SIMBA
- Por que está me olhando assim?
- O Sr ultrapassou todos os limites. Zuri diz.
- Quem decide os limites sou eu. Então não ultrapassei nada.
- Sr as costas dela estão dilaceradas, será uma cicatrização dificil e provavelmente deixará marcas.
- Ótimo, assim ela se lembra que deve me respeitar. Eu digo.
- Cuide dela! Vou precisar ir a casa do Rei. Eu digo.
- Sim Sr. Ela diz.
Eu subo e vou até o quarto. Ela está deitada de bruços. Eu podia ver os hematomas nas áreas próximo aos cortes que estavam tampados por curativos que Zuri havia feito. Amélia dormia.
Pego o que preciso e saio. Logo chego a casa do Rei.
- Mas que merda aconteceu entre você e Frank?
- Ele não é como um filho para você. O filho que você sempre desejou? Pergunte a ele. Eu digo.
- Não seja infantil. Estou perguntando a você Simba.
- Não vim falar de Frank. Mas de negócios.
Ele respira fundo e diz:
- Vamos ao escritório.
Eu o sigo até o escritório. Entramos eu me sento e ele se senta em sua poltrona do outro lado da mesa.
- Quero saber se o Sr tem interesse na sociedade do novo poço?
- Qual o potencial de extração?
- Um campo médio. Cerca de 50 mil a 100 mil barris por dia.
- Cerca de 3 milhões.
- Ficou louco? Quer me roubar?
- O Sr sabe muito bem que os custos por extração ficam em média 30 euros por barril. Eu estou pedindo menos.
- Isso não é pedir menos. É querer que eu financie tudo. Ele diz.
- Claro que não. Eu vou entrar com o maquinário, mão de obra, sem mencionar que o poço de petróleo é meu. É um valor justo. Eu digo.
- Certo! Vou pensar sobre o assunto.
- Tem uma semana para me responder. Eu digo.
- Moleque você é muito folgado. Igual a sua mãe.
- Não fale da Mamãe! Você não tem moral para falar sobre ela. Eu digo com raiva.
- Como é? Perdeu o respeito? Ele diz.
Eu sabia que a discussão não nos levaria a nenhum lugar. Eu viro as costas para sair.
- Uma semana Rei. E a proposta será anulada. Eu digo enquanto saio sem olhar para trás.
- Olá Simba. Não sabia que estava aqui.
- Oi Rainha. Já estou de saída. Eu digo.
- Ora, ora...se não é meu querido Principe. Frank diz ao cruzar comigo na porta.
- Como está a linda Princesa? Ela sobreviveu?
- Do que está falando? Eu pergunto.
- Ha Ha Ha. Não se faça de desentendido. Sei muito bem quem é você. E sei o quanto é possessivo. Me conte? Ela sobreviveu a surra que deu nela?
As palavras dele acertam meu estomago como um soco. E me dou conta que Frank armou isso.
- Você armou tudo isso.
- Seu temperamento é o seu ponto fraco. O que pensou? Pensou que ela estava se entregando a mim. Aquela garota é determinada e me ignorou. Tenho que admitir ela é diferente.
- Como pode chegar a esse ponto. Você não tem carater.
- Ha Ha Ha. Eu não acredito que você é tão burro assim. Você a machucou não foi? Cara você é muito burro, está fazendo de tudo para perde - la. Ele diz gargalhando.
- Olha estou com dó dessa garota. Quando eu a agarrei, ela se esquivou e ficou gritando seu nome pedindo ajuda...e olha a ajuda que recebeu...você quem não tem caráter Simba. Não sabe nem ser homem e proteger a sua mulher. Na primeira oportunidade você a culpa. É fraco como a sua mãe.
- Seu maldito...
Eu fico furioso, vou para cima dele para bater, mas ele corre se afastando.
- Ou...ou...cuidado. Ele diz rindo e levantando a mão como se estivesse se rendendo.
- É por isso que o Rei quer me dar o trono. Você é facilmente manipulado. Ele diz enquanto sai andando.
- Melhoras para a linda Princesa! Ha Ha Ha. Ele grita de longe.
Eu entro no carro me sentindo um verdadeiro idiota. Zuri ainda me avisou. Mas eu sou teimoso demais para ouvir as pessoas.
Agora Amélia está ferida e é tudo culpa minha.
Eu sinto a raiva invadir o meu ser. Enquanto paro em um cruzamento. Grito e soco o volante tentando extravasar tudo que estou sentindo.
Chego em casa e Zuri vem correndo até mim.
- Sr precisamos de um médico. Amélia não está bem.
- O que aconteceu?
- Ela está com febre, um dos cortes não para de sangrar, pode ser hemorragia e ela está sentindo muita dor.
Eu respiro fundo. Sentindo o peso das palavras e das minhas atitudes.
- Ligue para o Dr. Mohamed.
- Sim Sr.
Eu corro até o quarto, e Amélia gemia a cada respiração. Ela estava suada. Levo a mão na sua testa e ela estava queimando.
Vou até o banheiro, e molho com água fria duas toalhinhas. Uma eu coloco na sua testa e outra na sua nuca.
Amélia está sofrendo e nem merecia nada. Como eu pude ser tão injusto.
Após alguns minutos a porta do quarto se abre e Zuri entra com o Dr Mohamed.
- Príncipe Umar. Ele diz ao me cumprimentar.
- Olá Dr. Obrigado por vir rapidamente.
- O que aconteceu?
- Eu fui punir a minha esposa e acabei me excedendo.
- Certo. O que você fez.
- A chicoteei!
O Dr olha para a cama onde Amélia está deitada.
- Posso vê - la?
- Sim claro. Fique a vontade.Eu respondo e abro espaço para que ele se aproxime.
- Quem fez os curativos?
- Eu Dr. Zuri responde.
- Terei que retirar. Ele diz e eu concordo acenando com a cabeça.
Ele se senta, coloca as luvas e retira os curativos. O último o sangue começa a escorrer assim que ele retira.
- Essas feridas estão muito profundas. Tem certeza que usou um chicote?
Eu engulo em seco, antes de responder.
- Usei um flagelo.
- Flagelo? Ele repete desacreditado.
- Simba eu te conheço a muitos anos. Mas usar um flagelo é demais até para alguém temperamental como você. Ele diz.
- Isso não é usado a décadas. Ele diz.
Eu não sei o que dizer. Então fico calado.
- Vou examinar. Ele diz e avalia cada corte.
Pega um termômetro e coloca na axila. E escuta o coração e respiração.
O termômetro apita. Ele retira e olha.
- Está com 39,8 c°.
- Por sorte o flagelo não atingiu nenhum orgão. O que é comum. Ela vai precisar de sutura, cuidados para não infeccionar e vou passar remédios para dor também.
- O corte maior você rompeu o músculo. Então vamos observar. Pois, pode ter algum trauma permanente.
- Vou arrumar tudo para fazer a sutura. Ele diz e começa a pegar os materiais. Ele sutura, faz um curativo, aplica uma injeção para a dor. E explica como deve ser os cuidados e os medicamentos.
- Eu encerrei aqui. Qualquer problema me ligue. E por favor. Não faça isso nunca mais. Nem com ela e nem com qualquer outra pessoa. Ele diz e eu dou um sorriso sem jeito.
Eu acompanho o Dr até a porta e depois retorno e fico ao lado de Amélia garantindo que ela fique bem.
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Atualizado até capítulo 75
Comments
Isabel Esteves Lima
Que monstruosidade, agora sabe que ela te respeitou idiota, e o primo conseguiu o que queria, fazer vc punir a Amélia sendo ela inocente.
2025-01-13
1
rafamendes
o primo disse a mas pura verdade
2024-12-03
0
Amanda
Estou com muita raiva 🤬🤬🤬🤬🤬
2024-12-08
0