Jonas Alves Ramiro Alves
Naquela noite, ele soubera que ela e seu melhor amigo, Mateus, estavam tendo um caso, uma descoberta devastadora que o feriu profundamente. Ele sempre achara que seu casamento com Suzana era uma união sólida, mas tudo se revelou uma farsa ténu ee entre ódio e desejo.
Eles se casaram por razões práticas.suzana vinha de uma família tradicional, mas seu pai perdera tudo em apostas e precisava de um bom casamento para restaurar a posição social da família e salvar a imobiliária que possuía da falência .
Diogo, por outro lado, precisava de uma esposa que transmitisse estabilidade para sua imagem como CEO,pois sendo um homem solteiro ele não tinha muita credibilidade nos negócios com homens de famílias mais conservadoras.
O acordo era vantajoso para ambos, e Suzana parecia disposta a aceitar, até que, com o tempo, Diogo começou a se apaixonar por ela.
Ela também parecia feliz e apaixonada por ele , até a noite do acidente, quando, entre os fragmentos das mensagens que ela e Mateus trocaram, ele descobriu que ela se casara apenas porque seu pai a obrigou para evitar a falência iminente da família , mas o verdadeiro amor dela sempre fora Mateus o melhor amigo dele e seu advogado.
A pior revelação veio logo após o acidente: Helena estava grávida. A princípio, ele se encheu de alegria com a notícia, mas logo descobriu que o filho era de Mateus.
O choque foi devastador.
Diogo se sentiu traído, usado, e, depois que Suzana ainda consciente lhe contou tudo, o amor que sentia por ela se transformou em uma espécie de ressentimento frio e raiva pela falta de lealdade dela.
Ele chegou a questionar se realmente ainda era fiel a ela por amor ou por pura devoção aos seus próprios princípios.
Desde o acidente, os médicos haviam lhe dito que Helena não acordaria, que a vida dela dependia unicamente dos aparelhos. Mesmo assim, Diogo não conseguia permitir que os desligassem.
Não era por ainda amá-la, mas porque, em algum lugar profundo, ele acreditava que ela pode ter uma segunda chance para refazer sua vida e que, talvez, um milagre pudesse acontecer.
Durante aqueles três anos de solidão, ele se manteve fiel ao casamento, mesmo com inúmeras oportunidades para seguir em frente. Mulheres belas e bem-sucedidas o cercavam, atraídas pela sua beleza e pela sua posição, e ele resistira a todas elas, fiel aos votos que havia feito.
No entanto, Julia Alves parecia ser a exceção, a tentação que ele não esperava encontrar. Ela era intensa, desafiadora, linda, e tinha um temperamento que o fascinava tanto quanto o irritava.
Diogo sabia que aquela proposta , uma noite em troca do empréstimo , fora apenas uma provocação, algo que ele usou para mexer com ela e ver até onde ia a coragem daquela "pequena onça brava ". Ele não pretendia realmente levar a oferta a sério.
Até porque o que ele queria já havia conseguido a fazenda .
No fundo, ele também sabia que Julia estava atraída por ele, apesar da hostilidade que demonstrava.
Ele tinha experiência suficiente para perceber os sinais, os olhares furtivos e a respiração entrecortada.
O orgulho dela a impedia de admitir, mas, cada vez que estavam perto, havia uma tensão entre eles, uma química que ele sentia com clareza.
Diogo soltou um suspiro profundo, deixando o olhar se perder. Julia o desafiava, o desconcertava, e talvez fosse justamente isso que o fazia querer tê-la ainda mais.
Enquanto isso Julia chegou à fazenda sentindo o coração ainda acelerado e os pensamentos confusos.
A lembrança do encontro com Diogo Ferraro se repetia em sua mente como um filme, cada detalhe, cada provocação, o olhar dele, o toque firme e, sobretudo, o beijo. Seu primeiro beijo, o qual nunca imaginara ser dado em uma situação tão estranha e com um homem como ele. Sentia raiva e ao mesmo tempo... uma faísca de algo que preferia ignorar.
Ao entrar pela porta da casa, foi imediatamente surpreendida pelo olhar severo de seu pai, Jonas, e pelo olhar de desconfiança de seu avô, Ramiro. Eles estavam sentados na mesa da cozinha, a expressão de ambos uma mistura de preocupação e reprovação.
— Aonde você foi vestida desse jeito, Julia? — perguntou Jonas, franzindo o cenho enquanto a olhava de cima a baixo, observando o Ramiro balançou a cabeça, soltando um suspiro.
— Não é à toa que os peões passaram o dia falando. Diziam que a “Julinha” havia se transformado em um belo mulherão, mas vivia escondida embaixo de jeans largos e camisetas. E, agora, nos aparece assim?
Julia sentiu o rosto corar de vergonha e irritação. Estava de péssimo humor, cansada e confusa, e a última coisa que queria era ouvir sermão sobre suas escolhas.
— Desculpem, estou... não estou com um bom humor hoje — disse, tentando não perder a paciência.
— Vocês podem falar o que quiserem amanhã, agora só quero descansar.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Mara Coelho
Mulher fraca, sem sal ,submissas e a predileção das autoras.
2025-03-20
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Celia Fernandes
AUTORA PELO AMOR NE NAO DEIXA A JULIA SER FRACA NAO PORFAVOR ELÁ TEM QUE SER FORTE PARA DEIXA ESSA FASENDA E IR ENBORA PQ ELA NAO MERECE SER ENGANDA PELO AVO E O PAI E PELO HORRIVEL DO DIOGO FAIS ELA SER FORTE E IR ENBORA
2024-11-16
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Marli Sinhorini
a mulher de Diogo naot se chamava Susana agora é Helena????
2024-11-15
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