mas a ideia de enfrentar não apenas o demônio, mas também seus próprios fantasmas, o motivava a seguir em frente.

Enquanto caminhava em direção à saída, ele se sentiu fortalecido. Era hora de enfrentar seu passado e lidar com as sombras que o assombravam. A missão no antigo mangueiral não era apenas uma oportunidade de exorcizar um demônio; era também uma chance de confrontar tudo o que ele havia evitado por tanto tempo. E, com essa determinação, Siz se preparou para o que estivesse por vir.

...Continua ...

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Bea Rdz

Bea Rdz

Química incrível!

2025-02-18

2

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