Júlia levantou-se da mesa sem esperar qualquer resposta. Precisava desesperadamente de um momento para se acalmar.
A frustração e a sensação de traição eram sufocantes, e cada pensamento que passava por sua mente fazia o peito doer ainda mais.
Toda a sua vida e seu lar estavam prestes a mudar, e ela se sentia impotente diante da situação, sem saber como aceitar essa nova realidade.
O que mais a revoltava era que Diogo a fizera de idiota ao propor o acordo de conceder o empréstimo ao seu pai, sabendo que isso não adiantaria nada, pois a fazenda já era dele.
" Talvez seja por isso que ele não quis ir até o fim comigo quando soube que eu era virgem." pensou Júlia, sentindo-se amarga.
"Vai ver achou que seria canalhice demais, sabendo que meu ‘sacrifício’ seria em vão."
Apesar de todo o ódio, Júlia precisava admitir para si mesma: não teria sido um sacrifício. Ela o queria e muito, e queria que fosse ele o seu primeiro. O pior era que, mesmo sentindo-se enganada e traída, ela ainda o desejava.
Caminhava furiosa pelo jardim do condomínio, onde poucas pessoas passavam, quando sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao ouvir a voz grave de Diogo bem próxima ao seu ouvido.
— Você está ainda mais linda nesse vestido azul que se adere a essas suas curvas perigosas como uma segunda pele — sussurrou ele, com uma voz que a deixava arrepiada.
Quando ela tentou se afastar, ele a deteve, colando suas costas ao peito musculoso.
— Precisei tomar vários banhos gelados e... até me masturbei várias vezes ontem assim que você saiu para tentar saciar o desejo que sinto por você — confessou ele, com um sorriso provocante.
Júlia se libertou dele com um safanão, afastando-se com raiva.
— Você é um canalha! — disse, a voz carregada de indignação.
— Agora entendo por que não foi até o fim. Até para você seria baixo demais tirar algo meu, sabendo que já tinha pagado a hipoteca e era o dono da Fazenda Santa Helena.
Diogo riu e respondeu, com um olhar desafiador.
— Você se lembra que eu disse que não desperdiço oportunidades? E o fato de eu não ir até o fim com você não foi por causa disso. Foi porque eu estava tão louco de desejo que ia... te montar como um garanhão monta uma potranca, e só sairia de cima de você depois de está completamente saciado.
Júlia sentiu-se indignada e, ao mesmo tempo, absurdamente excitada. Aquele homem falava coisas que a deixavam louca de desejo.
Ele era grosseiro, mas também perigosamente sedutor.
__ Só faltava essa , me comparar com uma égua no cio — retrucou ela, tentando soar firme.
Ele sorriu, um sorriso cheio de malícia.
— Não comparei você a uma égua, mas como uma potranca linda e selvagem que eu adoraria domar.
— Pode esquecer. Eu preferia ir para a cama com qualquer um, menos com um canalha mentiroso e traidor como você.
Diogo assentiu, parecendo compreender.
— Você está revoltada, eu entendo. Mas não vou permitir que uma pirralha como você continue me ofendendo.
— Agora sou uma pirralha? Quando você me usou para se satisfazer, eu não era pirralha.
Ele sorriu.
— e você gostou e muito de ser usada , ainda pode sentir o gosto do seu prazer nos meus lábios.
A proximidade dos dois a excitava.
— Mas chega de conversa,porque só de lembrar de você tão linda gozando e lembrar dos seus gemidinhos meu pau está tão duro que chega a doer.
— Nossa, como você é grosseiro falando assim. Nem parece o CEO que é.- retrucou Júlia, desviando o olhar, tentando esconder o rubor que começava a tomar seu rosto.
Diogo sorriu, aquele sorriso malicioso que sempre a deixava sem reação.
— Grosseiro, eu? — Ele se aproximou mais, inclinando-se para sussurrar em seu ouvido.
— Não sou grosseiro, onça brava. Eu só adoro falar umas sacanagens de vez em quando. Ainda mais quando é pra te ver assim… toda coradinha de vergonha.
O rosto dela ficou ainda mais quente, e ela evitou seus olhos, mas não podia disfarçar a respiração acelerada.
— Esse seu jeito de menina tímida e recatada... — Ele tocou levemente o rosto dela, o polegar roçando sua bochecha.
— Me deixa louco, sabia?
Júlia prendeu a respiração por um instante, incapaz de negar a atração que sentia, mesmo que aquela atitude a irritasse.
Diogo mantinha o sorriso provocador, claramente gostando de vê-la dividida entre o orgulho e o desejo, uma mistura que aumentava ainda mais a tensão entre os dois.
___Agora vamos eu vim aqui buscar você e já deixamos os outros nos esperando por muito tempo .Disse ele agora em um tom sério a agarrando pelo braço e praticamente a arrastou até a entrada do edifício, empurrando-a para o elevador privativo.
Ela protestava, pedindo que ele a soltasse, que podia andar sozinha mas ele não se importava.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Raquel Malheiros
mulher sem dignidade... mesmo para alguém sem experiência, é retratata como fácil e fútil
2024-11-18
0
Celia Fernandes
AF AUTORA PARA DE FASE ELA SER HUMILHADA POR ELE AF FAIS ELA SER FORTE SER MAIS ESPERTA BATE NELE CHUTA ELE DA UM GELO NELE FAIS ELA IR ENBORA E DEIXA ELE SOFRE POR ELE O QUE VC TA FASENDO COM ELA E MUITO HIMILHANTE AF
2024-11-18
1
Marlene Almeida
eita essa história tá muito boa com certeza vem muito kot
2024-11-15
3