Já havia se passado metade do dia no colégio e August estava na sala do presidente estudantil com seus representantes. Eles tinham uma sala própria para trabalhar e fazer reuniões, pois o cargo de presidente estudantil era algo sério na escola.
Suas responsabilidades incluíam cuidar dos alunos de toda a escola, auxiliar as salas de aula e também os cursos de música e arte. Para cumprir essas tarefas, era necessário ter uma sala onde ele pudesse arquivar seus trabalhos e as fichas dos alunos. Como apenas um estudante, August não recebia dinheiro - pelo contrário, ele buscava boas notas para garantir sua entrada em uma das melhores faculdades no futuro. Isso, de fato, era algo maravilhoso.
Ser presidente estudantil não é um trabalho de adulto, é apenas algo fácil para os alunos que gostam de seguir regras. Quando se torna um presidente, é muito importante seguir as regras e nunca quebrá-las.
Depois de conversar com os representantes de cada sala, August os dispersou. Win, que era representante da sala B, foi embora, seguindo para o banheiro. Enquanto isso, Fluke entrou correndo na sala estudantil e viu o seu melhor amigo sentado na mesa do presidente.
— Phi… — Gritou ele e sorriu. August olhou para seu Nong e arqueou a sobrancelha.
— O que foi, Nong?
Fluke puxou uma cadeira para sentar ao lado esquerdo do presidente estudantil.
— Você está ocupado? Quero jogar um quiz com você... Se você estiver ocupado, eu posso esperar. — Sorria animado, olhando para seu melhor amigo. Os dois estavam sozinhos na sala, onde havia uma mesa no canto e, no centro, uma mesa de seis lugares. No outro canto, um sofá com uma televisão. Esse era todo o luxo que um presidente e seus representantes tinham na sala.
— Só estou terminando de assinar uns trabalhos para o diretor e já ficarei livre.
— Então, esperarei quieto até você terminar, — encostou o canto da cabeça no braço do seu Phi.
— Você não deveria estar na sala de aula? — perguntou August, sem se importar com Fluke ali, grudado em si.
— O professor não veio, estamos livres nesta aula. Então vim te ver para jogarmos esse quiz — falava baixinho, observando August assinar alguns trabalhos que ele teria de fazer durante o ano todo. Ser presidente realmente é muito valioso.
— Hm…
August não disse mais nada e os dois ficaram ali em silêncio, Fluke ao seu lado esquerdo, encostando a cabeça em seu braço. Depois disso, seu dever finalmente acabou.
— Ok, terminei... — August guardou as papeladas na pasta e as deixou em cima da mesa. — Qual jogo você quer jogar comigo?
Fluke pegou o celular e abriu o link que tinha deixado salvo.
— Então, eu vi duas amigas respondendo a esse quiz na sala de aula e fiquei curioso. Agora eu quero fazer com você…
— Comigo? — August não se sentia surpreso. Fluke sempre foi uma pessoa agitada que gostava de experimentar coisas novas e, em todos os seus experimentos, ele sempre o arrastou consigo.
— Sim, me responda com sinceridade, ok? — Fluke o olhou esperançoso, e viu August concordar com a cabeça. — O quiz se chama…
Fluke parou antes de ler o nome. O nome era: "O Quanto Ele Gosta de Você", mas preferiu criar outro e disse:
— Escala da Amizade Verdadeira… — Sorriu meio nervoso, mas conseguiu disfarçar, e August também sorriu.
— Você está querendo testar minha amizade contigo? Não confia nela? — perguntou suave, e Fluke negou.
— Claro que confio. Você é meu melhor amigo por motivos nobres.
— Ok. Faça as perguntas, vou responder com sinceridade.
— Certo. — Olhou para a pergunta e leu: — Pergunta um: Quando você me vê, você olha diretamente para mim? Ou apenas quando vamos conversar?
August pensou na pergunta e franziu a sobrancelha. Então, ele respondeu:
— Quando vamos conversar, eu olho para você… essa é uma pergunta boba.
Fluke sorriu e apenas marcou a resposta B: Apenas quando vai conversar.
— Você sempre me procura para ficar ao meu lado?
Outra pergunta, e August respondeu calmamente.
— A gente sempre está junto, pois você sempre me arrasta para tudo o que vai fazer ou comer.
Fluke marcou a alternativa C: ‘raramente...’, pois, como August disse, quem o procura é o próprio Fluke.
— Pergunta três: Você muda seu jeito de agir ao meu lado? Fica tímido?
August sorriu com a pergunta e respondeu sinceramente.
— Com você, eu sou eu mesmo. Então, não mudo minha forma de agir.
— Ok. — Escolheu a opção D: nunca... — Pergunta quatro: Você me acha engraçado? Ou apenas sorri por ser eu?
Os dois se encararam... e August sorriu.
— Sim, às vezes acho engraçado... outras vezes me irrita. — Ele bagunçou o cabelo do menor, que bateu em sua coxa farta.
— Eu não te irrito. Você me ama e eu te amo.
— Ok. — Sorriu. — Outra pergunta.
— Certo. — Ele marcou a opção B: ‘algumas vezes’ e leu a pergunta cinco: — Sempre que marcamos um encontro com os amigos e eu não vou, você fica chateado?
— E quando você não vai? Você é bem elétrico. Tenho que ficar cuidando de você…
— E se eu não for?
— Saberei que nesse dia estarei em paz. — Disse e Fluke o encarou com um bico desconfiado.
— Que bom amigo você é… — Marcou a opção C: ‘Não liga’. Fluke leu a próxima pergunta e sorriu. — Você sente ciúmes se algum garoto se aproxima de mim?
— Por que eu ficaria com ciúmes? Você acha que a minha amizade é possessiva?
— Eu não ligo para uma amizade possessiva. Eu sou possessivo com meus amigos também.
August franzia a testa.
— Não sou possessivo, próxima pergunta.
— Ok… — Fluke marcou a opção D: ‘Nunca’, com tristeza, e leu a pergunta sete: — Você fala de mim para os outros?
Esta era uma pergunta interessante e Fluke a olhou curioso.
— Às vezes sim… — foi simples, e Fluke esperou mais.
— Só isso?
— Sim…
Fluke bufou e marcou a resposta B: Algumas vezes.
— Última pergunta: de um a dez, quanto você gosta de mim, pessoalmente? A pessoa que sou.
August olhou para a pessoa ao seu lado. Esta pessoa, com quinze anos, é bastante chamativa, gosta de mostrar 1% da barriga, dança na frente do som e conversa com todo mundo, seja estranho ou não. Esta pessoa vai causar dores de cabeça no futuro, seja na faculdade ou na vida adulta. O futuro com esta pessoa é tão agitado.
— Sete... você ainda vai me dar dores de cabeça.
Fluke sabia que essa era a sua nota. Ele sabia que August o achava muito agitado e às vezes sentia dor de cabeça. Então, ele marcou a numeração e clicou para calcular o resultado.
A resposta foi: 30%, ele realmente gosta de você, mas como um bom amigo.
Ler isso o deixou com o coração triste, mas ele não demonstrou. Apenas fingiu sorrir e olhou para o amigo.
— 90% melhores amigos. Você realmente me ama — sorriu e viu August sorrir também.
— Nasci para te aguentar, não é? — Fluke concordou. — Acabou o quiz? Estava tão divertido...
Fluke olhou para ele e pensou em alguém, esse alguém com nome e sobrenome: Kraisee Bunmi.
— Quero saber o quanto você é amigo do Kraisee.
— Por quê? — Arqueou a sobrancelha mais uma vez.
— Curiosidade... e também vi que você ficou com o desenho dele de arte. Meu amigo vai gostar de saber qual é o percentual da sua amizade com ele.
August pensou nisso e seus olhos se iluminaram.
— Ok... faça as perguntas novamente… — agora ele estava mais interessado. Fluke olhou para o celular novamente e suas mãos ondularam discretamente.
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Atualizado até capítulo 39
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