Mesmo com a dor pulsante em seu braço, Siz não hesitou. Com movimentos ágeis, ele começou a criar símbolos no ar com a mão, cada um deles brilhando com uma energia cinza intensa. Os símbolos rodearam sua mão, formando uma aura protetora e poderosa. Com um grito de determinação, ele disparou para frente, desferindo uma série de socos que levantaram o lagarto demoníaco, fazendo-o perder o equilíbrio.
Siz sentiu a adrenalina correr em suas veias enquanto atacava. Cada soco parecia mais forte, mais preciso. Ele finalmente acertou um poderoso golpe na barriga do lagarto, e, com isso, uma explosão de fogo cinza irrompeu, consumindo o demônio em chamas. O grito do lagarto ecoou pelo mangueiral enquanto ele era exorcizado, sua forma grotesca se desintegrando sob a força do fogo purificador.
Ainda respirando pesadamente, Siz retirou o celular do bolso e olhou para a tela. Lembrou-se da missão: ele precisava levar o demônio. Com um suspiro, ele pegou um item que parecia uma cruz branca, um artefato sagrado que ele sempre carregava para essas ocasiões.
Ele lançou a cruz em direção ao demônio em chamas, e, para sua surpresa, a cruz pareceu atrair o ser como se uma força invisível o estivesse sugando. O lagarto desapareceu dentro da cruz, como se sua essência estivesse sendo capturada. Siz sentiu um alívio ao ver que havia cumprido sua tarefa. Ele pegou a cruz e a guardou no bolso, ciente de que agora o demônio não poderia mais causar mal.
Mas a batalha ainda não havia terminado. Ele sentiu uma onda de compaixão e responsabilidade. Com um gesto decidido, Siz fechou os olhos e se concentrou, tentando sentir se havia alguma alma acorrentada àquele lugar sombrio, alguma presença que estivesse presa e precisasse de libertação.
Enquanto sua mente se acalmava, ele começou a perceber uma leve energia ao seu redor. Ele sentiu a presença de uma alma, uma essência que parecia perdida e angustiada. Abrindo os olhos, Siz se dirigiu para a direção da energia, o coração batendo forte.
Quando chegou mais perto, ele viu uma sombra tênue, uma forma indistinta que tremia como se estivesse lutando para se manifestar. Com cuidado, Siz estendeu a mão, tocando a sombra com delicadeza. Ao fazer isso, uma onda de fogo cinza surgiu novamente, envolvendo a alma em um calor suave, mas purificador.
— Vá em paz — murmurou Siz, sentindo a leveza da alma se desprender daquele lugar. — Você não precisa mais sofrer.
A alma começou a brilhar, e a sensação de dor e angústia se dissipou, deixando apenas um rastro de luz. A sombra se transformou em uma aura resplandecente, e Siz a viu subir para longe, em direção a um lugar melhor. A luz o envolveu por um momento, trazendo uma paz inexplicável.
Quando a luz finalmente desapareceu, Siz sentiu que tinha feito algo significativo. Ele havia não apenas derrotado um demônio, mas também libertado uma alma presa, uma ação que lhe trouxe uma sensação de realização.
Com um último olhar para o mangueiral, Siz sabia que ainda havia muito a ser feito, mas aquela batalha era um passo importante em sua jornada. Ele se virou, decidido a encontrar seu caminho de volta, levando consigo não apenas a cruz com o demônio, mas também a certeza de que suas ações poderiam fazer a diferença, mesmo em meio à escuridão.
{espere...}
Siz hesitou antes de passar pela cidade, seu instinto o guiando a seguir um caminho de terra que o levou até o antigo castelo em ruínas. As pedras desgastadas e o ar pesado de história não o intimidaram; em vez disso, aumentaram sua determinação. Ao empurrar a porta, o rangido ecoou pelos corredores iluminados pela luz da lua, criando uma atmosfera quase mágica, mas carregada de um pressentimento sombrio.
Enquanto explorava os corredores, algo chamou sua atenção. Uma porta entreaberta, quase como se estivesse convidando-o a entrar. Ele se aproximou cautelosamente, a lanterna na mão iluminando o interior do quarto. O que viu o deixou em choque: paredes cobertas com anotações, fotos de pessoas com marcas estranhas. Algumas tinham um "X" indicando que haviam sido eliminadas, enquanto outras eram circundadas, como se fossem alvos. Mas o que realmente o abalou foi uma foto que destacava seu próprio rosto, cercado por um coração desenhado.
Confuso e inquieto, Siz pegou um dos papéis, tentando entender o que estava acontecendo. O nome escrito nele era familiar, mas ele não tinha tempo para decifrá-lo. O medo e a urgência o impulsionaram a fechar a porta rapidamente, sentindo que não podia ficar ali por mais tempo.
Ele ligou para o Capitão Macarte, sua voz firme, mas com um toque de urgência.
— Capitão, a Hydra voltou. O mangueiral parece ser uma espécie de base provisória. Preciso que envie uma equipe para investigar — disse ele, suas palavras rápidas e decididas.
Após desligar, Siz percebeu a gravidade da situação. A Hydra, uma antiga corporação que antes caçava demônios, agora se tornara uma entidade obscura que utilizava demônios para seus próprios fins. A rivalidade com a DristitoX havia se intensificado até que, em 1946, a Hydra caiu, mas agora, com rumores de seu retorno, Siz sentia que a batalha estava longe de terminar.
Antes de sair, ele decidiu pegar alguns documentos que estavam à vista. Com cuidado, Siz escondeu três papéis em sua bolsa: um sobre demônios arcanos, outro sobre técnicas arcanas proibidas, e um terceiro que parecia ser uma lista de alvos. Ele sabia que esse conhecimento poderia ser crucial mais tarde.
Com a mente ainda girando de informações, Siz saiu do castelo e voltou para a avenida. Ao chegar, notou que uma equipe da DristitoX já havia chegado, pronta para investigar a situação. Ele os apontou na direção do mangueiral, explicando onde havia encontrado as evidências e onde estavam as coisas.
Depois de dar as instruções, Siz pegou sua moto, bateu o pedal para baixo e seguiu em direção à antiga casa da família. A estrada se estendia à sua frente, e enquanto acelerava, a adrenalina misturava-se a uma sensação crescente de responsabilidade. Ele sabia que a Hydra estava começando a se mover novamente, e isso significava que ele teria que se preparar para um confronto que poderia mudar tudo.
A sombra do que estava por vir pairava sobre ele, mas Siz estava determinado a enfrentar qualquer desafio que surgisse em seu caminho. Ele não estava sozinho; o peso das histórias de sua família e a luta contra as forças malignas o impulsionavam a seguir em frente, em busca de respostas e da verdade que havia se escondido por tanto tempo.
......continua......
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 42
Comments