O amor entre Alex e Amélia havia se tornado uma chama ardente, um fogo incontrolável que iluminava a escuridão de seus passados.
As semanas que se seguiram àquela noite no restaurante foram preenchidas com momentos de pura felicidade. Eles estavam inseparáveis, e a cada olhar trocado, o vínculo entre eles se fortalecia ainda mais.
Amélia finalmente sentia que havia encontrado alguém que a compreendia, que a amava de forma incondicional, mesmo com todos os seus segredos e medos. Alex, por sua vez, tinha encontrado não apenas uma paixão, mas alguém que parecia preencher todos os vazios em seu coração, alguém com quem ele podia finalmente ser ele mesmo.
Em uma tarde ensolarada, Alex e Amélia passeavam de mãos dadas por um parque, conversando sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo.
O mundo ao seu redor parecia distante, como se a única coisa que importasse fosse a conexão entre eles.
Eles riam, compartilhavam sonhos e trocavam olhares apaixonados, sem perceber que o perigo estava se aproximando.
Amélia ainda não sabia que seu pai, observava de longe, aguardando o momento certo para agir.
Ele sempre soubera que, mais cedo ou mais tarde, a filha se afastaria dele, mas isso nunca o desanimou.
Ele tinha os meios necessários para mantê-la sob seu controle, e, para ele, a perda de uma filha por escolha própria não significava nada. Ele tinha o poder de moldar a vida de Amélia de volta à sua maneira, e ele faria isso a qualquer custo.
Foi numa tarde que começou como qualquer outra que o pesadelo de Amélia se concretizou.
Alex e ela estavam indo para a casa dele depois de um passeio no parque.
O clima estava leve e descontraído, mas o que Amélia não sabia era que a vida que ela tentava construir estava prestes a ser destruída.
Quando eles chegaram à entrada do prédio de Alex, um carro preto estacionou abruptamente atrás do deles.
Amélia sentiu um arrepio na espinha quando percebeu o homem que desceu do carro. Era um homem de aparência imponente, com um olhar frio e distante.
Ele se aproximou rapidamente, e antes que Amélia pudesse reagir, ele a agarrou pelos braços com uma força inusitada, arrastando-a para dentro do carro com brutalidade.
Alex, que estava prestes a abrir a porta, correu até ela, gritando seu nome, mas o homem estava preparado.
Ele segurou Alex com amão, o empurrando para longe com violência e lhe dando um soco.
- Amélia! – Alex gritou\, mas foi inútil.
O homem já havia colocado ela no carro e o veículo partiu com velocidade.
Alex estava paralisado por um momento, sem saber o que fazer, até que o som do motor se dissipou ao longe, deixando-o em um estado de total impotência.
Ele correu até seu carro, sem hesitar, mas uma sensação de pânico o dominava.
Algo estava terrivelmente errado. Ele pegou o celular e ligou para Amélia, mas a ligação caiu diretamente na caixa de mensagens.
O medo tomou conta dele.
Onde ela estava?
Por que aquele homem a sequestrara?
Enquanto isso, no interior do carro, Amélia lutava para se libertar, mas o homem a segurava com firmeza.
Ela não sabia quem ele era, mas a sensação de que algo estava muito errado tomava conta de seu corpo. O medo apertava seu peito, e sua mente tentava entender o que estava acontecendo.
Ela não podia acreditar no que estava acontecendo.
Quando o carro finalmente parou, Amélia foi empurrada para um grande armazém abandonado. O cheiro de mofo e a escuridão do lugar deixaram-na com uma sensação de pavor. Ela olhou ao redor, mas não havia sinais de saída. O homem a empurrou para dentro, forçando-a a sentar-se em uma cadeira velha e enferrujada.
Foi então que a voz de seu pai, Marcos, ecoou no ar.
- Eu sabia que você não se afastaria de mim por muito tempo\, Amélia – disse ele\, surgindo da penumbra\, seu olhar frio e impiedoso fixado nela.
Amélia ficou atônita, o choque percorrendo seu corpo como um choque elétrico.
Ela não conseguia acreditar no que estava acontecendo.
Ela queria gritar, correr, mas suas palavras ficaram presas em sua garganta.
- Pai... O que está acontecendo? O que você quer de mim? – sua voz falhou\, o medo transparecendo a cada palavra.
Marcos se aproximou dela lentamente, seu olhar gélido e impassível.
- O que eu quero de você\, filha\, é simples – disse ele\, com um sorriso torto.
– Quero que você volte para casa, onde sempre pertenceu. Onde você deveria estar. Tudo o que você tem feito longe de mim foi um erro. Você não entende o poder que eu tenho sobre sua vida. Você sempre foi minha, Amélia. Você nunca deveria ter fugido.
Amélia sentiu um aperto no coração, uma sensação de revolta subindo à sua garganta.
Como ele podia ser tão cruel?
Como ele podia vê-la como propriedade, como uma peça em seu jogo?
Ela tentou se levantar, mas o homem que a sequestrara a empurrou de volta na cadeira.
- Não tente escapar\, minha filha. Não vou permitir. – Marcos disse\, com um tom ameaçador.
Ela não sabia como, mas um fogo dentro dela começou a crescer.
Ela não poderia deixar que isso acontecesse novamente. Ela não poderia deixar que seu pai a controlasse novamente. Mesmo com o medo, havia algo em seu interior que a fazia resistir.
Alex, por outro lado, estava em um estado de desespero.
Ele não sabia para onde seu amor tinha sido levado, mas o pensamento de que algo terrível poderia ter acontecido a deixava fora de si. Ele conseguiu rastrear o carro até uma área industrial afastada.
Quando chegou, a cena que encontrou o fez quase perder o controle.
Ele entrou no armazém com passos rápidos e determinados, seu coração batendo forte no peito.
Não demorou muito para ele ouvir os murmúrios de conversa entre Marcos e Amélia.
Ele não pensou duas vezes antes de invadir o local.
- Amélia! – Alex gritou\, sua voz cheia de raiva e desespero.
Marcos se virou lentamente, e, ao ver Alex, seu olhar se endureceu ainda mais.
- Alex... – Marcos disse\, com um sorriso malévolo. – Você veio até aqui para tentar salvar essa garota? Sabe que não pode competir comigo. Eu sempre terei o controle\, e você não pode impedir isso.
Alex olhou para Marcos com uma intensidade que nem ele sabia que possuía.
Ele não estava ali para discutir, ele estava ali para salvar Amélia, para tirá-la das garras de um homem que nunca a mereceu. Ele olhou para ela, seus olhos encontrados, e ela fez um movimento imperceptível com a cabeça.
Ela estava dizendo que ele era sua única chance.
- Eu não vou te deixar levar ela\, Marcos. Não mais – disse Alex\, a firmeza em sua voz anunciando sua decisão.
O destino de Amélia e Alex agora dependia de uma última batalha.
Uma batalha contra o passado de Amélia, contra o homem que havia tentado destruí-la.
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Atualizado até capítulo 30
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