— Ei… — Finalmente olhou para cima e se surpreendeu ao notar que a pessoa com quem havia batido era nada menos que Joker. — Você…
Joker abaixou a cabeça para olhar o pequeno nerd e arqueou a sobrancelha.
— Eu?
Kraisee não disse nada, apenas observou Joker com os olhos, enquanto Win permanecia parado e quieto.
Enquanto o observava, Kraisee notou que Joker não tinha espinhas, apenas leves sardas pelas bochechas. Seus cabelos continuavam lambidos para trás, como se nunca ficassem bagunçados, e o Ray-Ban continuava lá, como um enfeite.
Joker parecia um agiota descolado, com tatuagens que deixaram Kraisee na dúvida se eram falsas ou verdadeiras. O pior, suas roupas estavam bagunçadas e amassadas. Ele não sabia se arrumar direito? Mas mesmo assim, isso não o deixava feio...
Calma… Por que Kraisee está pensando nisso?
— Ei… vai sair da frente ou quer que eu te atropele? — Falou Joker e Kraisee voltou a si.
Merda! Por que ele ficou parado na porta encarando Joker assim? Ah, que vergonha.
— Vamos, Kraisee! — Win puxou o braço do amigo e eles passaram ao lado de Joker, que sorriu.
— Na próxima, me peça uma foto. Desta forma, você pode ficar admirando…
Disse enquanto Kraisee passava ao seu lado. O garoto o olhou e franziu a sobrancelha.
— Não quero uma foto sua nem pintada de ouro.
Bufou. Ele se odeia por fazer o que fez. Digo isso, Kraisee e Win seguiram para seus lugares onde se sentaram.
Joker estalou a língua para esse estudante, mas ele resolveu ignorar. Não iria criar inimigos no seu primeiro dia de aula.
Na verdade, ele só queria dormir. Então, saiu da sala e seguiu até o telhado, onde deitou-se e ficou ali, faltando as aulas seguintes. No final do dia, quando todos iam embora para suas casas, ele foi atrás de seus supostos colegas encrenqueiros para fumarem vapes.
Prem, First e Banz olhavam para Joker, chocados.
— Quem você pensa que é, cara? Não queremos ser seu colega! Você não entende isso? — Prem estava prestes a surtar e encarou Joker como seu eterno inimigo. Alguém ensina limites para esse maluco?
Joker sorriu, mostrando seu aparelho rente aos seus dentes perfeitamente alinhados.
— Vaza! — continuou Prem. Os quatro estavam na rua, ao lado do gigantesco portão escolar, onde Joker os havia parado para perturbar sua paciência.
O aluno novo jogou o chiclete fora e tentou se manter pacífico, jogando o jogo de manipulação. Ele quer beber cerveja e não fará isso sozinho.
— Ok… eu sei que fui muito ignorante desde que cheguei de manhã, então estou aqui para me redimir. Por isso, estou convidando vocês…
Os três encararam Joker.
— Eu fui um pouco porre, eu sei… — continuou.
— Pouco? — First ironizou, chocado.
— Um pouco… — Joker olhou para ele com uma carranca. — Ok, vamos fazer assim… — Ele pensou um pouco. — Vou pagar lanche para vocês. Não vou ser mão de vaca e vocês poderão comer tudo o que quiserem.
Ele continuou com seu teatrinho de bom moço. Na verdade, Joker nunca foi amigo de ninguém, ele não acredita nisso, nem na palavra amor, já que desde que nasceu até hoje, ninguém nunca o amou, nem mesmo seus pais. Ninguém nunca foi seu amigo, já que existia interesse nessa amizade.
Então, agora ele será colega de pessoas falsas e encrenqueiras como esses idiotas.
— Estou aqui disposto e convidando vocês. Vamos beber, encher a cara e comer alguma coisa. Sem esquecer dos vapes.
Continuou e Prem cruzou os braços.
— Você acha que pode nos comprar?
Joker deu de ombros. O céu já escurecia e ele tinha pressa. No final, agir gentilmente não acrescentaria nada nesse caso.
— Vocês vêm? — Olhou para os três, enquanto isso, no enorme portão ao lado, passava o grupinho de Kraisee. Eles planejavam comprar sorvetes antes de irem embora, e a sorveteria ficava próxima dali.
Kraisee olhou para os quatro encrenqueiros e os ignorou. Enquanto isso, Win apenas teclava em seu celular, seguindo os amigos calmamente, sem prestar muita atenção neles.
— Hoje vou experimentar o sabor de Danone. — Fluke comentou enquanto abraçava o antebraço de August, o presidente popular da escola.
Eles iriam comemorar a pequena conquista do amigo e quem pagaria pelos sorvetes no final seria o próprio presidente estudantil rico.
— Você vai querer comer o quê, Key? — August deixou Fluke para trás e seguiu atrás do Kraisee, usando o topo da sua cabeça como apoio para seu braço.
— Ei. — O menor se afastou e bateu levemente no amigo presidente. August sorriu, Fluke demonstrou um bico e agarrou sua cunhada, abraçando-a. Diante disso, todos andavam pela calçada e atravessaram a rua em direção à sorveteria de tamanho médio.
Enquanto um grupinho de amigos seguia para a sorveteria, Joker, Prem, First e Banz continuavam ao lado do portão colegial, discutindo:
— Deixe-o ir conosco. — Banz pediu com a voz cansada.
— Ahn! Você é amigo dele, por acaso? — First perguntou, e Banz negou.
— Só quero ir embora. Já está anoitecendo e ainda estamos aqui, mesmo sabendo que Joker não vai mudar de ideia. Apenas vamos segui-lo…
— Ok!
Prem finalmente concordou, encarando Joker com raiva, que sorria vitorioso. Como ele odeia esse cara.
— Para onde você vai nos levar? — Prem perguntou, encarando-o.
— Para um bar!
Banz ouviu e revirou os olhos, mas não disse nada.
— Vamos! — Prem finalmente cedeu ao transferido e todos o seguiram, indo primeiro para sua casa, onde trocaram de roupas, tirando os uniformes escolares para conjuntos de marcas famosas.
…
A entrada do bar era muito luxuosa e os três amigos não disseram nada, apenas seguiram Joker para dentro. O lugar rapidamente se encheu de formalidade. Era um bar tão bonito que Banz, Prem e First encaravam tudo surpresos. Joker guiou os colegas até uma mesa com cadeiras confortáveis e colocou seu vape na boca, fumando calmamente.
— Vocês fumam? — Perguntou, olhando para os três.
Banz negou sem sentir vergonha, mas Prem, que era o mais velho de todos ali, não disse nada. Ele sabia que não poderia admitir que nunca experimentou aquilo, afinal, ainda era menor de idade.
— Nenhum de vocês fuma? — Gargalhou. — Que tipo de valentões vocês são?
Prem bufou, quase vomitando de raiva.
— Olha como fala conosco, ouviu? Quer que a gente vá embora?
— Ok. Hoje vou ser legal com vocês, já que vamos formar uma gangue, irei cuidar dos meus Nongs com gentileza — Joker levantou a mão e um funcionário do bar cinco estrelas se aproximou.
— Vão pedir algo?
— Sim!
Joker pegou a carteira e tirou um cartão preto de vip.
— Traga três vapes, cervejas e chocolates.
Pediu. Naquele bar, além de ser grande e bonito, tinha de tudo para agradar seus clientes VIP. Desde que Joker chegou nessa cidade, ele rapidamente adquiriu uma identidade falsa e comprou uma passagem VIP, podendo sempre ir e vir quando bem-quisesse.
Prem arqueou a sobrancelha e não disse nada, enquanto Banz sorriu. Ele sabia que ser amigo dessa pessoa lhe traria alguns benefícios. Enquanto isso, First observava os preços das bebidas. Isso era muito caro.
Joker sorriu satisfeito. Ele era rico e podia se dar ao luxo de esbanjar dinheiro, mas os três amigos o chamavam de lunático, que acreditava poder fazer o que bem entendesse. No final, eles três não puderam fazer nada além de continuar ali, bebendo e fumando com Joker.
Após beber um pouco, como eram adolescentes, o álcool já estava correndo em suas veias e calmamente os quatro começaram a se divertir jogando sinuca. Eles realmente se uniram nisso, brincando, conversando e rindo alto. Se Banz, First e Prem achavam que eram encrenqueiros antes, era porque não conheciam esse lunático com um sobrenome estranho de seu pai.
Joker realmente é um psicopata maluco!
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Atualizado até capítulo 39
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