Clarisse
Na manhã seguinte, Julia acordou depois de uma noite agitada, marcada por sonhos intensos com Diogo. Em seus sonhos, ele a tomava em seus braços com uma mistura de gentileza e selvageria, exatamente como ele dissera que seria. Sentiu o desejo crescer a cada cena em sua mente, e, pela primeira vez, acordou com vontade de aliviar aquele desejo crescente. No banho, permitiu-se explorar essas novas sensações, levando-se ao segundo orgasmo de sua vida, não tão intenso quanto o que Diogo a fizera experimentar, mas suficiente para acalmar o fogo que ele havia despertado.
Descendo para o café da manhã, encontrou seu pai e seu avô na mesa, ambos sorridentes e animados, um brilho nos olhos que ela não via há muito tempo. Após cumprimentá-los com beijos no rosto, não conseguiu conter a curiosidade.
— Por que estão tão felizes? — perguntou, tentando manter o tom casual.
Seu pai sorriu, com um orgulho misturado à excitação.
— Recebi uma ligação ontem à noite de Diogo Ferraro. Ele disse que tem um ótimo negócio para propor, algo que pode resolver todos os nossos problemas.
Julia sentiu uma pontada de desconfiança. Ela sabia que o acordo que fizeram era um empréstimo, nada mais.
Mas se Diogo estava sugerindo algo diferente, havia algo por trás disso. Imediatamente, pediu ao pai para acompanhá-lo até o banco e descobrir pessoalmente o que ele estava planejando, mas ele apenas riu, achando graça.
— Deixe isso conosco, filha. Você tem seus afazeres na fazenda, e este é um assunto de negócios.- respondeu seu pai, gentilmente, mas com firmeza.
Resignada, Julia se lembrou do cartão que Diogo lhe dera com seu número.
Terminando o café, subiu para o quarto e, antes que seu pai e seu avô partissem, decidiu ligar para ele. Assim que ele atendeu, foi direto ao ponto.
— Que tipo de “negócio” você está propondo ao meu pai, Diogo? Pensei que nosso acordo fosse sobre um empréstimo.
Diogo riu do outro lado da linha, e Julia pôde ouvir a ironia em sua voz.
— Bom dia, onça brava — provocou ele, usando o apelido que ela tanto odiava. — Por que tanta pressa? Você só precisa esperar. Quando seu pai voltar, ele mesmo lhe contará o que conversamos.
Antes que ela pudesse retrucar, Diogo desligou, deixando-a irritada e ainda mais curiosa.
Para passar o tempo, Julia passou a manhã cuidando dos cavalos no haras, conferindo os pomares e verificando as plantações. Mais tarde, sua amiga Clarice, dois anos mais velha e sua fiel confidente, apareceu para acompanhá-la enquanto não ajudava a mãe na cozinha.
— Então, me conta, como foi sua noite com o Diogo? — perguntou Clarice, com um brilho curioso no olhar.
Julia suspirou, revirando os olhos.
— Não foi nada. Ele… ele fugiu. Foi um frouxo, com medo de se envolver com uma virgem. Parece que achou que eu iria me apaixonar ou que depois eu o cobraria de algo dele . — respondeu Julia, com uma irritação evidente.
Clarice riu, sacudindo a cabeça.
— Sabe, talvez ele só estivesse tentando ser um cavalheiro. — disse, divertida.
— O meu namorado demorou muito para aceitar tirar minha virgindade também. Tive que fazer de tudo para provocá-lo até ele ceder.
Julia a olhou com curiosidade.
— Que namorado é esse que ninguém nunca viu? Nunca me contou nada.
Clarice hesitou, corando um pouco.
— Por enquanto, prefiro manter em segredo. Quero esperar até que ele tenha coragem de me assumir e até eu mesma estar pronta para contar a todos, especialmente à minha mãe.
A conversa fluiu e fez o dia passar mais rápido. Quando já estava anoitecendo, Julia avistou seu pai e seu avô retornando do banco, ambos com sorrisos radiantes, o que só poderia significar uma coisa: eles haviam conseguido o dinheiro de que tanto precisavam. Finalmente, Diogo cumprira sua promessa.
Ao ver o entusiasmo do pai, ela sentiu um alívio, embora mantivesse a desconfiança.
— Seu pai e eu estamos muito felizes, filha. Diogo foi generoso e nos convidou para jantar na casa dele esta noite, para celebrarmos. — disse seu pai, com um brilho no olhar.
Julia não tinha vontade de comparecer ao jantar, mas decidiu que iria, em respeito ao pai e pela consideração de Diogo ter cumprido sua parte no acordo. Sabia, porém, que havia algo não esclarecido e estava determinada a descobrir o que era.
— Como ele é um homem muito rico e importante, filha, devemos estar à altura da pompa que deve ser o jantar em sua casa. Quero que se vista com elegância, use um daqueles vestidos que compramos para você e que você nunca usou, sempre preferindo jeans e camiseta para qualquer ocasião. Mas desta vez, quero que você esteja ainda mais linda do que já é, e, acima de tudo, muito elegante.-disse seu pai, com um olhar de aprovação e um toque de orgulho.
Julia suspirou, um pouco relutante, mas vendo o quanto aquilo parecia importante para ele.
— Seu pai tem razão, minha neta - acrescentou seu avô, com um sorriso afetuoso.
— Além do mais, a cunhada dele, que chegou recentemente do exterior e está hospedada em sua casa, também estará presente. E eu não quero que você esteja mal vestida, porque, segundo os comentários, essa mulher tem o nariz empinado e repara em tudo.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Pati 🎀
será que é o pai da Julia o namorado da Clarisse 🫢🤔?!
2025-01-08
2
Celia Fernandes
AUTORA VC GOSTA DE FASE A JULIA SER HUMILHADA POR ELE NE AF ISSO E RIFICULO MUITO RIDICULO ELA E MUITO TONTA AF
2024-11-18
0
Dia Cassexe
Hummm essa cunhada vai dar trabalho
2024-11-15
1