Eu acordo estou deitada na cama e Simba sentado na poltrona olhando para mim.
- Porque está fazendo isso comigo? Eu pergunto ainda confusa com tudo que aconteceu.
- Você precisa entender de uma vez por todas que você é minha esposa, está em um país com cultura diferente e que agora você é casada com um principe.
- Nada disso é minha escolha.
- Mas é o que você tem agora. Quero que você seja forte, madura, e capaz de se colocar onde eu preciso. Ele diz.
- Onde você precisa? Você está me manipulando?
- Vou repetir, você precisa ser forte e madura.
- Espera! Eu digo e me sento.
- Você não me escolheu por acaso. Você me escolheu de forma consciente? Anda, diz a verdade? Eu digo brigando.
- Foi! Você se mostrou esperta, inteligente e quando tentou fugir do leilão tive a certeza da minha escolha. Eu queria uma mulher corajosa e determinada e você é. Ele diz com tranquilidade, sentado na poltrona com a perna cruzada e os dedos da mão entrelaçados, apoiado ao joelho.
- Quem é você? Que merda está fazendo? Eu pergunto.
- Você já sabe quem eu sou. E eu já sei quem você é. Mas precisa me ouvir, se acalmar e fazer o que eu digo. Eu já te disse, no momento certo, eu devolvo a sua liberdade.
- Que joguinho sujo é esse? Eu digo.
- Não tem nenhum joguinho. Me obedeça e me respeite e vamos ficar bem. Ele diz.
Eu me levanto ainda mais irritada.
- Vamos ficar bem? Quem vai ficar bem? Você!
- Como vou ficar bem? Você me trata como um animal, me segura pelo pescoço, me joga na cama, me prendeu como uma escrava. Eu digo gritando e ele sorri com o cantinho da boca.
- Você está achando graça? Você é maluco! Eu digo.
- Seja uma boa esposa! Só isso que precisa fazer. Ele diz, se levanta e se aproxima de mim. Ele tira o meu cabelo do rosto e acaricia a minha bochecha.
- Amanhã teremos um jantar na casa do Rei. Quero ver se entendeu e se saberá como agir. Ele diz.
- Eu não sou seu troféu. Eu digo.
- Eu sei que não. Você é meu prêmio. Eu paguei caro por você. Ele diz e pisca para mim.
Eu fecho a cara.
Ele aponta para um cantinho no quarto. Vejo a minha mala de viagem. A que eu estava usando quando fomos para o Egito.
- Minhas coisas! Eu digo e corro até a mala.
Eu abro e estava intacta, com tudo que eu preciso. Só faltava uma coisa... os meus documentos e cartões de banco.
- Escolha uma das suas roupas, quero que seja você mesma. Mas...lembre - se, deve me respeitar e me obedecer. Ou...lhe darei um corretivo onde estivermos. Ele diz com seriedade.
- Estarei no escritório, vou pedir para Zuri lhe servir o jantar. Boa noite.
- Espera! Eu digo.
- Aconteceu...é algo entre a gente?
Ele suspira e revira os olhos com a pergunta.
- Você desmaiou! Não faria nada a você. Já disse, você terá que implorar para me sentir. Ele diz, virá as costas e sai.
Após o jantar, tomo meu banho, arrumo as minhas coisas no armário e depois me deito.
Acordo com vários homens e algumas mulheres invadindo o quarto. E gritando, com tochas de fogo e falando o idioma local.
Eles me seguram.
- Socorro! Me soltem!
Um dos homens que estava com o rosto coberto por uma máscara de tecido, me joga sobre os seus ombros. Eles tocavam um tambor, cantava e gritavam em um idioma que eu não tenho a menor ideia do que eles dizem.
- Me solte! Socorro!
Ao descerem a escada. Zuri estava parada.
- Zuri! Zuri! Eu grito.
Ela olha para mim, e abaixa a cabeça.
Sou levada para fora. Onde há ainda mais pessoas. Um caminho feito de tochas e uma espécie de altar de madeira. O homem me coloca deitada sobre aquele altar. E prende os meus braços e pés, fazendo o meu corpo ficar como um "X".
- Me soltem! Eu começo a chorar. Não sei o que é isso. Nem o que está acontecendo e o que esse povo pode fazer comigo.
Simba não está, não o vejo. Estou com muito medo e a certeza de que irei morrer. Serei entregue como sacrifício em algum ritual.
As pessoas dançam, alguns homens aparecem carregando uma espécie de lança grande e dançam em volta de mim.
As pessoas vibram, dividem alguma bebida numa taça de ouro.
"Meu Deus será meu fim, eu penso"
Estou chorando tanto que as lágrimas me impedem de ver com clareza.
De repente dos se ajoelham. E um dos homens roda uma manivela e aquele altar se inclina. Agora estou quase em pé, e posso ver o caminho. Ao longe vejo Simba se aproximar, sem camisa, com uma calça larga e brilhante. Com vários colares de contas e bracelete. Ele carrega uma machadinha.
- Simba! Simba! O que está acontecendo? Eu pergunto, mas ele não me responde.
Ele para a minha frente e diz algumas palavras em naquele idioma. Zuri se aproxima com uma tigela de barro vermelha. Ela estende a mão apoiando a tigela, Simba molha o dedo numa tinta vermelha.
Ele então faz um traço na minha testa e outro em cada lado da bochecha. Sinto o cheiro de sangue e só ai me dou conta...não é tinta. É sangue.
Ele rasga a blusa do meu pijama, os meus seios ficam expostos. Não consigo dizer nada, é como se eu fosse protagonista em um filme de terror. Simba molha o dedo no sangue novamente e faz um "x" no meu peito.
Ele diz mais algumas palavras e levanta a machadinha. Agora eu entendi. Simba vai me matar, eu sou o sacrifício e ele é o executor.
- Simba não faça isso!
Os meus olhos cruzam o seu. E os seus olhos estão pretos, sem brilho, sem vida. Não é Simba ali. Seu corpo foi habitado por algo que eu desconheço.
Ele levanta ainda mais a machadinha. E solta para acertar o meu peito com força.
- Simbaaaaaaaa!!! Eu grito e fecho os olhos.
- Amélia, Amélia...acorde! Está tendo um pesadelo.
Simba me acorda! Estou no quarto, ele está ao meu lado. É a nossa primeira noite juntos. Ele veio para a cama e eu nem vi.
- Você está bem? Ele pergunta.
- Sim! Tive um péssimo sonho.
- Sim, você estava se debatendo, e gemendo muito. Por isso decidi acorda - la.
- Obrigada! Eu digo.
- Vem! Encoste aqui. Ele diz e me puxa para seus braços. Eu me apoio, sinto sua respiração e o ouço as batidas do seu coração. Seu peito forte e sua pele quente, pois Simba está sem camisa. Ele acaricia os meus cabelos e logo eu adormeço novamente.
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Atualizado até capítulo 75
Comments
Isabel Esteves Lima
Nossa que pesadelo horrível. 😱😱😱😱😱😱😱
2025-01-13
0
rafamendes
que vida é essa senhor
2024-12-03
0
Eva Garbin
que loucura de sonho
2025-04-03
0