— Faça o que ele está pedindo — disse Banz para o amigo, enquanto Joker o olhava com um sorriso presunçoso.
O sorriso era maldoso, mas também juvenil, chamando a atenção de algumas alunas presentes. Joker continuava a apertar o pulso de Prem, com seus olhos marrons seguindo de Banz para First.
Ao olhar para First, o estudante transferido percebeu que ele continuava imóvel no mesmo lugar, parecendo inseguro em obedecer. Joker arqueou a sobrancelha e apertou ainda mais o pulso do estudante ajoelhado no chão.
— Você não vai obedecer? — Joker perguntou debochado e Prem gritou de dor e agonia. Que vergonha, pensou ele. — Quer que eu quebre o pulso dele? Falta pouco?
Começou a brincar de torcer, ignorando os gritos do aluno ajoelhado no chão. Todos da sala observavam a cena e se viram chocados. Que estudante transferido louco!
— Aaa, já estou perdendo a paciência! — O olhar de Joker se tornou feroz. Ele tirou o chiclete da palma da mão de Prem e grudou no seu cabelo preto, brincando de humilhação. — Peça para o seu amigo comprar uns doces para mim. Estou com fome e fico de mau-humor quando estou com fome.
Prem começou a suar frio. Claramente, o transferido era um mimado rico, porém, demonstrava ter bastante personalidade. Para uma mente esperta, era melhor não mexer com ele.
— Seu… seu desgraçado… — Prem disse, observando o sorriso presunçoso do transferido. Ele baixou o olhar envergonhado e sentiu o pulso começar a inchar. — First... vá buscar...
— O quê? — First arregalou os olhos. Como era possível que seu líder se submetesse a essa humilhação?
— Vá... VÁ! — Gritou de dor com o aperto. — Faça o que esse desgr... que ele está pedindo.
O suor escorria pela testa de Prem, que franziu a sobrancelha em agonia. Eram três contra um, mas Banz parecia um pouco indisposto, First não reagiu e o líder sofria com a humilhação.
Joker sorriu novamente, satisfeito.
— Vá! — Pediu debochado para First.
First soltou um bufo e saiu da sala com a cara fechada, fazendo a vontade do transferido.
Depois que ele saiu, Joker se sentiu satisfeito e soltou finalmente o pulso do estudante ajoelhado no chão, que sofria com a torção. Ele olhou para Prem e limpou as mãos como se a situação fosse desprezível.
— Que patético!
Comentou de forma prepotente e passou pelo estudante caído no chão e depois pelo Banz, que o encarava em silêncio, de igual para igual.
— Você parece ser legal. Qual é seu nome? — Joker perguntou a ele, agora com um sorriso divertido. Afinal, aquele aluno de sua altura não o desafiou como os outros dois. Ele prefere cachorros obedientes.
Banz fechou a expressão e virou as costas, dirigindo-se até sua carteira sem dizer uma palavra. Joker continuou sorrindo e o seguiu até o fundo da sala, ao lado da janela, sentando-se à frente de Banz, na mesa vazia.
— Ei... Ei... — Prem levantou-se do chão e caminhou apressadamente até o fundo, tropeçando nas mesas dos colegas sem se importar com a confusão. — Este lugar é meu.
Parou em frente ao aluno transferido e viu-o olhá-lo com desdém.
— Agora é meu. Algum problema? — Encostou-se na janela e ficou ali sentado relaxado, enquanto sua bolsa escolar estava jogada na mesa branca. — Eu gosto da vista de fora.
Joker era um estudante, mas parecia um gângster diante de sua personalidade. Prem realmente se sentiu intimidado.
— Eu... — O aluno segurava o pulso dolorido e olhou atentamente para o aluno transferido. Mesmo com o short azul escolar, suas pernas são longas como as de um atleta. Sua tatuagem no braço parece ser realmente verdadeira, porém, um estudante dessa idade não pode ter tatuagens, isso é ilícito.
Como o aluno transferido conseguiu a dele? É verdadeira ou falsa? Prem se questionou em silêncio.
Mas, diante de uma aura tão forte, o aparelho nos dentes quebra um pouco a brutalidade.
— O que está olhando? Me acha bonito? — Joker perguntou, e Prem voltou a si.
— Que absurdo! Qual é seu nome? — Joker suspirou e desviou o olhar, olhando para todos naquela sala. Eles também estão curiosos.
— Me chamo Joker. Agora vá! Encontre outro lugar para ficar! — Abriu a bolsa e pegou uma barra pequena de chocolate, além de chiclete. Chocolate também é seu vício e começou a comer, ignorando todos ali.
Prem olhou para Banz e viu-o mover a cabeça discretamente, como se dissesse com os olhos: "Faça o que ele está pedindo!" Prem bufou, segurando o pulso dolorido, e olhou para um estudante ao lado do amigo, encarando-o de forma ameaçadora.
— Vaza, ache outro lugar para você, esse agora é meu — disse Prem, em tom duro.
O aluno medroso concordou, arrumou suas coisas apressadamente e saiu do local, deixando a mesa livre para Prem, que se sentou com uma expressão fechada.
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Alguns minutos se passaram e a professora ainda não havia chegado. Com isso, First atravessou a porta carregando uma sacola de comida e correu para o fundo da sala, até o canto da janela.
— Aqui! — Ele jogou a sacola na mesa do transferido e estranhou o estudante ali. "Esse é o lugar de Prem, o que aconteceu?" Pensou.
Sem perguntar, First seguiu até seu próprio lugar e se sentou. Agora, dali em diante, ficaria um grupo de quatro mesas, com Banz e Prem nas últimas carteiras e First, com Joker, nas suas frentes.
Joker de fato escolheu um bom lugar, com uma ótima vista da janela. Os três encrenqueiros olharam para ele e se olharam. First coçou a cabeça e virou o corpo na direção de Prem, perguntando baixinho:
— Por que ele está no seu lugar? — Os dois olharam para as costas de Joker, e Prem bufou.
— Porque ele é um desgraçado! — Sussurrou.
— Não podemos deixar esse filho da puta nos tratar assim, temos que fazer algo… — First sussurrou para que terceiros não ouvissem.
— Não… Tenho a intuição de que ele está envolvido com macumba. É melhor não provocá-lo.
— Sério? — Desta vez, falou um pouco mais alto e colocou a mão na boca, olhando para Joker, porém, ele continuava alheio. Banz observou o amigo e franziu a sobrancelha. — E se ele invocar um fantasma para nós? Aaaa, que medo!
Começou a tremer. First sempre teve medo de fantasmas e seu corpo começou a suar. Prem revirou os olhos e calou a boca quando a professora de matemática entrou na sala.
— Bom dia, turma. Desculpe a demora. Hoje é o primeiro dia de aula e já começamos assim, com atrasos.
Iniciou com um pouco de ironia e finalmente se apresentou:
— Me chamo Nattaya Sukhotwat e sou a professora de matemática. Alguns já me conhecem desde o ano passado, então não tenho muito que dizer de mim, a única coisa que direi é que tenhamos um bom ano de estudo todos juntos.
Ela sorria gentilmente, enquanto olhava para todos. No total, tinha trinta e dois alunos na sala e todos estavam quietos.
— Alguém quer ser presidente de classe esse ano?
Os estudantes olharam entre si e murmuraram, porém, nenhum levou a mão.
— Eu quero! — Win foi o primeiro a levantar o braço, e todos olharam para ele.
— De novo, aff! — murmurou uma estudante que penteava seus cabelos.
— Sempre é ele... e sempre o filho do diretor ganha... — disse outro estudante. Win apenas ignorou e continuou com o braço erguido.
— Alguém mais quer? Podemos fazer uma votação — a professora sugeriu, e todos voltaram ao silêncio. — Ninguém?
Prem cruzou os braços e, após pensar um pouco, também levantou a mão.
— Eu quero!
Ele sorriu sarcasticamente, então o seu pulso voltou a doer, enquanto Win o olhava e revirava os olhos.
— Ok. Então, venham aqui na frente, vamos fazer a votação. — A professora pediu gentilmente.
Prem se levantou da sua cadeira sorridente. Ele é alto, imponente e bonito, mas todos têm medo dele, ao contrário de Win, que é baixinho e frio como um iceberg.
Ambos avançaram até a lousa branca, onde a professora escrevia os nomes dos dois, e depois começou a perguntar.
— Em quem você vota, Ploy?
Todos olharam para ela, a primeira aluna da fileira, inclusive Prem, que a encarou com terror. A garota de saia azul ficou assustada e começou a tremer.
— Eu… eu… voto no Win!
Um voto.
A professora colocou um pauzinho embaixo do nome do estudante, filho do diretor.
— Leng, e você?
Agora era a vez do estudante, atrás de Ploy, dizer. Ele era um pouco debochado e demonstrava não ter medo, nem mesmo com Prem lhe encarando mortalmente.
— Win…
Segundo ponto.
A professora acrescentou outra perninha e a votação continuou fluindo calmamente de mesa em mesa.
Win recebeu dez pontos e Prem, três.
— Kraisee, sua vez…
— Escolho Win!
A professora acrescentou outro ponto e as fileiras foram votando até chegar a Joker.
— Vou escolher meu colega, Prem, ele está precisando de uma migalha. — Joker sorriu, deixando o colega irritado.
— Ok! — Nattaya anotou o ponto e seguiu para o último aluno dos trinta e dois.
— Banz… Nem precisa dizer, claro que é seu bom amigo.
Ela sorriu. Conhecia muito bem o trio de bagunceiros.
— Sim, escolho Prem.
Nattaya bateu a caneta na lousa, anotando o nome, e sorriu sem jeito.
— É, claramente temos um vencedor. Parabéns, Win. Espero que cuide bem da sala esse ano, como fez no ano passado.
Win curvou a cabeça e voltou para sua mesa, ao lado do melhor amigo Kraisee, enquanto Prem chutou o cesto de lixo e também retornou para sua carteira.
— Aaah, vamos começar a aula. — Nattaya achava o temperamento do estudante muito ruim, mas ela tentava ignorar, afinal, era apenas um adolescente chato.
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Atualizado até capítulo 39
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