Confiança e o Desejo

Após a longa conversa, a noite caia e já se iniciava a madrugada.

O ambiente estava iluminado por uma penumbra suave, as sombras se alongando e dançando com o movimento das velas que queimavam em silêncio, como cúmplices da cena que se desenrolava.

Amélia estava à frente dele.

Seus olhos escuros eram um poço de emoções: desejo, medo, entrega.

Ela encarava Alex com um misto de vulnerabilidade e força, o peito subindo e descendo em respirações irregulares. O silêncio entre eles não era vazio; era carregado, denso, uma promessa de algo que ambos sabiam que estava prestes a acontecer.

Alex se aproximou lentamente, os movimentos calculados, mas carregados de uma intensidade bruta.

Ele não era mais o CEO implacável, o estrategista frio e distante.

Ali, naquele momento, era apenas um homem que havia derrubado suas defesas, que se permitia sentir algo que não conseguia mais conter. Seus olhos fixaram-se nos dela, profundos, como se estivessem tentando desvendar segredos que não poderiam ser expressos em palavras.

— Amélia… — O nome dela saiu como um sussurro rouco, carregado de desejo e uma emoção que ele raramente deixava transparecer.

Ela fechou os olhos por um instante, respirando fundo, como se estivesse tentando absorver o peso daquele momento.

Quando os abriu novamente, encontrou os olhos dele, e naquele olhar, toda a armadura que ela havia construído ao longo dos anos começou a desmoronar.

Não havia mais máscaras, não havia mais segredos; havia apenas eles dois, despidos de tudo, exceto da verdade crua do que sentiam.

Sem aviso, Alex puxou-a para perto, seus braços fortes envolvendo-a, os lábios encontrando os dela em um beijo que foi mais do que apenas paixão.

Foi um encontro de almas, um reconhecimento mútuo de que, por mais quebrados que estivessem, estavam dispostos a se entregar.

O beijo era profundo, faminto, como se estivessem tentando devorar um ao outro, absorver tudo o que o outro era.

Os dedos de Alex deslizavam pela pele dela, traçando caminhos que despertavam cada centímetro de seu corpo.

Ele a segurou pela cintura, as mãos firmes, mas gentis, explorando-a como se cada toque fosse uma descoberta.

Amélia sentiu o corpo tremer sob o toque dele, o desejo crescendo como uma chama que ameaçava consumir tudo.

— Você não tem ideia do quanto eu quis isso — ele murmurou contra os lábios dela, a voz rouca, carregada de emoção e desejo.

Ela o olhou, os olhos brilhando, a respiração acelerada.

Não precisava de palavras; suas mãos falaram por ela, deslizando pela camisa dele, desabotoando-a lentamente, o medo e insegurança deram lugar a paixão e desejo.

Cada botão que se soltava revelava mais da pele firme, marcada por cicatrizes sutis, testemunhas de batalhas que ele travara ao longo da vida. Ela passou os dedos sobre cada marca, como se estivesse tentando curá-las com o toque.

— Então me mostre — ela sussurrou, a voz baixa, mas carregada de intensidade e desejo.

Ele não precisou de mais incentivo.

Em um movimento rápido, ele a pegou nos braços, carregando-a até o quarto.

Deitou-a na cama com cuidado, como se ela fosse a coisa mais preciosa que já tocara. As mãos dele exploravam o corpo dela, deslizando devagar, subindo lentamente, até encontrarem a pele nua por baixo.

Amélia arqueou o corpo sob o toque, os olhos fechados, o corpo respondendo a cada carícia.

Ele se inclinou sobre ela, os lábios deslizando pelo pescoço, pela clavícula, deixando um rastro de beijos que pareciam incendiar sua pele. Suas mãos, agora livres, deslizaram pela cintura dela, puxando a camisa para cima, revelando mais do corpo que ele tanto desejava.

— Você é linda — ele sussurrou, os olhos fixos nos dela, enquanto suas mãos exploravam cada curva, cada linha.

Ela não respondeu com palavras.

Em vez disso, puxou-o para um beijo intenso, as mãos deslizando pelas costas dele, cravando as unhas suavemente na pele.

O desejo entre eles era quase palpável, uma força que os empurrava um contra o outro, como se fossem duas metades de um mesmo todo, finalmente se reencontrando.

Enquanto a chuva começava a cair lá fora, dentro do loft o mundo parecia ter parado.

Não havia mais segredos, nem medos, nem o peso do passado.

Havia apenas eles, dois corpos se encontrando, duas almas tentando se curar.

Cada toque, cada beijo, era uma promessa silenciosa de que, juntos, talvez pudessem enfrentar qualquer coisa.

E naquela noite, entre lençóis e promessas sussurradas, eles descobriram que o amor, por mais perigoso e complicado que fosse, era a única verdade que realmente importava.

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