A escola estava silenciosa àquela hora, mas entre Helena, Ezra e Lilith, o jogo continuava.
Dessa vez, porém, não era apenas sobre expor segredos dos outros.
Era sobre Helena.
— Você está evitando a verdade, Helena. — Ezra murmurou, encostado na parede, o olhar fixo nela.
Lilith se aproximou por trás, sua presença fria, mas intrigante.
— O que te assusta mais? Descobrir que nós queremos mais do que apenas brincar com verdades… ou perceber que você talvez queira o mesmo?
Helena riu.
Mas foi um riso curto.
Ela nunca hesitou. Nunca foi pega de surpresa.
Então, por que agora seu coração estava acelerado?
Ezra e Lilith estavam muito perto.
Helena podia sentir os olhares, as intenções não ditas.
Eles estavam testando ela de um jeito diferente agora.
E ela não sabia se queria ganhar ou perder esse jogo.
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O Primeiro Segredo
Para escapar da pressão daquele momento, Helena mudou de assunto.
— Alguém tem um segredo novo para expor?
Lilith sorriu.
— Na verdade, sim. E esse é bem sujo.
Ezra arqueou uma sobrancelha.
— Estou ouvindo.
Lilith cruzou os braços e lançou um olhar para Helena.
— O professor Álvaro.
Helena estreitou os olhos.
— O de literatura?
Lilith assentiu.
— Querem um palpite do que ele esconde?
Ezra suspirou.
— Vamos lá, me surpreenda.
Lilith então revelou:
— Ele tem um caso com uma aluna.
Helena deu um meio sorriso.
— Isso não é surpreendente.
— A aluna tem 15 anos.
O sorriso de Helena desapareceu.
Ezra estalou a língua.
— Agora ficou interessante.
Helena sentiu algo diferente.
Ela nunca se importou com o peso da verdade, apenas com a diversão de revelá-la.
Mas algo nesse caso… incomodou.
— Como você descobriu? — perguntou.
Lilith sorriu.
— Digamos que eu vi a troca de mensagens.
Ezra olhou para Helena.
— O que vamos fazer com isso?
Helena ficou em silêncio.
Mas pela primeira vez…
Ela não queria apenas jogar.A noite estava fria, mas dentro da escola, o ar parecia pesado, carregado de algo denso e invisível. Helena, Ezra e Lilith estavam juntos, mas dessa vez, o jogo parecia diferente.
Helena não sentia mais aquele prazer habitual ao revelar uma verdade sombria.
Ela sentia… raiva.
— Você quer destruir o professor Álvaro, não é? — Ezra perguntou, percebendo o olhar de Helena.
Ela não respondeu de imediato.
Lilith sorriu de canto, como se já soubesse a resposta.
— Você nunca se importou com as consequências antes. O que mudou?
Helena cruzou os braços.
— Nada mudou. A verdade continua sendo a verdade. Mas algumas são mais nojentas que outras.
Ezra e Lilith se entreolharam.
— Então, o que vamos fazer? — Lilith perguntou, inclinando-se levemente para Helena.
— Eu tenho um plano.
E dessa vez, não seria apenas um jogo.
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O Caçador Caçado
Na manhã seguinte, o professor Álvaro entrou na sala de aula, como se nada estivesse errado.
O homem era bem-apessoado, tinha aquele ar de intelectual charmoso que enganava os ingênuos.
Mas Helena sabia.
E agora, toda a escola saberia.
Quando ele se virou para escrever no quadro, a voz de Lilith ecoou pela sala:
— Professor, o que significa essa mensagem?
No telão da sala, conectado ao projetor, estava um print.
Uma conversa entre ele e a aluna.
Mensagens íntimas. Convites. Insinuações.
Prova irrefutável.
A sala ficou em silêncio absoluto.
O professor Álvaro congelou.
— Quem… Quem fez isso?!
Helena se levantou devagar, com um sorriso cortante.
— A verdade tem um jeito engraçado de aparecer, não é?
O caos se instalou.
Os alunos cochichavam, os celulares filmavam, alguns riam, outros apenas encaravam horrorizados.
O professor tentou argumentar, tentou apagar a tela, tentou fugir.
Mas já era tarde.
Porque Helena nunca errava um alvo.
E dessa vez, ela quis destruir.
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O Que Vem a Seguir?
Com o professor desmascarado, a escola nunca mais seria a mesma.
Mas… o que Ezra e Lilith realmente querem de Helena?
E será que Helena, pela primeira vez, se importou com algo além do jogo?
A verdade ainda não acabou.
E esse foi só o começo.
Ela queria destruir.
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Atualizado até capítulo 32
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