Tentáculos, profundezas e trevas

lNos Estados Unidos, uma nova base da Insurgência havia sido estabelecida em uma área remota, cercada por florestas densas e montanhas. O que tornava aquele local ainda mais peculiar era uma cratera colossal que dominava a paisagem. A cratera era profunda e escura, e ao olhar para dentro, notava-se uma substância completamente negra, que parecia absorver toda a luz ao seu redor. A sensação era de que a cratera era um abismo sem fundo, um portal para o desconhecido.

As equipes da Insurgência estavam trabalhando incansavelmente, unindo esforços com membros da Hidra e da Distrito para investigar o mistério daquela cratera. Havia um frenesi de atividade na base, com cientistas e soldados se movendo rapidamente, discutindo possibilidades e preparando equipamentos. A colaboração entre as três organizações era um sinal de que a situação era mais séria do que aparentava.

Após muitas discussões e preparações, decidiram enviar um microfone até o fundo da cratera, com a esperança de captar qualquer som que pudesse indicar o que existia lá embaixo. A tecnologia moderna permitia que eles enviassem o dispositivo com segurança, e, após alguns minutos de tensão, finalmente ouviram um estalo no sistema.

O silêncio foi quebrado quando os operadores da base começaram a ouvir a transmissão. No início, havia apenas estática, mas logo uma respiração profunda e ritmada começou a ressoar através dos alto-falantes. Era uma respiração que não se assemelhava a nada que conheciam: não era humana, nem animal, nem mesmo demoníaca. Era algo que parecia transcender todas as classificações conhecidas.

Os cientistas trocaram olhares, a tensão crescendo, enquanto a respiração continuava, um som quase hipnótico que parecia vibrar na espinha de todos os presentes.

— O que é isso? — perguntou um dos pesquisadores, a voz tremendo levemente.

— Não sei... — respondeu outro, seu olhar fixo na tela que mostrava os dados do microfone. — Mas precisamos investigar mais a fundo. Essa respiração... é como se algo estivesse vivo lá embaixo.

A equipe sabia que estavam lidando com algo que desafiava a lógica. A cratera não afetava a terra ao redor, e a substância negra absorvia toda a luz, criando uma aura de mistério que não podia ser ignorada. Era uma situação que exigia cautela, mas a curiosidade e a necessidade de respostas estavam empurrando-os para frente.

— Precisamos de mais informações — disse o comandante da base, sua voz autoritária cortando o nervosismo no ar. — Preparem um dispositivo de vídeo. Vamos explorar mais a fundo.

Enquanto a equipe da Insurgência se preparava para investigar a origem da respiração, um barulho inesperado cortou o silêncio. Era um som gosmento, como se algo grudento estivesse passando perto do microfone. Todos na sala se congelaram, a tensão aumentando à medida que o som se aproximava.

Então, uma voz bizarra e distorcida ecoou através do sistema de som, cada palavra parecendo vibrar com uma energia estranha.

— O que é aquilo? — a voz perguntou, cheia de curiosidade e um toque de hostilidade.

Um dos operadores, tomando coragem, decidiu responder.

— Isso... isso é um microfone — disse ele, a voz trêmula, mas firme.

Houve um momento de silêncio, e então a criatura, que parecia adotar uma forma nebulosa, perguntou:

— Onde estou?

Os membros da equipe se entreolharam, nervosos, mas o comandante, percebendo a importância da situação, respondeu com cautela.

— Você está na superfície da Terra, em uma base de pesquisa. Esta cratera está sendo estudada.

A resposta fez a criatura hesitar por um instante, antes de se identificar.

— Eu sou Insernos — disse a voz, agora mais clara, mas ainda distorcida. — Um demônio de nível classe arcana anciã. Estou em busca de um hospedeiro, ou talvez... de um corajoso que consiga aguentar meu poder.

O impacto das palavras de Insernos caiu sobre a equipe como uma onda. A classe arcana anciã era conhecida por ser a mais poderosa entre os demônios, e a possibilidade de que um ser tão forte estivesse à espreita na cratera gerou uma mistura de terror e fascínio.

— O que você quer de nós? — perguntou um dos cientistas, a voz hesitante.

— Eu busco um corpo que possa suportar minha essência — respondeu Insernos, a voz ressoando com uma força que parecia abalar o próprio microfone. — Mas não sou uma força a ser temida, a menos que você escolha ser meu hospedeiro. Para aqueles que não têm coragem, eu posso ser uma bênção... ou uma maldição.

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