Chiang Mai é uma cidade localizada no norte montanhoso da Tailândia. Além de ser bela, também é uma cidade antiga e religiosa, com vários templos budistas, o que atrai muitos turistas. No entanto, para Kraisee, os turistas não são um incômodo, já que os tailandeses gostam de contar suas histórias e ele nunca teve experiências negativas com estrangeiros.
Apesar de apreciar a calmaria da cidade, Kraisee achava fascinante toda a atenção que Chiang Mai recebia.
Ele observou os enormes portões da escola, pensando que, embora a cidade seja antiga e conservadora, ao menos a instituição de ensino era moderna e bonita.
— Chegamos. — Sonya olhou para os filhos. — Estudem bem, ok? Não baguncem.
— Ok, mãe. Até mais tarde. — Kaew beijou a bochecha de sua mãe e saiu do carro. Kraisee sorriu para Sonya.
— Tchau, mãe.
— Tchau, meu amor… — Ela segurou a mão do filho e sorriu. Kraisee se despediu com um abraço e também saiu do carro, entrando pelo portão. Sonya os observava antes de ligar o carro e partir.
Kraisee e sua irmã gêmea tinham amigos diferentes, por isso, ao entrarem na escola, eles se separaram, seguindo caminhos diferentes. Kaew correu até suas amigas e as abraçou. Grace Manatsanan estava no meio, como sempre, era amiga de todo mundo e todos a achavam divertida.
Enquanto isso, Kraisee seguiu até o refeitório para encontrar todos os seus amigos que gostavam de se reunir para comer juntos.
— Ei, Kraisee, aqui! — Fluke ergueu o antebraço e acenou, levantando um pouco o corpo para chamar a atenção do amigo.
Kraisee olhou na direção da mesa e viu que além de Fluke, estavam também August, que sorriu animado ao vê-lo, sua amiga Madee e Win, que observava sem demonstrar reação.
— Bom dia… — cumprimentou Kraisee, sorrindo ao sentar-se ao lado de Win e olhando para todos.
— Bom dia… — respondeu Win calmamente.
— Bom dia! — exclamou Madee, abraçando o celular como se fosse seu namorado Mark.
— Você dormiu bem? — Foi August quem iniciou a conversa. Seus olhos brilhavam de animação ao olhar para Kraisee.
— Dormi, sim, e você?
— Sim… — Sorriu August. Ele, que é presidente da escola, iria continuar o assunto, mas Kraisee desviou sua atenção para Fluke, que estava sentado ao lado do presidente, observando um doce com atenção.
— O que é isso? — Kraisee percebeu que o doce era diferente. Conhecendo Fluke como conhece, deve ser um doce brasileiro.
— Isso se chama pudim. Eu comprei na conveniência brasileira perto de casa — Fluke sorriu. O pudim estava num fresquinho transparente. Ele abriu a embalagem e cheirou; seus olhos brilharam. — Nossa, o cheiro é ótimo. Vocês querem experimentar?
Perguntou, olhando para todos. Win negou, Kraisee também e Madee não comia doces, pois estava de regime. Então, Fluke virou-se para August, o seu amigo aventureiro.
— Ah, nem pensar. Eu não quero — August rapidamente negou, mas Fluke não deu ouvidos.
— Ninguém quer experimentar comigo, Phi. Por favor... — Arrastou o corpo no banco para ficar corpo a corpo com o grande presidente. Ele enfiou a colherzinha no doce gelatinoso e a guiou até August. — Experimente...
Todos olhavam para eles. Estavam curiosos para saber qual era o sabor do doce.
August não conseguiu negar, pois conhecia Fluke e sabia que, em seu dicionário pessoal, a palavra ‘não’ não existia quando se tratava de si próprio. No final, o estudante popular concordou com a cabeça, sabendo que o alimento não era de outro mundo. Suspirando, abriu a boca para ser alimentado.
— Aa, o que achou? — Fluke enfiou a colher de plástico na boca do presidente e aguardou o mais velho experimentar. Ele gostava de alimentar August, também gostava de provocá-lo e sempre corria atrás dele para conversar.
Se Fluke pudesse, cuidaria de August todo momento.
— Hm… não é ruim, mas é muito doce. — August foi sincero. — Mas, não é bom comer tão cedo assim...
August tem dezesseis anos, enquanto Fluke tem quinze. Eles estudam juntos e são melhores amigos há muito tempo. Cada um conhece muito bem o outro e o mais novo sorriu, também provando o pudim.
— Realmente é uma delícia. — Seus olhos brilhavam. Ele amava doces, ainda mais depois de ter descoberto a conveniência brasileira localizada logo acima de sua casa. Desde que entrou lá e comprou seu primeiro doce, Fluke percebeu que havia sonhos que ele precisava realizar no futuro. Como, por exemplo, conhecer o Brasil.
— Você é um fanático pelo Brasil, isso é evidente. — Madee demonstrou uma careta. Sendo cunhada de Fluke, ela sabia o quanto o irmão de seu namorado adorava frequentar a conveniência.
— Um dia partirei para o Brasil e quero ver você sentindo minha falta. — Olhou para Madee enquanto saboreava o pudim.
— Eu não vou sentir sua falta. — Mostrou a língua e os dois viraram a cara um para o outro. Eles eram assim todos os dias, até mesmo na casa de Fluke, os dois não cansavam de brigar. Mark era o único cansado com toda a situação.
Fluke virou na direção de August e começou a alimentá-lo com pudim. No final, o presidente é o único que faz suas vontades.
Depois de comer todo o pudim, Fluke se levantou do banco onde estava e se afastou para lavar as mãos. Finalmente, August pôde dedicar sua atenção a Kraisee. Ele pegou a bolsa e tirou um bolinho de baunilha, sabendo que o menor gostava muito desse sabor.
— Eu comprei para você. Sei que você gosta muito desse bolinho — August sorriu e viu Kraisee pegá-lo nas mãos.
— Ow, onde você encontrou? Eu não o via há tanto tempo. Obrigado! — Ele sorriu e abriu o bolinho, saboreando.
— No shopping. Ontem saí com Fluke e vi o bolinho.
— Entendi…
— Não sabia que só existia Kraisee aqui. Pelo menos, Fluke sabe oferecer seus doces para todos. — Win observava e notava o olhar de August para si.
— Não sabia que você gostava de bolos, miaw. — Sorriu. Ele o chama de miaw, pois Win tem olhos de gato, ou seja, uma doença chamada Schmid-Fraccaro, onde suas íris não são perfeitamente redondas e sim um pouco diferentes, como um risco gordo.
Ele enxerga normalmente, mas infelizmente no escuro acaba não vendo nada. Podem, por sorte, Win era bonito e seus olhos apenas o deixaram mais bonito ainda. Para todos, ele era diferente e admirável.
— Eu gosto um pouco. — Deu de ombro, não ligando muito. Win só gostava de irritar August, pois estava muito na cara o que o presidente sentia pelo seu amigo.
Então, um celular começou a tocar e Madee vibrou ao ver que se tratava do Mark lhe ligando em chamada de vídeo. Ela rapidamente sorriu brilhantemente e o atendeu.
— Bom dia, Phi. Você acabou de acordar? — Perguntou a ele e viu o namorado bocejar.
Tenho que ir para a faculdade hoje…
Sua voz foi escutada por todos. Fluke se aproximou novamente do grupo e se sentou onde estava sentado antes, ao lado de August. Ele olhou para a cunhada que conversava feliz com seu irmão e depois seguiu seus olhos para Kraisee, que comia um bolinho.
— É o bolinho que você comprou ontem? — Olhou para August e o viu concordar. Fluke demonstrou um bico. — Você comprou para ele tão facilmente, enquanto para mim eu tive que implorar. Você é malvado.
Bateu em seu braço com intimidade que só eles tinham um com o outro.
— Ele tem seus preferidos — provocou Win, e Fluke cruzou os braços.
— Eu te comprei uma barca de açaí… — lembrou August, e Fluke sorriu meio sem graça, pois realmente havia se esquecido disso.
— Verdade… meu amigo é tão bom comigo. — Abraçou o braço que havia batido e ficou assim enquanto August suspirava cansado.
Kraisee sorriu e viu August implorar por ajuda, mas nada aconteceu. Afinal, eles eram fofos juntos e todos sabiam que o presidente estudantil era o único que conseguia lidar com Fluke.
Como seu único fiel amigo escudeiro.
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Atualizado até capítulo 39
Comments
Anne Jay
Acho que esse August gosta de Kraisee...
Ficarei de olho 😌🍿
2025-03-10
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Anne Jay
nossaaaaa que preconceito é esse com o sr.pudim? 🍮🥺
2025-03-10
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