Diogo Ferraro
Julia percebeu o olhar dele e sentiu seu coração acelerar. Ela não queria, mas a atração era inegável. Era como se, naquele confronto de vontades, houvesse algo mais intenso e visceral crescendo entre eles. A respiração dela se tornou um pouco mais rápida, mas ela se recusava a ceder, a dar a ele a satisfação de saber o efeito que tinha sobre ela.
— Eu sugiro que pense melhor, senhorita Alves. Eu posso transformar sua vida e a vida de todos aqui -murmurou ele, a voz grave e quase sedutora.
— E eu sugiro que você vá embora e esqueça que algum dia passou por aqui, senhor Ferraro - respondeu ela, desafiadora, mas sentindo o calor subir pelo corpo.
Diogo sorriu novamente, mas desta vez havia algo diferente em seu olhar, como se ele tivesse descoberto um desafio que o intrigava de verdade. Ele sabia que, se quisesse a fazenda, precisaria lutar contra muito mais do que o contrato e as finanças. Precisaria lutar contra a própria Julia Alves, uma mulher que o atraía e irritava ao mesmo tempo, alguém que ele sabia que poderia ser a faísca que acenderia um fogo perigoso.
Ele deu um passo para trás, ainda com os olhos fixos nela.
— Está claro que você não me conhece, senhorita Alves - disse Diogo, a voz baixa e envolvente, com um toque de provocação que parecia incendiar o ar ao redor.
— Eu não sou o tipo de homem que desiste do que deseja. Na verdade, nunca desisto até ter o que quero nas minhas mãos.
Julia ergueu o queixo, os olhos lançando um brilho desafiador.
— Talvez já tenha ouvido falar, senhor Ferraro, que tudo tem uma primeira vez.
Diogo inclinou a cabeça, um sorriso carregado de provocação brincando em seus lábios enquanto a observava.
— Ah, mas não nesse caso, senhorita Alves. Eu vou dar um jeito de fazer essa fazenda ser minha. Pode apostar. E, da próxima vez, avise ao seu avô e ao seu pai para não mandarem uma garotinha para lidar com um homem de verdade. Negócios não são brincadeira, e eu não costumo negociar com pirralhas mal saída dos cueiros.
Julia soltou uma risada curta e desdenhosa, aproximando-se até que quase o tocasse, o olhar desafiador.
— Pois eu não negocio com coroas metido a besta como o senhor Sabe por quê? Porque vocês são cheios de si, se acham que sabem tudo , e se acham donos da verdade.
Diogo sorriu, um sorriso perigoso e encantador, como quem estava saboreando cada palavra dela.
— Sorte sua que eu não sou solteiro, senhorita Alves e sou fiel a minha esposa — disse, a voz rouca, enquanto seus olhos percorriam-a de cima a baixo.
— Porque, caso contrário ,faria questão de mostrar exatamente do que o coroa aqui é capaz e tenho certeza que adoraria cada segundo do que eu faria com você .
Ele deu um passo para trás, ainda com aquele sorriso de malícia estampado no rosto, e lançou-lhe um último olhar antes de se afastar.
— Passar bem, senhorita Alves.
Julia o observou entrar no carro e partir, mas o calor e a tensão que aquele encontro trouxera continuaram com ela.
Sua vida acabara de mudar, e ela sabia que Diogo Ferraro seria uma ameaça, não só para a fazenda, mas também para a paz que tanto prezava.
Mas uma coisa era certa: ela estava disposta a lutar até o fim e principalmente não se deixar levar pela beleza máscula daquele homem .
Julia entrou bufando pela porta do casarão da fazenda Santa Helena, o rosto ainda vermelho de raiva, as mãos cerradas em punhos.
Ela mal conseguia controlar a fúria que Diogo Ferraro havia despertado nela.
Quem ele pensava que era para vir até ali e falar com ela daquele jeito? Chamar de “criança”? Ele não fazia ideia de quem ela era.
— Mas o que foi, menina? — Dona Amélia, a governanta, uma senhora de meia-idade de cabelos grisalhos e olhar sempre atencioso, a observava com um sorriso paciente. Ela ajudara a criar Julia desde menina, depois que a mãe dela faleceu, e a conhecia melhor que ninguém.
— Mas o que foi, menina? Perguntou
Dona Amélia, a governanta, uma senhora de meia-idade de cabelos grisalhos e olhar sempre atencioso, a observando com um sorriso paciente.
Ela ajudara a criar Julia desde menina, depois que a mãe dela faleceu, e a conhecia melhor que ninguém.
— Ah, dona Amélia! — Julia exclamou, jogando-se na cadeira com um suspiro irritado.
— Encontrei aquele Diogo Ferraro lá fora. Veio aqui de novo tentar comprar a fazenda, com certeza. E eu o mandei embora, claro! Mas ele teve a audácia de me chamar de criança! Como se eu fosse alguma mocinha boba. Eu tenho 18 anos, se ele não percebeu.
Dona Amélia soltou uma risada suave, aproximando-se para sentar-se ao lado dela.
— Difícil é não perceber o mulherão que você é, Julia, com esse corpo lindo. Mas, vamos ser honestas, com essa sua estatura pequena e esse rostinho de boneca, às vezes parece que tem 15 anos, não 18.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Janaina Fátima
❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️
2025-03-22
0
Rosana Rocha do Nascimento Rocha
Escrita perfeita, concordância, ortografia maravilhosa, enredo lindo. Parabéns. Infelizmente têm autores que os erros são absurdos, dificultam de+ a leitura. Tô amando.
2025-02-09
2
Maria Ines Oliveira
Nossa amando
2025-01-09
0