Julia sentiu o rosto esquentar, tanto de raiva quanto de vergonha. Ele parecia estar saboreando cada segundo do desconforto dela, e isso a irritava profundamente.
— O que você está fazendo aqui? — Ela perguntou, tentando manter a voz firme, embora suas mãos tremessem levemente ao perceber que seu plano havia se desmoronado ao se deparar com ele.
____A pergunta certa seria o que eu não estaria fazendo aqui. Se quer saber, este banco me pertence e faz parte do Grupo Ferraro, assim como vários outros empreendimentos que possuo ao redor do mundo. Isso responde sua pergunta? - Ele inclinou-se, um sorriso desafiador brincando em seus lábios.
— Eu é que deveria perguntar o que a senhorita ainda faz aqui, e, ainda por cima, vestida de forma tão... ousada. Se estava tentando me agradar, mostrar que não é mais a criança que mencionei, parabéns, senhorita Alves. — Seus olhos a percorriam lentamente, queimando a pele dela com um calor inegável.
— É impossível vê-la como uma pirralha quando está vestida de modo tão provocante assim.
Julia sentiu o coração disparar, um misto de indignação e, para sua surpresa, uma onda de algo mais
algo que a irritava ainda mais.
Ele estava praticamente insinuando que ela havia se vestido assim para se vender . Como se ele fosse digno de sua atenção para algo além dos negócios.
— Acredite, senhor Ferraro, eu vim aqui com intenção de fazer algo para não perder a fazenda da minha família porque é tudo que temos e eu faria qualquer coisa para manter a fazenda — retrucou ela, a voz cheia de desprezo.
— Mas se fosse para agradar alguém,para conseguir esse objetivo , certamente não seria você.
Diogo sorriu, aquele sorriso encantador e perigoso, como se soubesse exatamente o efeito que tinha sobre ela.
— Tudo bem, você não precisa admitir. Mas está claro para mim que está disposta a tudo para conseguir o que quer, senhorita Alves. Me pergunto até onde estaria disposta a ir...
Julia tentou se afastar, mas ele não permitiu, sua presença física parecia preencher o espaço ao redor dela.
— Escute bem, senhor Ferraro, existe uma diferença muito grande em jogar um pouco de charme para alguém para conseguir algo e se vender para conquistar esse
objetivo e eu não sou o tipo de mulher que se vende por dinheiro.
Ele inclinou-se ainda mais, os olhos fixos nos dela, o sorriso ligeiramente arrogante, provocador.
— Não sei se foi essa a impressão que tive. Na verdade, fiquei bastante... impressionado com a sua dedicação a seu objetivo e ficou claro para mim que veio disposta a jogar muito mais do que charme para meu gerente ,mas não contava de me encontrar aqui ao invés dele.Não é?
Ela abriu a boca para protestar, mas ele se aproximou ainda mais, a ponto de Julia sentir o perfume amadeirado dele misturado ao calor de sua respiração.
A proximidade era sufocante, e ele parecia perceber exatamente o quanto a estava desestabilizando.
— Eu te vi ontem, Julia, com aquela atitude de menina arisca, fingindo que não sentiu nada ao me encontrar e aposto que está disfarçando com essa atitude de indiferença que ficou feliz com a surpresa de me encontrar aqui e não ele .— ele sussurrou, a voz quase um rosnado suave.
— Vamos ser sinceros, você veio aqui hoje não só para o empréstimo, veio porque sabia que, se encontrasse o homem certo, talvez ele lhe oferecesse... algo a mais e está com sorte porque encontrou logo o dono de tudo aqui e dinheiro é o que não me falta para ajudar você com objetivo que a trouxe aqui claro dependendo do que estiver dispostas a me dar em troca.
A audácia dele a deixou sem palavras por um segundo.
Sentia o rosto esquentar e o corpo todo tensionar.
— Não sei do que está falando,senhor Ferraro. Eu vim atrás de um empréstimo para salvar minha família, e só isso.
Diogo sorriu, mas desta vez com um toque perigoso nos olhos.
— Muito bem, então vou te fazer uma oferta direta, já que estamos sendo sinceros. Se quer o empréstimo, está concedido. Mas, se realmente estiver disposta a fazer de tudo pela fazenda, eu posso até te dar um extra...- Ele inclinou-se ao ponto de sussurrar em seu ouvido.
— Uma noite comigo, e todo o dinheiro que precisa será seu.
Julia arregalou os olhos, o choque e a raiva misturando-se com uma faísca de humilhação.
Ela se afastou o quanto pôde, com as mãos trêmulas de indignação. Sentia-se traída, como se o chão tivesse sido arrancado debaixo de seus pés.
— O que pensa que eu sou? — Ela sussurrou, quase sem acreditar nas próprias palavras, enquanto se aproximava dele, furiosa.
— Tudo bem, acho que fui direto demais e um tanto rude. — A voz dele era baixa e carregada de um perigoso autocontrole.
— Mereci o tapa, mas não se iluda achando que isso irá se repetir, senhorita Alves. Nunca permiti que ninguém me levantasse a mão, e se fizer isso novamente, terá que arcar com as consequências.
Julia arqueou a sobrancelha, um misto de raiva e desafio em seus olhos.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Pati 🎀
mantenha sua palavra Júlia 🤭
2025-01-07
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