A fuga

Eu chego até a sala e também não vejo ninguém. Vou até a porta de entrada e esta aberta. Eu abro e vou até a área externa. Também não há ninguém. Corro o mais rápido que posso... até que chego no portão de ferro.

Será muita sorte o portão também estar aberto. E para minha felicidade...ele está.

Eu abro o portão, fecho novamente ao cruzar e corro, corro o máximo que consigo. A rua está escura, diferente da área da mansão que é iluminada por seus postes dourados.

Há muitas árvores e eu não sei para onde estou indo. Começo a sentir medo e a chorar. Mas tento manter a calma para raciocinar direito.

Eu corro e chego até a estrada. Ando perto das árvores para não ficar visivel.

Ando, ando e não encontro nada. Poucos carros passaram por mim, e eu me escondi de todos, não sei se são os homens de Simba.

Estou cansada, com sono e fome. Eu encosto em uma árvore entre alguns arbustos e acabo adormecendo. Acordo com o som de algum animal. Por segurança decido correr.

Me afasto e continuo andando. De longe vejo alguns carros juntos e uma luz de holoforte que ilumina entre as árvores. Devem ser os homens de Simba. Eu me deito no chão, e me cubro com as folhas na esperança de não ser notada.

Observo que a luz está se aproximando. São três carros com vários homens. Com a luz forte eles varrem o lugar. Fico imóvel, quem sabe assim ninguém me vê.

A luz pairá sobre mim, fecho os olhos por causa do clarão.

- Ali! Ela está ali! Alguém grita.

Eu me levanto e corro, corro o mais rápido que meus pés conseguem. Eles pegam dois cães e vem atras de mim, devem ser cães farejadores.

- Príncesa pare! Pode ser perigoso! Alguém grita.

Eu ignoro e continuo correndo. Eles conversam com alguém pelo rádio. E continuam me perseguindo. Eu entro mata a dentro e continuo a correr mesmo com a baixa iluminação. Aos poucos ganho distância até chegar a margem de um rio.

Minha dúvida é...atravesso ou não o rio?

Se eu ficar serei pega, mas se atravessar pode haver crocodilos...ou não!

Decido continuar andando pela margem. Volto a correr na esperança de me afastar.

E após alguns passos percebo que ganhei distância e não os vejo mais. Sento em uma pedra grande por alguns minutos para recuperar o fôlego, já que estou cansada.

A brisa da noite refresca meu corpo, e acredito já ser madrugada. Continuo andando, até que ouço barulhos de carros. Deve ser alguma estrada importante.

Ando mais rápido e vejo que a estrada está no alto do morro. E passa por cima do Rio.

Eu tento subir, mas o terreno e ingrime e escorregadio. Me seguro em algumas árvores e finalmente chego ao topo. Pulo a murreta de proteção e estou no acostamento. Caminhões e carros passam por mim. Atravesso o rio, mas agora por cima. E ao longe vejo uma luz forte. Talvez seja alguma fábrica, casa ou algum lugar onde eu possa pedir ajuda.

Conforme me aproximo vejo que é um posto de combustível. Ando mais de pressa, e para meu azar meu chinelo quebra.

- HHhaaaaa!! Que ódio! Eu grito com raiva.

Largo o chinelo e corro descalça. Não há nenhum carro, mas tem uma loja de conveniência. Eu corro e chego ao posto.

Abro a porta e uma jovem estava no balcão.

- Socorro! Socorro! Me ajude! Eu digo ofegante.

- O que houve moça?

- Fui sequestrada! Mas consegui fugir! Eu digo.

- Vou chamar a policia. Ela diz e liga para a delegacia.

- Sente - se! Quer uma água? Ela pergunta.

- Sim. Eu digo.

Ela me traz um copo, eu bebo em segundos.

- Eles já estão vindo. Você está segura! Ela diz sorrindo.

- Obrigada!

Pouco depois a viatura chega com três policiais. O dia já está começando a amanhecer.

- Bom dia Srta Ada. Diz o Policial.

- Sr essa é a jovem sequestrada. Ela diz e aponta para mim.

- Srta como se sente? Ele pergunta.

- Cansada! Eu respondo.

- Certo, vamos leva - la a delegacia. A Srta está em segurança. Ele diz gentilmente.

Eles abrem a porta e sou colocada na parte de trás. Vejo que o policial entregou a jovem um dinheiro. Isso me faz sentir que eu não deveria ter confiado na polícia. Mas a parte de trás do veículo tem uma grade e não tem maçaneta. Estou presa de novo.

Seguimos para algum lugar e após alguns minutos avisto a delegacia.

Eles estacionam, abrem a porta para mim.

- Chegamos Srta. Diz o Policial.

- Olá Srta. Sou o delegado Obi. Entre! Ele diz, atravessamos o balcão, entramos numa sala.

- Pode se sentar. Por favor, policial traga um refresco e algo para a Srta comer.

- Por favor me diga o seu nome e me conte o que aconteceu?

- Meu nome é Amélia Santos. Sou brasileira, eu fiz uma viagem para o Egito. E lá eu fui sequestrada. Vim parar num leilão, onde fui comprada, obrigada a casar e então eu fugi. Eu digo.

O delegado olha para o meu anel. O anel que Simba me deu.

- Srta vou ligar para a embaixada de seu País e pedi para eles virem busca - la para a enviarem de volta para seu país.

- Obrigada. Eu digo.

- Por nada. Ele diz e sai.

Pouco depois ele retorna com um cobertor na mão e uma bandeja.

- Srta já avisei. Estão vindo busca - la. Se quiser pode deitar no sofá e descansar um pouco. Aqui está um coberto e algo para a Srta comer e beber.

- Sr Obi, como será feito esse processo?

- Eles irão levar a Srta para a embaixada, conferir a sua identidade, fazer novos documentos, avisar a sua família e colocar a Srta no avião de volta ao seu país. Ele explica.

- Agora descanse. Ele diz e sai.

Pela primeira vez sinto um pouco de paz. As lágrimas rolam no meu rosto, mas agora de alegria e não mais de medo. Paro para pensar na loucura que foi esses últimos dias e acabo adormecendo pelo cansaço.

Acordo com o barulho de conversas num idioma que não é o português e nem o inglês que eu tenho fluência. Ouço passos pelo corredor, deve ser o pessoal da embaixada.

A porta se abre e uma voz tão familiar me faz levantar.

- Amélia!

Quando eu olho lá está ele...meu Dono...Simba!

- Você? Você não!

Eu entro em desespero e começo a chorar. O delegado entra na sala.

- Você mentiu para mim, como pode? Ele me ignora.

- Príncipe Umar, eu vi o brasão da sua família no anel e achei por bem avisa - lo primeiro.

- O Sr fez muito bem. Tivemos nossa primeira briga de casal e minha esposa se desesperou. Mas isso não irá mais acontecer. Ele diz com seriedade.

Eu estou de boca aberta, sem acreditar que vou ter que voltar para o meu cativeiro.

- Vamos Amélia. Estou cansado! Ele diz.

Eu aceno com a cabeça dizendo não e começo a chorar.

- Nos dê licença Sr. Obi. Ele pede, o delegado sai e fecha a porta.

- Amélia eu estou cansado, passei a noite inteira te procurando. Não quero brigar e nem discutir. Só quero ir para casa. Não me obrigue a ser rude com você. Ele diz com calma.

- Por favor Príncipe. Não sei o que viu em mim...mas me deixe ir embora, ver a minha família. Não me faça esse mal. Eu peço chorando.

- Você não entende. Não tem mais volta. Por favor! Me acompanhe gentilmente, ou terei que leva - la desacordada. Ele diz com a maior tranquilidade.

Eu me levanto, mancando, pois meu pé doía, ele olha o meu estado. Abre a porta e diz ao delegado:

- Você permitiu que a princesa ficasse nesse estado? Ela parece uma mendiga. Ele diz.

- Me desculpe majestade. Não sabia que ela era a princesa. Ele responde.

Simba me pega no colo, empurra o delegado e saimos.

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Comments

Amanda

Amanda

Não interessa se ele é o príncipe ou até mesmo o rei só sei que estou com muita raiva desse infeliz, será que não tem mulher no país dele não que precisa sequestrar aqui do Brasil, fala sério 😠🤬

2024-12-07

0

Nicole Rossales

Nicole Rossales

tá estranho, ele não iria da bobeira assim

2025-03-06

0

Suelen Andrade

Suelen Andrade

ele provou ela e ela não passou

2024-11-27

1

Ver todos
Capítulos
1 O leilão
2 Prisioneira
3 As lições de Zuri
4 Sr. Umar
5 A Cerimônia de casamento
6 O banquete real
7 A mansão do principe
8 Do prazer a raiva
9 A fuga
10 É verdade? Prove!
11 A ligação
12 Irritado
13 Um esconderijo
14 Medo
15 Por favor, não
16 Você...
17 O Jantar real
18 Me entregando
19 O flagelo
20 Possessivo
21 A biblioteca
22 Isso é um absurdo
23 A verdade de Zuri
24 Um voo ao desconhecido
25 A glamourosa Dubai
26 Uma nova oportunidade
27 A escrava
28 O jantar no jardim
29 A festa continua
30 A decisão
31 O fim da vida
32 Contando a verdade
33 A liberdade
34 Chegando em casa
35 Sra Dolores
36 Sendo observada
37 Teimosia
38 Flávia
39 Visita inesperada
40 Novo acordo
41 Lugar especial
42 O amor está nos detalhes
43 De volta
44 Cicatrizes
45 Aniversário da Tia Amina
46 A festa continua
47 O surto de Simba
48 A ideia
49 Em busca de respostas
50 Conflitos sem fim
51 Me colocando em seu lugar
52 Descobertas e surpresas
53 Indo lhe salvar
54 Toda a verdade
55 Fugindo de tudo
56 Cancún
57 Um momento único
58 Momento só nosso
59 Voltamos...
60 E essa agora
61 Obrigada
62 Aniversário do Rei Adisa
63 Uma grande descoberta
64 Alta tensão
65 Lembrança
66 No hospital psiquiatrico
67 Querida Ana
68 Arrancando... a verdade.
69 O resgate de Ana
70 O conselho dos Anciões
71 Resgatando Simba
72 O julgamento do Conselho
73 Festa de Coroação
74 Doce Amélia
75 O Herdeiro da Paz
Capítulos

Atualizado até capítulo 75

1
O leilão
2
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4
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A Cerimônia de casamento
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Por favor, não
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A festa continua
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A decisão
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A liberdade
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Chegando em casa
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Sendo observada
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Teimosia
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Flávia
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Visita inesperada
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Novo acordo
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Lugar especial
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O amor está nos detalhes
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De volta
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Cicatrizes
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A festa continua
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O surto de Simba
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A ideia
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Em busca de respostas
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Me colocando em seu lugar
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