A noite caiu com um peso estranho, como se o ar ao meu redor estivesse denso, quase sufocante. Quando abri a porta de casa, o ambiente parecia mais escuro do que o normal, e o silêncio era garantido. Meus sentidos estavam em alerta, algo estava errado, uma sensação estranha…
— Você demorou. — A voz de Felipe ecoou pela sala.
Lá estava ele, sentado no sofá, mas algo em sua postura estava diferente. Seus ombros caídos, o olhar fixo e as mãos inquietas revelaram um estado alterado. Havia algo quase animalesco nele, uma agressividade latente que fazia meu coração acelerar.
— Estava ocupado. Trabalhando, sabe? — respondi, tentando manter a calma.
Ele riu, mas o som era vazio, cheio de cinismo. Levanto-se com um movimento brusco e veio em minha direção. O cheiro que emanava dele era uma mistura de álcool e algo mais pungente, algo que não reconheci de imediato. Seus olhos estavam avermelhados, injetados de algo que não era apenas raiva.
— Trabalhando... sempre trabalhando, não é? Você adora fingir que é essa empresária incrível, essa mulher perfeita. — Ele gesticulava exageradamente, sua voz subindo de tom a cada palavra. — Mas sabe o que ninguém sabe? Que tudo isso aqui é meu — ele específico ao redor, incluindo a mim — só existe por causa.
Engoli em seco, sentindo o peso de suas palavras.
— Como assim, Felipe? — com, a voz mais baixa do que eu queria.
— Foi minha ideia, Carol! A loja, o brechó, a porcaria da sua carreira! Eu que você incentivou, eu que você fez acreditar que você poderia! Sem mim, você seria só uma menina mimada com um hobby ridículo!
Ele se mudou ainda mais, e eu recuei instintivamente. Cada passo dele parecia uma ameaça, um lembrete de que eu estava sozinho naquele momento.
— Isso não é verdade, Felipe. Eu trabalhei duro por tudo que tenho. Você sabe disso. — Minha voz estava firme, mas por dentro, eu sentia o medo de se acumular.
— Trabalhou duro? — Ele gargalhou, mas não havia humor em seu riso. — Você acha que isso é tão especial, não é? Mas você sabe o que você realmente é? Uma garota desesperada, uma garota que precisava de um homem para guiá-la, para dar sentido à sua vida.
Suas palavras eram como facas, cada uma cortando mais fundo do que a anterior.
— Você é patético. — As palavras ditas antes que eu pudesse me conter, e foi como jogar gasolina em uma fogueira.
Ele avançou de vez, segurando meu braço com força. Seus dedos cravaram em minha pele, e eu tentei me soltar, mas ele era mais forte.
— Não ouse falar assim comigo! Você acha que pode me enfrentar? Acha que posso me humilhar depois de tudo que fiz por você?
— Fez por mim? Você só destruiu! — gritei, finalmente deixando a raiva destruída.
Ele me empurrou contra a parede, os olhos brilhando com uma intensidade que me deixou paralisada por um segundo.
— Sabe o que sinto por você, Carol? Ódio. Eu te odeio por ser tudo que nunca consegui ser. Por ter o sucesso que eu nunca tive. Eu te odeio por me fazer sentir pequeno.
As lágrimas caem a escorrer involuntariamente pelo meu rosto. Não era apenas medo; era dor, a dor de ouvir aquelas palavras de alguém que eu um dia amei.
— Felipe, por favor, pare. — Minha voz era uma sussurrada, quase inaudível.
Mas ele não parou. Ele me deixou em direção à escada, sua respiração pesada e descontrolada ao meu ouvido.
— Você não merece nada disso, Carol. Nada!
Antes que eu possa reagir, sinta suas mãos em meu pescoço, apertando com força. Tentei lutar, mas ele era implacável. O mundo ao meu redor começou a escurecer, e por um momento, Pensei que aquilo seria meu fim.
Então, com um movimento brusco, ele me soltou, e meu corpo perdeu o equilíbrio.
A queda pela escada foi rápida, mas parecia durar uma eternidade. Cada degrau que o meu corpo atingia era como um golpe, um lembrete cruel de como ele havia me empurrado a isso. Quando finalmente atingi o chão, a dor foi insuportável, mas o que mais doía foi o grito de Felipe ecoando pela escada.
— Você nunca foi nada sem mim, Carol! Nada!
Eu não sentia meu corpo e minha visão ficou turva, e o som de seus passos se afastou foi a última coisa que ouvi antes de tudo escurecer.
Antes de perder a consciência se essa seria a minha morte eu espero VINGANÇA que ALGUM DEUS AI EM CIMA FAÇA OS PAGAR.
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Reni Demetre
autora posta maissss
2024-12-11
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