Com um último olhar de raiva e desafio, Julia virou-se e saiu da sala, sentindo o olhar ardente dele acompanhá-la até a porta.
Diogo Ferraro observou Julia sair do escritório com o queixo erguido, os passos firmes e o olhar furioso. Assim que a porta se fechou, ele soltou um suspiro, tentando colocar as ideias em ordem.
Parte dele se perguntava se havia exagerado, afinal, ela era tão jovem, com apenas 18 anos , tinha idade para ser sua filha. Mas a ousadia dela ao entrar ali, tentando usar a própria beleza como uma arma de negociação, acendeu algo dentro dele que ele achou que havia enterrado há muito tempo.
Ele quis dar uma lição em Julia, fazê-la perceber o perigo de se vestir de forma tão provocante e se expor daquela maneira, ainda mais para alguém como Roger, seu gerente de confiança, mas um homem que ele sabia ser um aproveitador quando se tratava de mulheres e tão jovem e inexperiente como ele série uma presa fácil nas mãos dele.
Roger era competente nos negócios, mas, como homem, não valia nada. No entanto, tudo fugiu ao controle, e Diogo acabou cedendo à atração avassaladora que sentira ao vê-la ali, tão destemida e tão... tentadora. Ele a beijou sem pensar, sem se conter.
Ele remoeu o que havia acabado de acontecer, o beijo impulsivo, a sensação avassaladora que tomou conta dele quando a viu tão próxima, desafiadora, com aqueles olhos faiscando de raiva e provocação.
Ela o intrigava, não apenas pela sua determinação, mas pelo perigo inconsciente em que se colocava, vestida de forma tão provocante, quase incitando olhares indesejados como o de Roger. Diogo sabia bem do que seu gerente de confiança era capaz , um homem competente nos negócios, mas que nunca se afastava de uma oportunidade quando o assunto era mulheres. Julia, tão jovem e inexperiente, seria presa fácil.
Foi por isso que, num momento de impulso misturado a ciúmes, ele a confrontou e fez a proposta indecente, apenas para medir até onde ia a determinação dela.
Diogo precisava saber se ela estava disposta a se vender para salvar a fazenda. A ideia o corroía por dentro, misturando repulsa e desejo.
Mas Julia não sabia de algo crucial. Não sabia que, naquele exato momento, a fazenda Santa Helena já não pertencia mais à sua família. O pai dela, desesperado e mentiroso, escondia que a hipoteca havia vencido e que, em segredo, a propriedade fora colocada em leilão ,um leilão que Diogo garantiu vencer.
Ele era o novo dono da fazenda e, embora não tivesse a intenção de deixar a família de Julia desamparada, sabia que a verdade cairia sobre eles como um golpe.
Diogo suspirou de novo, sentindo o peso da responsabilidade que assumira.
Ele não seria tão cruel a ponto de expulsá-los.
Havia planos, sim, grandes planos para a fazenda.
Santa Helena se tornaria mais uma das suas joias: um hotel-fazenda de luxo com uma reserva ecológica que exploraria a beleza natural da região.
Mas Julia e sua família não seriam ignorados.
Ofereceria a eles uma casa confortável, muito melhor do que as acomodações dos outros empregados, e os manteria empregados na propriedade. Julia continuaria cuidando do haras com a paixão que ele admirava, enquanto seu avô e seu pai cuidariam dos pomares de frutas que eram um dos orgulhos de Goiás ,laranjas, bananas e outras frutas que tornavam a fazenda lucrativa todo esses anos se seu pai não tivesse feito um mal investimento e acabando por a hipotecando e a perdendo.
A questão era se Julia e sua família seriam orgulhosos demais para aceitar a proposta.
Diogo se perguntou se ela conseguiria engolir o orgulho e aceitar a nova realidade. Ele precisava dela ali, não só pela competência, mas porque a simples presença de Julia na Santa Helena fazia seu coração bater de um jeito que ele não experimentava havia anos o que o fazia se sentir culpado já que ainda era casado com uma mulher que o traiu de maneira vil ,estava em coma em uma cama de hospital mas mesmo assim ainda era sua esposa.
Mas sentir desejo pela "pequena onça brava" como ele a apelidara era algo que ele não conseguia controlar ,era mais forte que ele.
Ele olhou para a porta novamente, onde ela desaparecera, e sentiu a inquietação tomar conta de si. Precisaria esperar para ver se ela escolheria lutar ou aceitar a mão que ele estava disposto a estender mesmo que, para ambos, significasse atravessar uma linha tA imagem de Julia, com aquele vestido justo que realçava suas curvas, o rosto corado de raiva e o olhar determinado, parecia estar gravada em sua mente.
Ele sentiu seu corpo reagir ao simples pensamento dela em seus braços, a maciez dos lábios dela ainda viva em sua memória. Diogo sabia que qualquer homem que tivesse um mínimo de sangue correndo nas veias teria se sentido atraído por aquela jovem intensa e orgulhosa.
Mas havia mais do que isso. Havia também a sombra do passado, das lembranças que ele preferia esquecer, mas que surgiam como um fantasma cada vez que pensava em trair Suzana , sua esposa.
Suzana estava em coma há três anos, desde o dia do acidente que mudara tudo.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Celia Fernandes
ELA E BURRA DE ACEITA SER ENPREGADA DELE EU NO LUGAR DELA IRIA ENBORA PQ O PAI E O AVO NAO FLO NADA PRA ELA NAO CONFIO NELA ENTAO QUE ELA TEM QUE FASE E IR ENBORA DEIXA ELES QUE SE ENTENDAM AF QUE MENINA TONTA FRACA AF AUTORA FAIS ELA IR ENBORA E FICA LONGE DELE PQ E ISSO QUE ELE E TODOS MERECE QUE HUMILHANTE
2024-11-16
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