Joker conseguiu eliminar vários membros do time azul, mas sua atenção foi direcionada para um garoto específico, chamado Kraisee. Ele percebeu que o presidente estudantil estava o protegendo de todas as boladas que tentavam atingi-lo.
Isso fez com que ele franzisse a sobrancelha.
Joker conseguiu pegar a bola no ar e sua atenção se voltou para Kraisee. Ele arqueou a sobrancelha, tentando encontrar uma forma de eliminá-lo sem que o outro o impedisse. Joker jogou a bola, mas August conseguiu realmente agarrá-la, protegendo seu amigo.
— Grr! — Joker encarou August. Ele viu a bola voltar em sua direção com violência e percebeu que não conseguiria pegá-la desta vez, então desviou. A bola acabou acertando precisamente o nariz de Fluke, que estava atrás do estudante sem que ninguém percebesse.
August arregalou os olhos, surpreso diante da cena.
— Fluke… — Chamou-o, afastando-se um pouco de Kraisee, que também parecia preocupado com o amigo. Fluke sentiu dor, mas percebeu que seu nariz não estava sangrando.
Ele olhou para August e, sem dizer nada, começou a se afastar em direção ao banheiro. August observava em silêncio, enquanto isso, Joker pegou a bola que estava no chão e aproveitou o momento de distração tanto do presidente quanto de Kraisee para queimá-la.
A bola acertou o braço de Kraisee e os dois se encararam. Joker sorria vitorioso, deixando o menor irritado, com vontade de chutá-lo até a morte.
O apito ecoou e Kraisee foi eliminado.
— Desculpe... eu não vi — August disse, voltando sua atenção para o menor ao seu lado, e Kraisee sorriu fracamente.
— Tudo bem, você me ajudou também. Irei ver se Fluke está bem.
— Deixe que eu vou. — Segurou o ombro do menor.
— Mas você ainda não foi queimad... — Antes mesmo de completar a palavra, uma estudante jogou a bola em August, queimando-o. Ela sorriu divertida, recebendo o sorriso do presidente também. A aluna quase infartou e seu rosto ficou vermelho.
O apito foi soprado novamente.
— É, perdi. — August sorriu e voltou sua atenção ao banheiro, deixando Kraisee para trás. Ele seguiu até onde Fluke estava, entrou no banheiro e o observou em frente à pia, olhando para o enorme espelho.
August sabia que teria que lidar com um amigo possesso. Isso o fez sorrir meio sem jeito. Fluke realmente o encarava como se a pessoa diante de si fosse seu pior inimigo. O clima no banheiro ficou tenso.
— Me desculpa, Fluke. Não queria te machucar. — Se aproximou, vendo o menor virar o rosto. — Ei, olha para mim. Sou seu melhor amigo, não sou?
— Não… — Foi direto. Olhando para o presidente, mostrando um nariz levemente vermelho. — O que notei é que Kraisee é seu melhor amigo. Você o escolheu primeiro de todo mundo e ainda por cima não desgrudou dele. Bem, como o Quiz mostrou.
Ele foi direto, nunca escondeu seus sentimentos. Ainda mais quando seu melhor amigo dá valor a outro e não em si. Kraisee também é seu amigo, mas August é muito importante na sua vida e Fluke realmente se tornou ciumento em relação a ele.
— Ele estava com medo, só queria ajudá-lo. — Tentou segurar a mão de Fluke, mas o menor se afastou. — Eu sou seu melhor amigo, aquele que sempre faz tudo que você quer, mas eu também tenho outros amigos de quem também gosto de cuidar.
Ouviu, Fluke fez bico e virou de costas para o maior. August suspirou.
— Por que você é tão possessivo? O que mais tenho que fazer para você me perdoar?
Fluke ouviu e suspirou. Seu nariz dói, mas é uma dor diferente de qualquer outra. Ele é jovem e ainda muito imaturo. Talvez esteja sendo infantil, contudo, seu coração está dolorido.
August virou o amigo e segurou seu rosto, olhando para seu nariz vermelho.
— Estou me sentindo mal. Nunca quis te machucar. Me perdoa? — Pediu, visivelmente ansioso. Ele nunca machucaria a pessoa na sua frente e fazer isso o deixou péssimo.
Fluke suspirou, reconhecendo a dureza do seu coração. August tinha razão sobre ter outras amizades; isso era algo normal para todos. Por que ele tem que ser possessivo?
— Você vai pagar meu almoço e também o jantar na minha barraquinha preferida? O jantar pode ser naquele restaurante chique que você me levou uma vez. Eu gostei realmente de lá.
Sua voz soou baixa e fofa, August sorriu e concordou com a cabeça.
— Vou. Também te comprarei alguns doces e suco por uma semana.
Fluke sorriu finalmente como uma formiguinha.
— Ok… te perdoo, mas você me machucou. — Fez um bico de dó, acariciando o seu nariz. August pediu desculpas novamente e o abraçou, sentindo-se muito culpado por machucar seu melhor amigo.
— Por que você estava atrás de Joker? Eu queria acertar ele. — Continuaram abraçados. Desta vez, este momento é só deles.
— Eu não achei que a bola viria rente ao meu nariz.
— Está doendo? — perguntou preocupado, vendo o menor concordar com a cabeça. — Vamos para a enfermaria.
Ele se afastou e segurou a mão do menor, puxando-o consigo.
— Não precisa. Não está doendo tanto assim — tentou recuar. Fluke não gostava de enfermaria ou hospital.
— Se inchar? Vai ficar feio. É melhor passarmos alguma coisa — disse ele, sério, deixando Fluke chocado. Se inchar? Nossa... que medo! Desta vez, ele seguiu o melhor amigo sem hesitar.
Do lado de fora do banheiro, Kraisee estava sentado no alto da arquibancada com Win e Madee, que também acabara de ser eliminada. Eles descascavam e assistiam os restantes dos alunos jogarem.
— Olha… — Win apontou para August e Fluke, que saíram do banheiro de mãos dadas.
Kraisee observou e viu August apontar os dedos para a saída, dando a entender que eles iriam embora do ginásio. Os amigos apenas concordaram com a cabeça em silêncio e observaram os dois sumirem pelo enorme portão.
— Acho que Fluke se machucou. — Disse, pensando na bolada que levou do próprio August.
— Acho que não... ele é difícil de se machucar. — Madee pegou o celular e começou a responder às mensagens do namorado, sorrindo para a tela.
— August está com ele. Então, Fluke ficará bem — Win comentou, e Kraisee concordou. — É melhor usarmos esse tempo para terminarmos a lição da aula anterior.
— Verdade… — Kraisee buscou sua bolsa. Ele a trouxe para terminar os deveres, sabendo que não participaria muito do jogo e teria um tempo livre para estudar... Win também trouxe as suas, e os dois deixaram tudo em cima do degrau largo.
— Você trouxe fones? Esse barulho não vai nos deixar concentrar — Win perguntou, e seu amigo concordou. Os dois colocaram os fones e a música preencheu seus ouvidos.
Kraisee começou a responder às perguntas, tentando se concentrar apesar dos alunos que gritavam. Ele olhou na direção da quadra e seus olhos pararam em Joker, que estava tomando água no degrau de baixo. Seus olhares se encontraram como ímã.
Ao ser pego no flagra, Kraisee desviou rapidamente o olhar e se questionou o motivo de ter olhado justamente para ele. Joker tem lhe irritado muito ultimamente, e evitá-lo é o que tem tentado fazer, mas agora ele estava ali, encarando-o. A situação era constrangedora.
Joker sorriu, bebeu a água enquanto olhava para Kraisee e depois voltou a jogar, já que ainda não tinha sido eliminado.
Ainda faltavam vinte minutos de jogo e todos se divertiam jogando queimada. Joker era realmente bom, enquanto First e Prem haviam sido eliminados recentemente, e Banz continuava a jogar, queimando alguns alunos do time azul.
Os dois se juntaram para dar apoio reciprocamente. Banz e Joker tinham as mesmas alturas, mas um era um pouco mais encorpado, quase nada, e o outro esculpido como um modelo.
O professor já estava cansado de soprar o apito. Ele olhou para o relógio em seu pulso e suspirou. Faltavam menos de quinze minutos para a aula terminar e alguns alunos estavam jogando concentrados.
— O time vermelho está ganhando… — avisou, pois a aula estava prestes a acabar. Joker sorriu satisfeito, ele tinha um ego grande e sabia que seu time venceria, afinal ele e Banz estavam presentes; sem eles, a vitória era improvável.
Sim, esse aluno demonstra ter uma autoestima bastante elevada.
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Atualizado até capítulo 39
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