Julia se levantou do sofá, o coração batendo forte, os pensamentos confusos, mas determinada a não demonstrar insegurança.
Cruzou os braços e o encarou firmemente, tentando esconder que, pela primeira vez, estava vulnerável diante de um homem. Precisou reunir toda a coragem para dizer o motivo que a levou até ele.
Diogo a observou por um instante antes de cumprimentá-la com um “boa noite”. Sua voz era fria e controlada, e ele logo continuou:
—" Sou todos ouvidos". Mas, como sabe, sou um homem muito ocupado. Tenho vários negócios para administrar, então não faça rodeios. Vá direto ao ponto.
Ele caminhou em direção ao moderno bar da sala e se serviu de um uísque. Ofereceu a ela, mas Julia recusou, respondendo que não bebia álcool. Ele arqueou a sobrancelha, com um sorriso que parecia desdém, e se acomodou no sofá, observando-a com um olhar predatório enquanto saboreava a bebida.
Julia respirou fundo, sentindo o nervosismo a consumir.
Num gesto automático, jogou os longos cabelos castanhos para trás, tentando encontrar a firmeza que lhe escapava.
Finalmente, decidiu seguir as instruções dele, indo direto ao ponto.
— Aceito a proposta que você fez, mais cedo. Se você me der o empréstimo de que preciso, passo uma noite com você.
Diogo deixou um sorriso cínico escapar enquanto terminava o restante do seu uísque de uma só vez.
Colocou o copo vazio sobre a mesinha e caminhou em direção a ela, com passos lentos e calculados. Julia sentiu o coração acelerar ainda mais.
— E o que fez você mudar de ideia? Cansou de bancar a virgem ultrajada ? Ou será que é o medo de perder a vida boa que tem?
O rosto de Julia ficou vermelho de indignação. Ela cerrou os punhos, tentando manter o controle da raiva.
— A última pessoa em que estou pensando é em mim mesma! Se estou disposta a abrir mão do meu orgulho, da minha dignidade e praticamente me vender para você, é para que meu avô e meu pai não percam a fazenda. Aquela terra é muito mais do que um pedaço de chão para eles; é a história de toda a nossa família. É por isso que vou fazer esse sacrifício. E ainda por cima, tenho que passar por cima de mais um dos meus princípios... dormindo com um homem casado.
Diogo se aproximou ainda mais, até o ponto em que Julia pôde sentir o perfume forte e marcante que ele usava, um aroma que lhe despertava uma mistura de alerta e atração.
Ele sorriu, divertido, percebendo as reações contraditórias que provocava nela.
— Eu garanto que “dormir” é o que você menos vai fazer, minha pequena onça brava — murmurou, acariciando o rosto dela com o polegar e deslizando-o suavemente sobre os lábios.
O toque fez Julia prender a respiração, o corpo reagindo, embora tentasse resistir àquele misto de apreensão e desejo que se misturavam dentro dela.
Ela sentiu as palavras dele penetrarem em sua mente, desarmando suas defesas. Ele a olhou fixamente e continuou, com um tom de provocação:
— E não se engane, Julia, nem tente enganar a mim com esse seu teatrinho. Nós dois sabemos que não será nenhum sacrifício você ir para a cama comigo. Se nunca conheceu um homem de verdade, alguém que transforme a onça brava que é em uma gatinha ronronante, então vai conhecer hoje. Eu te garanto.
Julia cerrou os lábios, tentando não ceder.
A respiração ofegante denunciava o quanto ele a deixava tensa, e o olhar que lançou a ele foi desafiador.
— Eu não quero saber o que vai ou não fazer comigo. Desde que não aja como um sádico ou pervertido, por mim, tudo bem. Farei o que quiser, desde que cumpra sua parte do acordo e conceda o empréstimo, ou melhor, conceda o empréstimo ao meu pai. Eu vou convencê-lo a procurá-lo, em vez daquele amigo que ele me disse , que só aparecia quando meu pai estava em uma ótima fase. Agora, quando ele precisa da ajuda dele , não só ele sumiu, como também todos os outros “amigos” desapareceram.
Diogo deixou escapar um sorriso de canto, apreciando o desafio nos olhos dela.
— Tudo bem, Julia. mas modere seu tom ao falar comigo e controle essa sua linguinha afiada... deixe para usá-la no momento certo. E recolha suas garras, onça brava. Pelo menos por enquanto. Mas, se quiser usá-las para me arranhar enquanto eu te faço minha a noite toda, vou adorar.
Julia sentiu o rosto queimar, e a tensão aumentava entre eles. Sabia que as palavras dele a provocavam mais do que gostaria, mas tentava ignorar isso.
— Então quer dizer que temos um acordo? — perguntou ela, tentando manter a postura, embora o tom dele e a excitação que provocava nela tornassem difícil conter as emoções.
— Espero que isso responda sua pergunta - disse Diogo, colando o corpo ao dela, fazendo-a se sentir pequena e frágil diante da sua altura e imponência.
Em um movimento decidido, ele deslizou os dedos longos entre as mechas sedosas dos cabelos dela os segurando de modo firme, reivindicando os lábios dela com uma urgência e intensidade que demonstravam um desejo controlado, até então.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Alvaneide Campos
Muito humilhante para uma mulher, passar por isso!Ele tá sendo um crápula,pq a fazenda, já é dele, e o pai dela, não teve a coragem de falar com ela, que a fazenda, já tem um novo dono!
2025-02-12
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Pati 🎀
e só falta ela engravidar 🫢
2025-01-07
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Celia Fernandes
muito tonta pelo amor onde ja se viu se entrega assim depois que ela sober que a fasenda e dele ele vai despresar elaaf que ridicula autora coitada
2024-11-17
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