— Eu não sou uma prostituta! — exclamou Julia, indignada, dando um tapa forte e certeiro no rosto de Diogo.
Ele deu um passo para trás, a marca do impacto visível em sua pele, mas o sorriso cínico permaneceu em seus lábios.
— Eu nunca tive medo de homem nenhum, senhor Ferraro. E não será por você que vou começar a ter.
Diogo deu um passo à frente, encurtando a distância entre eles, seu olhar escuro e penetrante prendendo o dela.
— Pois se eu fosse você, pensaria duas vezes, minha onça brava. -A voz dele saiu como um rosnado suave.
— Porque a minha paciência tem limites, e não hesitarei em dar as palmadas que certamente você não recebeu quando deveria.
Julia respirou fundo, o coração martelando no peito, a indignação e algo mais – uma sensação que ela se recusava a nomear – borbulhando dentro dela.
— Olha aqui, seu... seu...
— Vamos parar com essas discussões que não nos levam a lugar algum - ele interrompeu, a voz baixa e cheia de tensão.
— E vamos direto ao ponto, Julia. O que está disposta a fazer pela sua família? Veio aqui para “usar seu charme” com o meu gerente, para conseguir o que quer , não é? - Ele inclinou a cabeça, avaliando cada reação dela.
— Então me diga, até onde vai essa sua determinação e o que está disposta a fazer para salvar a sua preciosa fazenda?
Julia sentiu-se invadida pela raiva e pelo desprezo, mas algo naquela atitude dele, aquela maneira debochada e ao mesmo tempo tentadora, despertava algo dentro dela. Era uma sensação conflitante, entre a repulsa e... uma atração inesperada que a perturbava.
— Pode enfiar seu empréstimo naquele lugar , senhor Ferraro. Eu posso ser muitas coisas, mas não sou mulher de me vender. Acreditei que poderia convencer o gerente a me conceder um empréstimo, sim, talvez com um pouco de charme, mas nunca passaria disso.
Diogo observou-a por um momento, e então o sorriso dele se transformou em algo mais sombrio, carregado de uma intensidade quase predatória.
— Pena, senhorita Alves. Acredite, eu estava seria muito generoso na minha oferta,mas vou te dar uma pequena a mostra do que eu estou me referindo.
Sem esperar, ele agarrou o pulso dela, puxando-a para perto com um movimento firme e determinado. Antes que ela pudesse reagir, os lábios dele encontraram os dela em um beijo urgente e faminto.
O contato a pegou de surpresa, e ela sentiu uma onda de eletricidade correr pelo corpo, misturada à raiva e ao desejo incontrolável que ele parecia despertar.
O beijo era intenso, quase brutal, e ele não parecia disposto a soltá-la tão cedo.
Sem perceber Julia que no começo se debatia nos braços dele para que a soltasse agora está correspondendo ao beijo dele com mesma urgência e paixão mas recuperando seu orgulho e se dando conta da loucura que estava fazendo ela reuniu todas suas forças aproveitando que ele estava totalmente entregue ao momento o empurrou e se afastou .
Diogo ergueu uma sobrancelha, deixando o olhar deslizar lentamente sobre ela, desde os pés até o rosto, parando por alguns segundos a mais nas curvas que o vestido destacava.
— Como mencionei antes , esse banco faz parte do Grupo Ferraro , senhorita Alves. Eu diria que você veio ao lugar certo, mas...não está sabendo ser esperta o bastante para aproveitar as oportunidades para salvar a sua tão preciosa fazenda .
Julia cruzou os braços, cerrando os dentes para não perder a compostura,ainda abalada com o beijo dele e constrangida por ainda ter ciência da ereção volumosa e extensa dele tocando nela mostrando o quanto ele a queria.
— Vim falar sobre o empréstimo que meu pai solicitou. Mas, já que o senhor é dono daqui e tem muito interesse que ele não consiga pagar a hipoteca é óbvio que não vai me conceder o empréstimo...não sem que queira que eu pague esse empréstimo com meu corpo ,coisa que jamais farei .
Ela tentou se virar para sair, mas Diogo que havia se levantado da cadeira , foi mais rápido, posicionando-se à frente da porta antes que ela pudesse alcançá-la.
Ele se movia com uma confiança que a desarmava e a deixava sem alternativas.
Ela podia sentir o calor do corpo dele, e a forma como seus olhos passeavam pelo rosto dela , até os lábios pintados de vermelho a fez estremecer, mesmo que tentasse disfarçar.
— Para quê a pressa? — Diogo murmurou, inclinando-se ligeiramente, a voz quase num sussurro.
— Veio com um vestido desses, justo,provocante ... Eu diria que você não veio aqui apenas para pedir um empréstimo.Qual era seu plano ? Seduzir Meu gerente para consegui -lo?Porque não tenta me convencer a concede -lo,afinal eu sou o dono daqui será muito mais fácil se eu te conceder esse empréstimo,eu posso ser até generoso a ponto de não exigir muito de você senhorita Alves .
Quando finalmente a soltou, Diogo a observou com um sorriso satisfeito, como se a tivesse desafiado e saído vitorioso.
Julia, ofegante e atordoada, o encarou com uma mistura de ódio e atração que a deixava confusa e furiosa ao mesmo tempo.
— Minha proposta está de pé, Julia — ele murmurou, com o mesmo sorriso provocador e cheio de malícia.
— Uma noite comigo, e o empréstimo é seu.Eu acho que uma noite é o suficiente para conseguir parar de pensar em você e olha que foi a primeira vez que realmente eu estive tão perto de você e bastou apenas isso para você não sair do meu pensamento.Disse Diogo a olhando cheio desejo .
Julia respirou fundo, ainda tentando recuperar o controle. Sem desviar o olhar, cuspiu as palavras com frieza e desprezo:
— Prefiro ver a fazenda queimar a aceitar essa sua proposta ultrajante .
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Celia Fernandes
JA VI GENTE BURRA MAIS ESSA TA PRA NASCER AF E MUITO BURRA E TONTA E MUITO FRACA CARA DA UM CHUTE NO MEIO DAS PERNAS DELE UM SOCO NA CARA DELE AF QUE MENINA FRACA ACEITA ASSIM SER HUMILHADA DESSE JEITO AF AUTORA FAIS ELA SER MAIS FORTE TA FASENDO A COITADA SER TAO FRACA QUE CHEGA DOI AF QUE RIDICULO
2024-11-16
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